Reitor da UFSC deixou bilhete explicando por que escolheu o caminho do suicídio

O reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, professor Luiz Carlos Cancellier de Olivo, escreveu um bilhete antes de cometer suicídio na manhã desta segunda-feira, em um shopping de Florianópolis. "A minha morte foi decretada quando fui banido da universidade!!!"

O bilhete foi liberado pela família.

Cancellier havia sido preso temporariamente no dia 14 de setembro, na Operação Ouvidos Moucos, da Polícia Federal, que investiga desvio de verba em bolsas de educação a distância do programa Universidade Aberta do Brasil (UAB). Ele e outros seis investigados ficaram presos por um dia. A suspeita era de que o reitor havia interferido nas investigações iniciadas na corregedoria da universidade.

Segundo relatos de amigos próximos, o reitor viveu "dias terríveis" a partir da prisão, o que deu início a um quadro de depressão. 

40 comentários:

Anônimo disse...

A depressão e um instinto suicida podem explicar.
Agora, se estava limpo, não justifica o ato.

Anônimo disse...

O bilhete deve ser falso. O reitor de uma universidade não teria essa caligrafia sofrível.

Anônimo disse...

Há depressão quando pessoas com funções públicas desviam dinheiro público?

Anônimo disse...

Foi escrito pela empregada doméstica dele.

Anônimo disse...

É necessária uma investigação profunda nas universidades públicas brasileiras, a sujeira que existe ali assustaria até o capeta.

Anônimo disse...

O assalto à nação brasileira pelos desgovernos corruptos de Lula e Dilma não se deu apenas com Universidade, agora se apura que foi quase que generalizado. Cadeia aos corruptos.

Anônimo disse...

Quando serão cassados os direitos políticos de Dilma Vana Rousseff????

Anônimo disse...

funcionariozinhos públicos concurseiros, a mais nova moda dos formados em direito que não possuem talento e não passam na prova da OAB (menos de 2 por cento)!

Anônimo disse...

uns vagabundos zombando da morte de um ser humano, gente abjeta q não deve valer o q come...uns ratos

Anônimo disse...

A história julgará e o tempo irá revelar a verdade

Anônimo disse...

a letra de jeito nenhum tem a ver com a letra de um reitor!

A LETRA DE JEITO NENHUM É A LETRA DE UM REITOR, TENHA PACIENCIA, APLIQUEM ESSA PARA OUTRA PESSOA, A NÃO SER QUE ESTIVESSE DROGADO OU BÊBADO.

UM PERITO PODE VERIFICAR A CALIGRAFIA DO REITOR, E O BILHETE...

EPISÓDIO CELSO DANIEL SE REPETINDO,LOGO LOGO A HISTÓRIA VAI DIZER...

Anônimo disse...

GRITO POR JUSTIÇA ENTRE LÁGRIMAS NO FUNERAL DO REITOR: “TEMOS QUE PARAR OS NEOFASCISTAS”
Divulgação UFSC
No enterro do reitor da UFSC Luiz Cancellier, o representante dos alunos Leonardo Moraes, seu orientando, foi aplaudido de pé quando disse: “A tragédia de ontem não foi um acidente. Um desafeto político, uma denúncia deturpada, um processo arbitrário conduzido por uma delegada, possivelmente inconformada por ter sido afastada da Lava Jato, uma decisão inconsequente da juíza da 1a. Vara da Justiça Federal de Florianópolis mudaram, do dia para a noite, a vida do reitor Luiz Carlos Cancellier. Depoimentos que o absolviam foram ignorados, provas foram colhidas sem qualquer contraditório, uma prisão duramente criticada por toda comunidade jurídica catarinense. Uma decisão assinada no conforto de um gabinete, que transformou a história da nossa universidade"
5 DE OUTUBRO DE 2017 ÀS 07:20 // TV 247 NO YOUTUBE Youtube

Anônimo disse...

Não ofende a empregada ô meu! Certamente ela deve ter muito mais educação e cultura do que esse daí tinha!

Anônimo disse...

DEDURAGEM DE COLEGAS FOI O QUE MAIS DOEU NO REITOR DA UFSC
reprodução/Jornalistas Livres
"Tudo o que a PF tinha como prova contra ele eram duas delações – ou, no popular, deduragem. Uma foi do corregedor da UFSC, Rodolfo Hickel do Prado.Para justificar a sua, ele se queixou à delegada que o reitor lhe retirou uma gratificação de mil reais mensais. Seria represália por ele, corregedor, não revelar dados da investigação que fazia no EAD ao reitor. A outra foi da professora Taisa Dias. É pífia. (...) Mas, seja como for, as duas fofocas tiveram o condão de jogar Cau na cadeia e do alto do shopping", escreve Renan Antunes de Oliveira no DCM

5 DE OUTUBRO DE 2017 ÀS 07:11 // TV 247 NO YOUTUBE Youtube


Anônimo disse...

