Artigo, Percival Puggina - O que eu diria, agora, a Aécio Neves

Na terça-feira, dia 25 deste mês, ocorreu uma reunião conjunta da Câmara e do Senado para apreciar vetos presidenciais. Trinta e oito dessas interdições trancavam a pauta e atrasavam a votação do que mais interessava ao governo: o projeto que desobriga a presidente da República de cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal. Incrível, mas verdadeiro! Em ano eleitoral, o governo gastou nosso dinheiro além da conta em busca de votos, e quer uma lei que retroaja efeitos para inocentá-lo do crime de responsabilidade cometido. Tudo ao modo carinhoso e benevolente do PT quando as matérias envolvem suas conveniências. Os trabalhos da tumultuada sessão eram presididos pelo notório senador Renan Calheiros. Também ele, seguindo a cartilha da mistificação, assegurava, com serenidade franciscana, que não estava fazendo aquilo que fazia diante de todos: rasgar acordos e o Regimento Interno para atender ordens do Palácio do Planalto. Como consequência, o Plenário rugia. Senadores e deputados batiam boca no microfone de apartes. E por toda parte. Resultava quase impossível falar e ser ouvido. Ademais, todos os argumentos da oposição eram rejeitados liminarmente por Renan Calheiros. O Plenário fremia em sucessivas questões de ordem, razões, irrazões e desordens.


De súbito, o senador Aécio Neves pediu a palavra e anunciou que iria à tribuna. Foi surpreendente o que aconteceu. Sobre a agitação do Plenário, lotado por membros das duas Casas, fez-se inesperada quietude e silêncio. Quem estava sentado levantou-se para ver melhor e todos se voltaram para o orador como se fossem cantar-lhe o hino à Bandeira. Calou-se a oposição, claro. E se calou, também, a ainda mais numerosa e barulhenta base do governo. Do começo ao fim do discurso.

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6 comentários:

Anônimo disse...

Simples assim!!!!

Anônimo disse...

Mesmo o mais babaca dos governistas sabe que quem tem moral para falar de governo é o Aécio e não Dilma. Ela já mostrou do que é capaz. E tbém do que não é. Quem ganhou(?) a eleição foi o bolsa-familia e o medo de perdê-la, e não um programa de governo. Os fatos mostram isso.

Anônimo disse...

Coitado do Percival Puggina. Patético! Ele também foi fisgado pela seita Anti-PT. Sem mais comentários.

Anônimo disse...

Anônimo de 28/11/14 - 17:52
Coitado, senhor!
Como ainda tem coragem de sair da esgotosfera e vir expor coisas sem o mínimo sentido num blog decente ? É por terem acertado o seu calo ?
Quer dizer que a oposição não pode se manifestar, ou melhor, nem deveria existir ? O senhor desconhece os princípios democráticos tão referidos e decantados pelo PT ?

Anônimo disse...

Anônimo das 00:05, existe oposição aos governos petistas no Brasil? Acorda, cidadão. Evite confundir fantasia com realidade.

Anônimo disse...

Dá-lhe Aécio!! Que maracutaia alterar a meta fiscal por votação posterior ao estrago feito...!
É como aprovar um balanço que não fecha por votação de parlamentares - não existe!!! Ou fecha ou não fecha o balanço!!