Artigo do editor - E o oficial da Operação Bandeirantes puxou minha língua para fora e decretou? "Ele mente. A língua está seca".

Ao criticar esta foto, tomei um processo por homofobia.

Naquele início de tarde do dia 25 de maio de 2021, em plena pandemia do vírus chinês, depois conhecido mundialmente como Covid 19, eu e o Advogado Pedro Lagomarcino  aguardávamos a chegada da Delegada Andrea Mattos. O caso era um inquérito que  me identificava como homofóbico, tudo por conta de críticas à foto ao lado.

A oitiva foi muito mais civilizada do que um dos interrogatórios a que fui submetido, por exemplo, anos antes, trabalhando como chefe de Redação da sucursal gaúcha do oposicionista Correio da Manhã. Foi em 1969, interrogado por um oficial do Exército vinculado à Operação Bandeirante, a temida Oban, deslocado para Porto Alegre, em pleno regime militar. Ao me ver algemado, o oficial disparou perguntas. Incontinenti, ele passou a mão na minha língua, puxou-o para fora e denunciou:

- A língua está seca. Ele está mentindo.

Eu estrava preso e menti durante todo o interrogatório.

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2 comentários:

Anônimo disse...

É complicado mas é normal nas ditaduras, por exemplo na China tu não pode falar o que tu pensa, nem na Coreia do Norte, muito menos em Cuba,na Rússia tu cai caindo do 8 anda, na Nicarágua é jaula, em Miammar tu vai preso. Essa questão de prender ou intimidar jornalistas é normal nas democracias relativas.

Anônimo disse...

é nisso daí que esses desgraçados gastam a minha grana

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