Deduragem de colegas foi o que mais doeu no reitor da UFSC e o fez desistir:

Diario do Centro do Mundo - 4 outubro 2017

O bilhete de suicida do reitor

Por Renan Antunes de Oliveira, em Florianópólis (SC)

A última pessoa a falar com o reitor Cau Cancellier foi um ex-aluno dele, o jovem advogado Rafael Melo.

Eram 10 da manhã da segunda-feira 2 de outubro, apenas 38 minutos antes do dramático suicídio que o transformaria num mártir para quem não gosta dos desmandos da Lava Jato.

Os dois se encontraram por acaso na pracinha do Beiramar Shopping, o cenário mauricinho escolhido por Cau para tirar a própria vida, aos 59 anos.

Melo ia apressado quando viu num banco o magnífico reitor professor doutor Luis Carlos Cancellier de Olivo solitário, murmurando pra si mesmo, fumando muito.

O advogado logo notou que “ele estava com o torso curvado como se sentisse dor, meio alheio a tudo ao seu redor”, conforme contou no velório do antigo mestre, no saguão da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), na noite da mesma segunda-feira.

Melo já sabia que o até então ficha limpa Cancellier tinha virado um pária na comunidade universitária.

Respingou no reitor o maior escândalo de Floripa em décadas: a Operação Ouvidos Moucos (deflagrada pela PF em 14 de setembro para apurar o possível desvio de grana no programa EAD (Educação à Distância), tocado pela UFSC entre 2008 e 2016. Teto do caso, 80 milhões de reais).

O jovem advogado lembra que ele vestia uma blusa esportiva bege de magas compridas, mas não percebeu a tragédia em andamento: “Tentei confortá-lo dizendo ‘sei o que o senhor está passando, tenho certeza que vai provar sua inocência’, mas ele não me deu muito papo”.

Os dois trocaram um aperto de mão. O advogado seguiu para a Livraria Saraiva, no piso Sambaqui (cada andar do shopping leva o nome de uma praia local). Pelo recibo da compra ele sabe que saiu da loja 10h17 em ponto.

Já o reitor Cancellier, proibido de entrar na UFSC desde que fora afastado do cargo 18 dias antes, por decisão da 1ª Vara Federal de Floripa, entrou no shopping para morrer.

Uma testemunha cruzou com ele no elevador panorâmico e o viu subindo para o andar mais alto, o L4, chamado piso Campeche.

Dona Dinete Sardá também o viu. Ela subiu alguns andares ao lado dele. Tudo que sentiu foi o cheiro desagradável de cigarro que ele exalava. Os dois nada se disseram.

E lá de cima, às 10h38, Cau se jogou de cabeça pra baixo, da altura de sete andares.

Na queda, passou por três pisos de garagens e pelos andares Jurerê e Joaquina, até se estatelar ao lado da escada rolante, no Sambaqui.

(...)

Na carteira havia um bilhete suicida. Foi entregue à família. Seu inteiro teor ainda não foi divulgado – só a parte que o transforma em “mártir de um estado policialesco”.

Antes do meio-dia a notícia chegou aos quatro cantos da ilha de quase 500 mil habitantes, como se Cau fosse um popstar.

Reitor pop não é exagero. Responda depressa: como se chama o reitor da federal da sua cidade? Difícil lembrar, né?

Mas, em Floripa, é possível. O reitor sempre é imensamente popular porque um em cada 10 habitantes da ilha trabalha ou estuda na UFSC. As gerações de profissionais saídos da instituição comandam a economia local – só a incubadora de tecnologia gerou empresas que hoje respondem por 45 % do PIB da cidade.

Vira e mexe Cau estava na TV falando da instituição, cujo orçamento era de 1,5 bi e ranqueada em sexto entre as melhores do país.

Ele parecia ter muitos amigos. Quase mil deles passaram pelo velório na primeira noite, desfiando um rosário de lágrimas.

Na hora de maior dor, uma estudante do curso de Letras fez um protesto tipo eu sozinha. Foi o maior bafão. A moça exibiu um cartaz: “Cadê os 80 milhões?” (valor mencionado pela PF que induz as pessoas a pensar num rombo maior do que as malas de Geddel, mas que na verdade é apenas a verba dos últimos 10 anos do programa sob suspeita). (...)

