Audiências públicas que prometem ser tumultuadas irão tratar das passagens de ônibus em Porto Alegre

Prefeitos da região metropolitana estiveram reunidos em Porto Alegre, no Paço Municipal, para rejeitar a proposta da taxa de ingresso dos automóveis não emplacados na cidade, como forma de custear as passagens que poderiam, teoricamente, baixar a quase dois reais.

A Metroplan participou do encontro e seus representantes foram cobrados pela demora no processo licitatório do sistema de transporte metropolitano.

“A Metroplan já contratou diversas consultorias e não apresentou nenhum resultado para integração”, disparou o anfitrião Nelson Marchezan, que chegou a defender a extinção do órgão. A entidade propôs unificação das tarifas na Capital e região Metropolitana. Faz alguns dias, o gestor da Capital sugeriu que a ATP não conceda aumento salarial aos rodoviários, com a alegação de que o custo da mão de obra é o segundo maior do país, representando quase 50% na composição tarifária.

Para os dias 5 e 16 de março está agendada a confusão na Câmara Municipal, com duas audiências públicas que devem repetir os anos anteriores, quando tumultos e até invasões, depredações, chegaram a ocorrer. Nos últimos 25 anos, a tarifa de ônibus na capital gaúcha subiu 1.170,27%, enquanto a inflação no período não chegou a 500%. Os trabalhadores porto-alegrenses que usam o ônibus gastam 23% do salário mínimo com transporte.

5 comentários:

Anônimo disse...

Os massas de manobra que serão agraciados com a redução da passagem darão carta branca para meteram a mão no erário público.

Renato disse...

O Fato da passagem ter subido mais que a inflação reside no fato que o sistema perdeu passageiros.Ou seja os onibus passaram a rodar com menos gente pagante. A inflação geral não diz muita coisa a respeito de preços e sim o quanto ralmente se gasta para manter o sistema.

Anônimo disse...

A prefeitura não vai meter a mão no erário para dar passagem barata ou grátis. Ela vai meter a mão no bolso de quem não usa o transporte coletivo. Solução fácil: proibir a circulação de aplicativos e veículos de outros municípios e duplicar o número de ônibus, lotações e táxis para transportar todo mundo. Mas não autorize o licenciamento de novas motos. Quem não gostar que vá a pé ou de bicicleta.

Anônimo disse...

É só privatizar que resolve, mas todos querem se lambuzar no pote de mel.

Anônimo disse...

É o medo do uber bus chegando!
E ele vem sem tripulantes, nem motorista nem cobrador, só o dinheiro escoando direto para os EUA. Viva o livre comercio e o mercado!