A eleição mais imprevisível do país

Neste domingo, 142,5 milhões de eleitores escolherão presidente, governadores, senadores e deputados federais e estaduais pelo país, segundo escreve no site www.veja.com.br de hoje o jornalista Gabriel Castro, de Brasília. Leia tudo:

A turbulenta história do pleito de 2014 ganhou contornos trágicos com a morte de Eduardo Campos em plena campanha, em um acidente aéreo no dia 13 de agosto, na cidade de Santos (SP). O luto que marcou a campanha e interrompeu a carreira de um político promissor também devolveu à corrida a ex-senadora Marina Silva (PSB), que havia se transformado em vice de Campos após ter o registro de seu novo partido, a Rede, negado pela Justiça Eleitoral. Por vias tortas, Marina tornou realidade aquilo que com Eduardo Campos era ainda uma expectativa: a quebra da polarização entre PT e PSDB. Mesmo os coadjuvantes cumpriram um papel significativo na eleição presidencial. A diversidade de ideias esteve melhor representada do que nos últimos pleitos e isso se refletiu na discussão de temas como aborto e casamento entre pessoas do mesmo sexo e até a privatização da Petrobras: nanicos como Pastor Everaldo (PSC) e Eduardo Jorge (PV) defenderam posições frontalmente opostas sobre esses temas, sem medo da rejeição que assusta os principais concorrentes e empobrece o debate.

. O cenário estadual deve traduzir o cenário de equilíbrio pós-2014: derrotado por antecipação em quase todos os Estados importantes, o PT deve obter em Minas Gerais uma vitória significativa – e essencial para a manutenção do poder do partido. Para o PMDB, a prioridade é manter o governo do Rio de Janeiro, onde o favorito é Luiz Fernando Pezão.  Os tucanos devem obter outra vitória em São Paulo com Geraldo Alckmin. O PSB deve consolidar-se no posto de quarta força eleitoral do Brasil.

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