Anônimo disse...

Um juiz contra o fascismo. O que você não vê na TV:

FERNANDO BRITO · 05/10/2017 - O Tijolaço

bilhete

Na nossa mídia, sempre ávida por desgraças e tragédias, sempre pronta a “fechar” a camera para os rostos emocionados, da lágrima, da voz embargada, quase nada se viu da cerimônia fúnebre do reitor Luiz Cancellier, da Universidade Federal de Santa Catarina, que se matou pela humilhação pública a que foi submetido, sem culpa formada, sem defesa, apenas pela força.

Muito menos do discurso do desembargador Lédio Rosa de Andrade, que tomo como o desabafo de minha geração.

Não é de estranhar, mas é de apavorar. Trago para cá o que diz Nilson Lage, 60 anos de profissão e de janela na imprensa brasileira, que pode dimensionar melhor do que quem, como eu, só percebeu a ditadura na adolescência.

Muito sério, no episódio da morte do reitor da UFSC, é o fato de a grande mídia não ter dado destaque à notícia.

Indica que o vínculo da canalha jurídica-policial com a mídia é mais profundo do que se imaginava – escudo que, mais grave do que na ditadura anterior, protege o arbítrio e oculta os crimes de Estado..

Havia, na época censura; agora, ela é dispensável. O controle é mais inteligente (consiste em registrar o fato e dar ênfase editorial a outra coisa) e é espontâneo, automático, introjetado..

Não fosse isso, tratava-se, como tragédia humana e fato político de uma grande história jornalistica, com, com muitos ângulos a serem abordados, capaz de despertar profundas reflexões.

As palavras de Lédio não são apenas um lamento. São uma convocação.

E lançam um taça de vergonha, se isso adianta, no rosto dos que acham que “as coisas não são bem assim” e se perdem em discussões laterais.

Há uma matilha de feras, seguida por uma vara de porcos, tornando sangrenta e imunda a vida brasileira, onde só a escuridão, o xingamento, a ofensa, a polícia e a prisão valem alguma coisa.

Assista e divulgue o quanto puder. Especialmente para jornalistas, advogados, promotores e juízes jovens.

Talvez um deles possa ver no espelho aquilo que se transformou.

Anônimo disse...

Políbio, concordo com o comentário do anônimo das 11:28hs.
Letrinha feia assim só a do LuLLa!

Anônimo disse...

Esta história toda é muito estranha e mal contada.
Creio que alguns querem a todo custo criar mártires vitimados pelo "Estado Policial fundado no Direito burguês".

Anônimo disse...

e na UFRGS?

Anônimo disse...

Universidades e Institutos Federais são antros de corrupção com desvio de verbas.

Anônimo disse...

Em universidades coalhadas de esquerdistas, de comunistas, como acontece também em entidades estudantis, como a UNE, UBES, etc., sempre se fará necessária a presença das polícias, da justiça. Essa gente, onde entra, comete desvios e crimes. Depois, a depressão, como aconteceu com Genoíno e outros pilantras.
Se outros suicídios acontecerem, que se há de fazer? Parar de prender?
No Japão, os infratores da lei se suicidam e ninguém lamenta. É da cultura e uma maneira de tentar limpara a própria honra.
E se fosse um cidadão comum, que tivesse cometido desvios iguais? Haveria toda essa lamentação?
E se fosse um reitor de uma faculdade particular? Um reitor de ideologia de direita, um coxinha? Duvido que os mortadelas lamentariam e encenariam esse drama.

Anônimo disse...

Deduragem de colegas foi o que mais doeu no reitor da UFSC e o fez desistir:

4 out 2017 - DCM

O bilhete de suicida do reitor

Por Renan Antunes de Oliveira, em Florianópólis (SC)

(...)

Um dirigente histórico dos comunistas foi ao enterro, mas era de uma corrente adversária. Fez questão de dizer que ele abandonou a militância de esquerda e deu uma guinada pro outro lado – segundo vários relatos, Cau nunca escondeu que votou em Aécio, apoiou o impeachment, alinhou com Temer e se dizia fã de Sérgio Moro.

(...)

Cau foi levado de casa por agentes originalmente lotados em São Luiz do Maranhão.

Em nome da PEC da economia, não tinha ninguém mais de perto pra tarefa??? A turma da terra de Sarney foi trazida a Floripa só para a perigosa missão de meter o reitor num uniforme laranja de presidiário?

Ele foi " ALGEMADO NOS PÉS E MÃOS" por agentes
mascarados.

