Chefe do MPRJ terá que se explicar mesmo depois da posse de Flávio Bolsonaro no Senado

Eduardo Gussem terá que se explicar perante o CNMP, mesmo após o inquérito sair de sua competência.

Ao contrário do que foi divulgado pelo jornal "O Estado de São Paulo", mesmo que a investigação em relação ao senador eleito Flávio Bolsonaro passe para o STF e saia da alçada de Eduardo Gussem,  chefe do MP do Rio, ainda subsistirá contra ele a denúncia de irregularidades na conduta, se comprovado que repassou informações sigilosas ao jornalista da Rede Globo, Octávio Guedes.

O que disse ao editor o advogado gaúcho Adão Paini, que protocolou a representação:

- O pedido de afastamento do Procurador do caso, que requeri na Representação é tão somente medida acessória, para evitar a permanência dos atos delitivos e prejuízos ao inquérito, com a continuidade do vazamento de  informações sigilosas.

A representação busca evitar a continuidade da conduta ilegal de um agente público arrivista e em busca de notoriedade à custa da justiça; da qual amanhã ou depois qualquer cidadão pode se tornar vítima. 


8 comentários:

Emmanuel disse...

Por certo que essa investigação não migrará para o STF, porque isso não faz o menor sentido; no entanto, é certo que o elemento em questão vazou informações supostamente sigilosas ao repórter da Globo ... isso é certo; a questão fundamental é se fez isso de forma graciosa, ou se teria algum proveito na ação. É como se viu na comédia de título mal traduzido para "Os Sedutores", quando Marlon Brandon é pego supostamente com uma amante: "Estar com outra mulher é francês ... ser apanhado com outra ... é americano!".

Anônimo disse...

O que acontece se alguém da iniciativa privada passar dados sigilosos da empresa para terceiros? É só uma pergunta.

Anônimo disse...

“As investigações estão paradas, não podem continuar assim":

Brasil 31.01.19 06:50 - O Antagonista

Marco Aurélio Mello vai cassar amanhã a liminar de Luiz Fux que blindou Flávio Bolsonaro.

Ele disse para O Globo:

“A decisão sai na sexta-feira. As investigações estão paradas, não podem continuar assim.”

De acordo com a reportagem, o caso do filho do presidente “deverá ser devolvido à primeira instância. Os promotores vão receber novas informações do Coaf. Se quiserem, também poderão avançar na apuração sobre os elos da família presidencial com as milícias”.

Anônimo disse...

Mais um tucano derrotado nas urnas consegue vaga no governo Bolsonaro:

Brasil 31.01.19 10:31 - O Antagonista

O tucano Paulo Bauer, que não se reelegeu senador por Santa Catarina — ficou em quinto na disputa –, conseguiu uma vaga no governo de Jair Bolsonaro.

A partir da próxima segunda-feira, ele será secretário especial da Casa Civil para o Senado. Terá gabinete no quarto andar do Palácio do Planalto.

Anônimo disse...

Mourão não se preocupa com filhos de Bolsonaro

Brasil 31.01.19 11:09 - O Antagonista

O general Hamilton Mourão disse a Crusoé não ter qualquer preocupação com críticas que os filhos do presidente Jair Bolsonaro estariam fazendo a ele nos bastidores.

Anônimo disse...

Espionagem industrial. Nos EUA é crime com penas pesadas.

Anônimo disse...

"conduta ilegal?" conduta ilegal é gravar telefones de Presidente.

Anônimo disse...

A partir de quando vazamentos de MP passaram a ser crimes?

A imprensa foi responsável pelo sucesso da Lava Jato. E isso não foi por acaso: Moro se inspirou na operação Mãos Limpas – que prendeu centenas de pessoas e mudou o cenário político da Itália – ao definir que, sem a imprensa, a operação morreria nos primeiros meses, como tantas outras antes dela.

“Os responsáveis pela operação Mani Pulite [mãos limpas, em italiano] fizeram largo uso da imprensa. Com efeito: para o desgosto dos líderes do PSI [um dos partidos investigados, que acabou extinto], que, por certo, nunca pararam de manipular a imprensa, a investigação da ‘mani pulite’ vazava como uma peneira”, escreveu Moro em um artigo de 2004, dez anos antes de dar início a operação que o tornou conhecido nacionalmente. Ele fez um copia/cola das estratégias do procurador italiano Antonio Di Pietro.

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