Brasil corre o risco de viver anos de baixo crescimento econômico

Esta é uma entrevista dura e realista. Marcos Lisboa nãoi usa meios termos. O editor recomenda a leitura atenta. A entrevista não deve agradar aos ouvidos da FIESP, onde estão situados os principais interesses na preservação da política de desoneração fiscal, subsídios e altos impostos de importação, como forma de sobreviver, apesar de sua reconhecida falta de competitividade . 
E São Paulo é vilão até na área agrícola e extrativista. O problema econômico é até solúvel, se comparado ao problema político e social , onde o equilíbrio federativo evita a tomada de decisões acertadas e a ausência de valores de eficiência e produtividade nos condena a uma mão-de-obra despreparada ( mas reivindicativa) e à adoção de políticas sociais de desestímulo ao mérito. Tudo isso com um contingente crescente de imigrantes (haitianos, ganenses, sírios, palestinos) que, por coincidência (!), é dirigido para áreas de tradição política antipetista , como forma de virar os votos regionais. 
Enfim, nada que promova o otimismo e restabeleça a credibilidade do país. 

A entrevita foi concedida ao Estadão. Marcos Lisboa faz parte da ala dos economistas mais desencantados com o futuro da economia brasileira. No curto prazo, vê a necessidade de a equipe econômica evitar uma crise aguda no Brasil. Se o País passar por esse sufoco, acha que a década de 1980 - chamada de perdida - pode se repetir. "Eu acho que o Brasil corre o risco de, escapando da crise aguda, viver muitos anos de baixo crescimento", afirmou Lisboa.
Na vice-presidência do Insper, Lisboa foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda entre 2003 e 2005 e participou da equipe que promoveu ajustes na economia com uma agenda de reformas que permitiu, por exemplo, o avanço do crédito no País.
A seguir, trechos da entrevista concedida ao Estado.

Leia tudo:

Como o sr. analisa a economia?
Foi grave o que fizeram nos últimos anos. Um ajuste fiscal profundo e relevante evita uma crise aguda, mas não retoma o crescimento. Essa crise não é igual a 1999 e 2003. Em 2003, tivemos uma bendita herança. Pegamos um país arrumado. Houve erros na gestão do Fernando Henrique Cardoso? Claro. Erros levaram ao racionamento de energia, por exemplo. Mas o governo de FHC assumiu o problema de frente: "Erramos, fizemos bobagem". Tiveram hombridade e liderança pública - o que não temos tido recentemente. Basta ver o caso da água em São Paulo ou o da energia no governo federal. Todo mundo tenta dar um jeitinho para evitar o racionamento. Agora, o problema fiscal é apenas a superfície de uma política econômica equivocada, que gerou uma série de distorções na atividade econômica. 

Por quê?
Enquanto vários países procuraram arrumar a casa para sair da crise, a gente inventou que a crise não iria chegar aqui. Retomamos os mesmos mecanismos dos anos 70. Retomamos o nacional-desenvolvimentismo aplicado lá atrás: fecha a economia, protege, concede subsídios. Foram essas medidas que geraram aquela década e meia de atrasos pelos anos 80. Mas aquela crise forçou o País a enfrentar a realidade. Nos anos 90 vieram a abertura econômica, privatizações, agências reguladoras, equilíbrio fiscal e política monetária equilibrada. Este é um ponto importante. O Brasil viveu - com idas e voltas, avanços e retrocessos - uma trajetória de continuidade desde 1990. Infelizmente, veio a crise em 2008 e qual foi a resposta? Repetimos a mesma de 74 que tinha dado errado. 


O sr. está querendo dizer que vamos viver outra década perdida?
Eu acho que o Brasil corre o risco de, escapando da crise aguda, viver muitos anos de baixo crescimento. O estrago que foi feito na produtividade é imenso. As pessoas estão muito preocupadas com a corrupção. A corrupção é a franja do problema. O estrago que a política nacional-desenvolvimentista fez na Petrobrás é incomparavelmente mais grave do que os números apresentados até agora pela corrupção. Não estamos falando de alguns bilhões de reais, mas talvez de centenas de bilhões de reais.

O que o sr. está vendo é uma situação como a dos anos 80?
Salvo o descontrole fiscal e monetário, sim. A desorganização é menos grave, mas a direção é a mesma.
Esse tipo de política cria grupos de interesse. Estamos vendo o drama da indústria naval. Pela terceira vez, o Brasil tenta fazer uma indústria naval. A gente protege, dá um incentivo, dá um subsídio e cria regra de conteúdo nacional. Ainda assim, a indústria não se desenvolve. Mas condenamos o resto da economia a pagar mais caro pelo transporte naval. É o Custo Brasil. A política de proteção é benéfica apenas para quem recebe. Para o resto do País, é maléfica. Por que escolher empresas e setores para ter benefício? O ministro Levy, que é mais elegante do que eu, falou em patrimonialismo. Eu falo da meia-entrada. Todo mundo quer algum tipo de benefício e este governo apoiou essa proposta. Em parte, a culpa do que está aí é do governo, mas também da sociedade. O governo respondeu aos pedidos de grupos empresariais, de sindicatos, de entidades como a Fiesp. Eles foram a Brasília e falaram: "Baixa os juros, sobe o câmbio, concede proteção e estímulo que o País voltar a crescer". Pois é. Deu errado.

Há sinais de desmonte dessa visão econômica?
É difícil desmontar incentivos. Cada vez que você tentar, vai mexer com um grupo e provocar algum tipo de manifestação. Olha a discussão que se gerou por causa da mudança na desoneração da folha de pagamento. Existem propostas boas para desonerar a folha, mas conseguiram escolher a pior. Fizeram uma desoneração tecnicamente incompetente. Agora, para desmontar, vão ter de enfrentar os grupos de interesse. 