Pior: nu, CAU FOI SUBMETIDO A UMA REVISTA "ANAL".

A conferir se Geddel, Sérgio Cabral ou Eduardo CunhaUma explicação plausível é que o pessoal não ia vir de tão longe para pouco. Como a PF estava proibida de apresentá-lo à imprensa, como muitas vezes faz, descontaram nele com a revista. (...)

Anônimo disse...

No Japão o suicídio é comum, pela vergonha de ser pego cometendo falcatruas.

Anônimo disse...

Pelo menos não foi com uma faca que depois o morto mesmo limpou...

Anônimo disse...

UM REITOR "CU DE LOUÇA?"

MAL CONTADA DEMAIS, COMO CELSO DANIEL E OS DEZ MAIS,COMO ESTANCIA VELHA,SOMBRA ETC....

MUITO MAL CONTADA E TRANSFORMADA EMTRAGEDIA...MUITO MAL CONTADA

ELUCIDAÇÃO MUITO FÁCIL, COMO PC FARIAS,CELSO DANIEL,MARCELO CAVALCANTE

BILHETE ESCRITO POR ANALFA OU DROGADO,COM CERTEZA.

POLIBIO ACHE BILHETES ESCRITOS DO CARA E VAMOS VER A FRAUDE DA LETRA DO BILHETE, COISA PREPARADA.

Anônimo disse...

Quer de dizer que se pode desviar dinheiro público sem investigar e dar satisfação à justiça??? Acho que os esquerdopatas pensam assim.

Anônimo disse...

Acho que não se trata de deduragem, mas de colaboração à justiça.

Anônimo disse...

Dinheiro público é imposto do trabalhador que paga, portanto que se faça justiça, todos que devem tem de pagar.

Anônimo disse...

Bilhete só agora?
Agora ficou estranho de vez!
Suicídios desse tipo acontece se uma pessoa é realmente culpada e não tem escapatória.
Menos Mortadelas! Você acham realmente que uma revista "a la" regime militar é possível hoje em dia? Isso pode até acontecer para um "ladrão de galinhas" sem advogado.
Para um reitor de faculdade ainda bem assessorado?
Se isso acontece-se mesmo o cara na hora teria dedurado todos! Viraria um herói!
Ainda mais na UFSC que adora ser de esquerda.

Anônimo disse...

Não adianta espernear, a Justiça vai fazer seu trabalho e limpar os espaços público sequestrados pelas corporações criminosas que lhes tomaram de assalto.

Anônimo disse...

Bela colocação!!!
Novamente a esquerda tenta mudar o foco com esse papinho de depressão!!

Anônimo disse...

Como é letra de reitor? É melhor do que letra de médico? E se o reitor for médico? E letra de analfabeto (15h:17)? deixa pra lá...

Anônimo disse...

O cara já morreu, infelizmente com ele a verdade, mas uma dúvida me bateu, um reitor colocaria bolinhas como acento na letra "i"?

Anônimo disse...

"Deduragem de colegas foi o que mais doeu no reitor da UFSC e o fez desistir:"

"Deduragem de colegas"


Veja você que não há muita diferença de linguajar e nem de regras de convivência entre a nata universitária brasileira e uma boca de fumo qualquer.

Anônimo disse...

Putz, que letrinha danada.

Anônimo disse...

Alguém avisa o anonimo das 15:37 que o bilhete não é de agora, o próprio blog já publicou.....

Blog do Polibio Braga......

Bilhete do reitor da UFSC justifica suicídio: "Minha morte foi decretada no dia de minha prisão"

Além do texto que publicou na semana passada no jornal O Globo (leia a seguir), o reitor da UFSC, Luiz Carlos Cancellier, deixou um bilhete junto ao corpo que foi encontrado sobre o piso frio do shopping Beira Mar Norte, esta manhã, 10h30min, em Florianópolis.

O reitor estava afastado do cargo há mais de um mês, no mesmo dia em que foi preso em função de investigações feitas pela Polícia Federal e acolhidas pelo MPF de Santa Catarina (leia mais, abaixo).

No bilhete, diz o reitor:

- Minha morte foi decretada no dia de minha prisão.

Foi esta a razão do suicídio.

às 02/10/2017 05:43:00 PM

Mordaz disse...

Queima de arquivo.

Anônimo disse...

Esta como outras mortes vão para o rol das mortes misteriosas.

E o facto de querer fazer dele uma vítima acaba levantando anda mais suspeitas.


Anônimo disse...

Nunca. E Lula não será preso. Infelizmente.

Anônimo disse...

Conte mais.