Luciano Da Ros, jornal Zero Hora : "Não estamos pensando o Judiciário como instituição".

O gráfico e o texto são do Caderno DOC.

O Brasil tem um dos judiciários mais dispendiosos do mundo, e por várias razões: a estrutura emprega muita gente e tem alta carga de trabalho

Carlos André Moreira, jornalista de Zero Hora, publicou tudo na edição deste domingo. Leia:

O Judiciário no Brasil é caro. Ele é caro porque emprega muita gente, é caro porque os salários médios de seus colaboradores são maiores do que a média da maioria das outras categorias. E também é caro porque está sobrecarregado de trabalho. São essas as conclusões de um levantamento realizado pelos pesquisadores Matthew M. Taylor e Luciano Da Ros comparando os custos do Judiciário no Brasil, proporcional a grandezas como o PIB e a população, com os de outros países.

Pelos dados compilados pela pesquisa, o orçamento da Justiça em 2013 (último ano com dados disponíveis quando o levantamento foi realizado), R$ 62,3 bilhões, era maior do que o PIB individual de 12 Estados brasileiros. Em proporção ao PIB nacional, as despesas do Judiciário, equivalentes a 1,30%, também englobam uma fatia maior do que a de vários outros países, como Espanha (0,12%), Estados Unidos (0,14%), Portugal (0,28%) ou países sul-americanos como Chile (0,22%) e Argentina (0,13%) (veja quadro).

Luciano Da Ros, hoje professor do Departamento de Ciência Política da UFRGS, realizou o levantamento como parte de um trabalho conjunto com o brasilianista Matthew M. Taylor, da American University. Ambos escreveram um capítulo intitulado Opening the black box: three decades of reforms to Brazil's judicial system ("Abrindo a caixa preta: três décadas de reformas no sistema judicial do Brasil"), a ser incluído em um livro produzido por vários acadêmicos sobre os 30 anos da redemocratização no Brasil, celebrados no ano passado.

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20 comentários:

Emmanuel disse...

Faltou dizer que também é caro porque ele mesmo se insufla, buscando manter-se como elemento determinante em tudo, à guisa de manter sua existência.
É uma máquina cartorial que vive às custas do povo, semelhante aos demais poderes.

Anônimo disse...

Grande percentual é devido a aposentadorias precoces e integrais.

Anônimo disse...

CONCLUSÃO: O culpado é aquele que colocou um artigo a mais na CF/1988 sem consultar os seus pares, privilegiando a CLASSE dos ADVOGADOS.

TUDO foi direcionado na CF/1988 para o DIREITO, o resultado está aí e VAI PIORAR.

SOMENTE a OAB pode solucionar, já que é a responsável. O resto do Brasil é o resto do Brasil.



Anônimo disse...

Brasil sempre na frente !!!!!!!
É ou não uma maravilha, dá muito orgulho de ser brasileiro.
Piada mesmo.

Anônimo disse...

A porcaria da justiça do Trabalho, é a primeira de deveria fechar.

Anônimo disse...

As leis do juizado especial revelaram uma gigantesca demanda reprimida por serviços judiciários. Não fossem essas leis, o valor pecuniário que hoje é distribuído ao seu legítimo proprietário, que movimenta a economia e promove o desenvolvimento econômico e social do país, teria outro destino.
Dado o que aconteceu com a Petrobrás e com os fundos de pensão, é de se concluir que se esse ervanário todo tivesse pernanecido com o Estado, teria sido também objeto de apropriação indébita por parte dos governantes.
Disso é fácil concluir que o Judiciário brasileiro justifica a sua existência, mas isso nunca é levado em consideração nessas análises de economistas. Não é mesmo?

Anônimo disse...

BRASIL E VENEZUELA DOIS PAÍSES BOLIVARIANOS NA FRENTE....................

Anônimo disse...

Impossível falar em eficiência do judiciário onde apenas para juntar um documento em um processo leva de dois a três meses. Documento este pedido errado pela vara já pela terceira vez.

Anônimo disse...

Faltou dizer que gasta bilhões para condenar o próprio estado e que esse estado não paga, gerando bilhões em juros que vai ter de pagar.

Quando paga, o principal são juros moratórios e compensatórios que nenhum inglês ou alemão entendem !

Ou seja gringo : o estado condena o próprio estado a pagar e porque não paga .... condena em mais juros !

Entendeu !

Não ?

Pesquisa no Google o que sejam precatórios e desapropriações para o "bem comum"

elias disse...

'17:06
mkkkkk
Realmente nada é levado em conta juizinho.
Agora mesmo o petrowski no stf acabou de rasgar a constituição e limpar a bunda com ela.
E nós pagando horrores para essa corja de inuteis.

Anônimo disse...

As intituicoes brasileiras são caras e de baixa produtividade, isso é fato.O brasileiro paga muito e recebe muito pouco em serviços públicos.

Anônimo disse...

Judiciário caro, inchado, ineficiente e incompetente, gosta de passar a mão na cabeça dos mal feitores, e como os outros poderes, pensa nele primeiro, o resto é o resto!

Anônimo disse...

Políbio,

Por onde anda o Chefe do Judiciário Gaúcho? Na Europa??

JulioK

Anônimo disse...

O comentário do anonimo das 16:43 é perfeito. Alguém sabe dizer qual é o impacto do estado como parte nas ações em cada um destes países?

Unknown disse...

Braziu... tá começando a aparecer o "furo da bala"!!!

Unknown disse...

Tem que receber por precatório!!!

Unknown disse...

O Judiciário brasileiro não é Corte... é Olimpo!!!

Unknown disse...

Ah, e tem mais... para a transparência mostram só o basiquinho... queremos ver o polpudo que é embolsado... real, integral!!!

Anônimo disse...

Brasil sempre campeão na ineficiência. Aqui tudo é o inverso do que deveria. Negativismo, ineficiência, burocracia, desperdício, corrupção, impunidade e etc. É a desgraça de todo país de terceiro mundo. Não é a toa que em todo mundo que tem o azar de nascer em país atrasado e falido procura fugir o mais cedo possível que puder, por que sabe que nunca vai mudar e se mudar vai ser pouco e tarde. Por isso se chama ATRASO.

Anônimo disse...

Queria nem imaginar se pegar pesquisar mundiais e internacionais e comparar como Japão, Coréia do Sul e qualquer país conhecido por sua eficiência. Em qualquer área, pode pesquisar. Não são perfeitos, mais procuram pelo menos ter 80 a 90% de eficiência que para mim é a perfeição do mundo real.