José de Souza Martins, Valor - Pensamento pobre

- Valor Econômico / Eu &Fim de Semana

Em comparação com minha época de estudante, as pessoas de hoje são muito mais informadas do que eram as daquele tempo. Mas não são menos ignorantes. Sabem muito, mas imprópria e provisoriamente. Sabedoria que chega ao interessado com uma clicada no celular ou no computador para ser esquecida em 20 minutos. Ficam resíduos que vão constituir a nova cultura popular dos cheios de certeza sobre todos os assuntos. Mas, uma coisa é ficar sabendo, outra, muito diferente, é saber. Por isso, somos hoje mais enganados do que éramos há meio século.

No geral, sabem acertar no acaso dos testes de múltipla escolha, mas não sabem explicar a construção da pergunta nem a razão da resposta. Quem, como eu, é professor universitário, sabe que há diferenças de competência entre os alunos que ingressaram nas grandes universidades em 1960 e os que estão nelas ingressando em 2017. 

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8 comentários:

Unknown disse...

Precisamos de um Código de Defesa do Estudante!!!
Chega de pega-ratões e poder absoluto do professor, no ensino!!!

Anônimo disse...

Da minha experiência nos bancos escolares, o analfabetismo funcional começa com os nossos professores-doutores!
Cito apenas um exemplo, há outros:
Em certa ocasião formulei uma pergunta sobre giroscópios ao meu professor de Dinâmica (engenharia) e ele me respondeu que o que eu queria saber era segredo de Estado, pois servia para orientar mísseis balísticos intecontinentais.
Anos após foi lançada uma revista de divulgação científica (Scientific American) aqui no Brasil e em uma das edições havia uma publicidade da White Westinghouse, traduzida para o português, sobre o funcionamento dos giroscópios (exatamente o que eu havia perguntado ao 'mestre').
Ou seja, enquanto nossos professores desconhecem os fundamentos da física, esses mesmos fundamentos são apresentados como publicidade nos EEUU.
Desse modo, não há como progredir!

Anônimo disse...

concordo com anônimo das 10:33.

muitos anos atrás quando meu filho ainda era pequeno (8-9) anos, foi pedido um trabalho sobre a paz, e graças aos meus pais sempre tivemos a leitura como algo bom em casa e líamos muito e com uma boa biblioteca, pois bem, meu filho fez uma bandeira da paz (pacto de Roerich), professora disse que aquilo não existia e não aceitou o trabalho.

Até hoje ele lembra (e nós também) isso.

Unknown disse...

Precisamos:
- ensino informatizado em termos de sistemas e aplicativos educacionais; professores serão monitores em geral e consultores em suas matérias;
- provas individuais, geradas por banco de questões, em secretaria especializada para tal, na qual cada aluno agenda seu dia e horário de prova, quando se sentir melhor preparado;
- proibidas questões pega-ratão. Todas as questões tem que ser honestas em termos de proposição e conteúdo;
- programa de atividades e conhecimentos tem que ser seguido pelos dois lados... mestres e alunos;
- e por aí vai...

Anônimo disse...

Qualquer pendrive tem muito mais informações que um polimata. Sem saber pensar e como usar informações, pessoas não passam de burras e ignorantes amebas! O nível cultural médio dos bacharéis universitários atuais aqui no Brasil é inferior ao daquele de estudantes do curso científico da decada de 60.

Anônimo disse...

a diferença é que os alunos dos anos 60 já estão aposentados e, os analfabetos funcionais, estarão aqui por muitos anos.

Anônimo disse...

Depois que as esquerdas e os sindicatos pelegos passaram a mandar nas escolas, o nível da educação brasileira só vem despencando e vai continuar assim. Muito triste, pobre estudantes e pobre país.

Anônimo disse...

Com 3 meses de férias anual nenhum aluno aprende nada ( férias em dezembro, julho e nas greves dos professores).

Só lembrando a mão que vota é a mesma que acena para o corrupto.