Sai hoje relatório do grupo de trabalho que analisa o pacote anticrime

CLIQUE AQUI para ler a íntegra do projeto. É texto bem enxuto.

O relator do grupo de trabalho que analisa o pacote anticrime apresentado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, deputado Capitão Augusto (PL-SP), disse que vai divulgar relatório sobre a proposta nesta quarta-feira. Na avaliação do congressista, o texto pode ser aprovado em breve no grupo e, posteriormente, no Plenário.

Nesta terça-feira, foi realizada a última audiência do grupo, que tratou do mecanismo “plea bargain”. Ele prevê que o Ministério Público negocie acordos de prisão imediata com redução de pena ou até mesmo a suspensão de processo judicial, caso o acusado confesse sua culpa em um ou mais crimes.

Em um balanço dos trabalhos do grupo, o deputado Subtenente Gonzaga (PDT-MG) disse que o governo estaria muito preocupado com o encarceramento, sendo que é preciso melhorar a investigação criminal. Segundo ele, no Rio de Janeiro 96% dos inquéritos abertos para apurar homicídio foram arquivados sem autoria e materialidade. Em Minas Gerais, estado do deputado, esse índice é de 72%. Já a média nacional chega a 68%.

“Nós não temos muitos homicidas presos porque não temos investigação”, disse o pedetista.

3 comentários:

Anônimo disse...

no Rio de Janeiro 96% dos inquéritos abertos para apurar homicídio foram arquivados sem autoria e materialidade

jezuizamado, é o fim!

ja passamos da fase do roubar compensa e entramos na do matar compensa...

e fora a enormidade de ocorrências em que as pessoas nem perdem tempo de registrar em delegacias...

esse índice ai corrobora a desmotivação da população...

prestar queixa hoje em dia é mais perigoso para a vitima do que para o próprio bandido...

Anônimo disse...

Em países sérios a prisão é no instante do crime. Aqui só pode ser preso em segunda instância e com todos os recursos recorridos. É Recurso, do Recurso, do Recurso e depois ainda cabe mais os Embargos Infringentes, onde se permitem que a decisão seja analisada novamente e seja alterada, de acordo com o pedido do acusado. Tem presos condenados a 40 anos e ainda cabe Recurso. Para esses não há limites para recorrer e em alguns casos são tantos Recursos que o Processo prescreve. Enfim esse é o Brasil!

Anônimo disse...

Penso que o trabalhador, pagador de abusivos impostos, não permita que paguemos Segurança para políticos porque nós que os sustentamos não as temos.