Marcos Lisboa faz parte da ala dos economistas mais desencantados com o futuro da economia brasileira. No curto prazo, vê a necessidade de a equipe econômica evitar uma crise aguda no Brasil. Se o País passar por esse sufoco, acha que a década de 1980 - chamada de perdida - pode se repetir. "Eu acho que o Brasil corre o risco de, escapando da crise aguda, viver muitos anos de baixo crescimento", afirmou Lisboa.

Na vice-presidência do Insper, Lisboa foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda entre 2003 e 2005 e participou da equipe que promoveu ajustes na economia com uma agenda de reformas que permitiu, por exemplo, o avanço do crédito no País. 

A seguir, trechos da entrevista concedida ao Estado.

Como o sr. analisa a economia?

O momento é de preocupação. Há o descontrole fiscal que, nos últimos anos, levou a essa inflação elevada, à estagnação da economia e que começa a afetar de forma preocupante o mercado de trabalho. Todo o esforço que existe hoje por parte da equipe econômica tenta evitar uma crise aguda.

É possível evitar a crise aguda?

Vai depender da capacidade de o governo fazer o ajuste fiscal firme. Na medida em que for feito, ajuda no combate à inflação. Infelizmente, nessa área, o Banco Central perdeu um pouco de credibilidade nos últimos anos, não só pela leniência com a inflação, mas pela falta de agenda. O BC fez uma condução atabalhoada da política monetária. Faz anúncios de juros para cá. Comunica outra coisa para lá. Sem falar das decisões infelizes, como o processo contra o Alex (Alexandre Schwartsman, ex-diretor de assuntos internacionais do BC que quase foi processado por ter criticado a instituição em seus artigos) e agora a história do Pastore (Affonso Celso Pastore, ex-presidente do BC, fez avaliação negativa sobre a instituição em um evento e foi criticado pelo presidente do BC, Alexandre Tombini). Com tudo o que a gente viu nos últimos anos, a sua capacidade de ter uma política eficaz é baixa. Perdi muitos amigos aqui.

O Tombini é amigo? 

Eu gosto de gente ali. 

Quer comentar as polêmicas?

Não tenho muito a dizer. Acho lamentável. Já falei de passagem. 

O sr. falou que é preciso ser firme com o ajuste fiscal. Está nos jornais a informação de que a presidente Dilma pode ceder em algumas medidas...

Há uma preocupação grande com a qualidade do ajuste. O descontrole que houve nos últimos anos foi grave. A gente saiu de um superávit primário de 3% do PIB para um déficit primário de 1,6% - sem levar em consideração receitas extraordinárias. Com as extraordinárias, são 0,6%. Estamos falando em R$ 200, R$ 300 bilhões de variação no gasto público. Reverter essa trajetória vai ser benéfico para tentar evitar uma crise aguda. Mas vai depender da capacidade de o governo negociar com o Congresso. Até agora, o que o Executivo conseguiu fazer são ajustes temporários. Agora, de fato, medidas estruturais são aquelas anunciadas em dezembro. Aquelas medidas, sim, vão gerar um ajuste fiscal sustentável para os próximos anos. Elas são suficientes? Não, estão longe de serem suficientes, mas vão na direção correta.

O sr. acredita que as medidas passam no Congresso?

Não sei, aí a entrevista teria de ser com um analista político (risos). 

Política e economia estão se misturando. São duas crises paralelas e uma contaminando a outra.

Eu acho que isso é um pouco resultado da campanha. Venderam a ideia de que o Brasil teria recursos públicos para financiar de tudo, assim como teria água e energia. A má notícia? Os recursos públicos estão acabando, a água está acabando e a energia está acabando. Ao que parece, o governo ficou refém de um discurso, mas agora precisa trocá-lo. Vendeu uma coisa que não é capaz de entregar. É por isso que se faz um ajuste de maneira um pouco atabalhoada. Não há um plano claro, estruturado, com medidas de longo prazo que vão permitir não apenas evitar a crise aguda, mas retomar o crescimento. O que a gente tem é um conjunto de medidas que estão disponíveis para evitar o pior. São as melhores para o crescimento? Não. Mas são melhores do que não fazer. Infelizmente, vivemos o custo do que se vendeu na campanha eleitoral.

Para muitos, se o ministro da Fazenda, Joaquim Levy conseguir parte do que está prometendo é sinal de que consegue reverter a situação. 

Foi grave o que fizeram nos últimos anos. Um ajuste fiscal profundo e relevante evita uma crise aguda, mas não retoma o crescimento. Essa crise não é igual a 1999 e 2003. Em 2003, tivemos uma bendita herança. Pegamos um país arrumado. Houve erros na gestão do Fernando Henrique Cardoso? Claro. Erros levaram ao racionamento de energia, por exemplo. Mas o governo de FHC assumiu o problema de frente: "Erramos, fizemos bobagem". Tiveram hombridade e liderança pública - o que não temos tido recentemente. Basta ver o caso da água em São Paulo ou o da energia no governo federal. Todo mundo tenta dar um jeitinho para evitar o racionamento. Agora, o problema fiscal é apenas a superfície de uma política econômica equivocada, que gerou uma série de distorções na atividade econômica. 

Por quê?

Enquanto vários países procuraram arrumar a casa para sair da crise, a gente inventou que a crise não iria chegar aqui. Retomamos os mesmos mecanismos dos anos 70. Retomamos o nacional-desenvolvimentismo aplicado lá atrás: fecha a economia, protege, concede subsídios. Foram essas medidas que geraram aquela década e meia de atrasos pelos anos 80. Mas aquela crise forçou o País a enfrentar a realidade. