“É o nosso patinho feio”, foi o que disse a governadora gaúcha Yeda Crusius quando examinou na segunda-feira os números da proposta orçamentária para o ano que vem, dirigindo-se ao seu secretário de Irrigação, Rogério Porto, que só conseguiu investir R$ 8 mil dos R$ 8 milhões que tinha programado.
. Um novelo danado de ordem legal e burocrática embaralhou as ações de Rogério Porto, 66 anos, geólogo, economista e mestre em administração – também ex-presidente do Irga.
. A secretaria pilotada por Rogério Porto foi criada há dois anos. Seu objeto é criar uma política de irrigação e administrá-la. O RS é o Estado que mais irriga lavouras e pastagens (38% dos 3 milhões de hectares do Brasil), mas quer mais:
- Elevar a área atual de irrigação de 1,3 milhão de hectares para 1,9 milhão de hectares.
Dá para fazer ?
1) Investir R$ 1,8 bilhão em quatro anos, 40% do governo estadual.
2) multiplicar até o limite necessário a construção prevista para este ano de 1.800 microaçudes e 1.200 cisternas.
3) Criando PPPs para elevar geometricamente os recursos para investimento (o investidor se remunerará pela venda da água).
. Ao contrário do que pode parecer, a regra no RS não são chuvas, mas secas. Em 10 anos, segundo o Inpe, seis são de seca, um é de chuva normal e três são de chuvas anormais. Ou seja, chover bem, no RS, é algo extraordinário.
. O editor convidou Rogério Porto para um almoço, nesta quinta-feira ao meio dia, no Varietá, para conversar sobre o assunto. Ele rejeitou a dica de truta com amêndoas e preferiu um entrecot mal passado.
E-mail: rogério-porto@irrigacao.rs.gov.br
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