Artigo, Fernando Schuller, UOL - Com oposição fraterna, terrorismo encontra sua audiência no Ocidente

Em artigo que acaba de escrever para UOL, o ex-secretário gaúcho da Justiça, Fernando Schuller, avisa que o terror tem seus opositores fraternos. Quem são eles e onde estão ? Leia tudo a seguir.  Eles vivem em Paris, lecionam em boas universidades norte-americanas, publicam em nossas melhores editoras. Estão por aí. Diante do horror e da barbárie, não perdem a chance de relativizar.  Foi o que se viu, mais uma vez, no debate que se seguiu ao massacre do Charlie Hebdo, em Paris.
Opositores fraternos, por óbvio, registram sua repulsa pelo acontecido. Solidarizam-se com as vítimas e dizem que os irmãos Kouachi, apesar de tudo, fizeram uma coisa errada. Sua crítica se concentra no método. Eles tinham, vá lá, suas razões. A revista, de fato, passou do limite. Os EUA, como explicou o escritor Tariq Ali, invadiu o Iraque, em 2003, e aqueles meninos assistiram a tudo pela televisão. Viram imagens das torturas na prisão de Abu Ghraib. Estavam com raiva. Mas agiram errado, apesar de tudo.

Opositores fraternos não pertencem exclusivamente a esta ou aquela ideologia. Eles podem ser encontrados entre um certo de tipo de conservadorismo estúpido, relativamente abundante nas redes sociais, para quem não se deve brincar com a religião alheia. "Ódio gera ódio", li em um post na internet, sugestivamente feito por um professor de filosofia de uma universidade federal. CLIQUE AQUI para ler tudo. 

8 comentários:

Anônimo disse...

Perfeito!
Parabéns ao autor.

Anônimo disse...

Para o islã só existem fiéis e infiéis, sendo que aos últimos só existe a aceitação e submissão ao islã ou a morte. No caso dos opositores fraternos, os bananas não entenderam que o que está em choque é uma turma que ainda vive na Idade Média e o resto do planeta que vive no século 21. Não é um choque de civilizações e sim um choque de Eras. A suposta tolerância dos inteligentinhos descolados não os protegerá da intolerância dos seguidores de Maomé. Nem conhecia o jornal Charlie Hebdo, até onde eu sei só lia o jornal quem queria.

ganhatudo disse...

Parece que tudo o que o Fernando Schuller escreve está correto. Somos, quase todos ocidentais, opositores fraternos. Afinal estamos numa civilização judaico cristã que prima pela fraternidade e pela tolerância. Quem não prima pela fraternidade e pela tolerância são os terroristas. Estes são totalmente radicais e encontram justificativas para seus atos com bastante facilidade. Ainda não ingressaram na civilização. É certo que algo precisa ser feito para conseguirmos controlar os terroristas que buscam justificativa na religião e fora dela e praticam os atos de maior barbarismo possível. Uma palavra que tem validade para tudo é a palavra RECIPROCIDADE. A base de todo relacionamento internacional está amparada nessa palavra. RECIPROCIDADE. Se os muçulmanos querem professar suas crenças em nossos países de cultura judaico cristã e assim o fazem, sem restrições graças a nossa tolerância cristã, precisam permitir que os cristãos que residem nos seus países também possam professar suas crenças livremente, tão livremente como eles aqui.
Outro aspecto que se pode abordar sobre os acontecimentos do Charlie Hebdo é o referente a tolerância com o uso da liberdade de imprensa quando são divulgadas charges ou piadas sobre religião.
Bom. Não há dúvida sobre o direito a liberdade de imprensa. Afinal estamos em países amantes da democracia e da liberdade. Claro está que os praticantes das religiões objeto de charge não ficam satisfeitos e até se manifestam protestando. Muitos acham que está tudo bem assim e que os artistas tudo podem.
Se eles podem fazer isto com qualquer religião, fica a pergunta: Podem também fazer isto abordando aspectos racistas? ou seja podem fazer e abusar com charges e piadas sobre os negros e/ou outras etnias? De gênero? Podem fazer e abusar de piadas com os gays e as lésbicas? De nacionalidade? ou seja podem abusar e fazer piadas sobre portugueses ou outras nacionalidades? E assim por diante.
O politicamente correto tem sido muito ativo para combater algumas práticas, mas ao mesmo tempo tem sido muito tolerante com outras.
Se combate muito quando alguém pratica uma injúria racial e o fato se transforme em manchete; logo querem providências e punições. Mas nada dizem quando alguém é objeto de injúria comum muito comumente praticada em qualquer local público contra pessoas e autoridades.
Quando o Bolsonaro fala qualquer coisa contra a Maria do Rosário logo querem que ele seja cassado, já quando ela o chamou de estuprador fica o dito pelo não dito.
Como combater um tipo de crime sendo tolerante com outro?

Anônimo disse...

O ocidente vai ser engolido pelos fanáticos por deixar que os mesmos vivam livremente.
A democracia vai matar a democracia.

Mordaz disse...

Jean-Marie Le Pen, não acusava a revista de blasfêmia e vulgaridade. Isto é falso. Ele disse que "eu não sou Charlie" porque a revista inventara que o partido de Le Pen profanara túmulos de judeus e nunca se retratara desta mentira. Lembre que Charlie é uma revista de esquerda, paradoxalmente.
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Quanto a capacidade de a esquerda resistir ao terrorismo assistimos isto na queda do muro de Berlim provocado pela luta na Chechênia e no Afeganistão, no Irã.

Anônimo disse...

A cada opositor fraterno, sugerimos adotar um terrorista do ISIS em sua casa por 6 meses e depois podemos conversar de novo, eu, possivelmente ainda neste planeta e a maioria dos opositores fraternos disputando as 40 virgens lá no outro mundo! Colírio nos olhos da gente é pimenta no c* dos outros!

Anônimo disse...

Quando o autor diz que Tariq Ali, que publicou um artigo na Folha de São Paulo (só poderia ser na Folha) dizendo que "é um conflito entre fundamentalismos rivais", e que ele não consegue perceber muita diferença entre o Ocidente e o terrorismo islâmico, mas se vivesse em Cabul, à época do Taleban, ou em Teerã, ao invés de Londres, talvez conseguisse. Eu acredito que ninguém é ingênuo a esse ponto, a não ser que estivesse sofrendo da síndrome de Estocolmo, mas que não me parece ser o caso pois, ele ainda não esteve frente a frente com o inimigo. Acho mesmo que essa relativização é mesmo intencional, esse pessoal está sendo pago para isso, há um grande movimento esquerdista de associação com o islã, e ambos fazem isso com o maior prazer, para destruir em primeiro momento o judaísmo e o cristianismo, só que os idiotas da esquerda ainda não se deram conta que o islamismo também é um movimento político para dominação mundial! A esquerda usa o "social" como desculpa para chegar ao poder e o islã usa a religião, e se os comunistas (PT e outras porcarias) que desprezam Deus quiserem continuar com suas cabeças coladas no corpo, terão que ajoelhar à Allah cinco vezes por dia!

Unknown disse...

Noam Chomsky e POLITICAL CORRECTNESS são as maiores pragas dos últimos 50 anos.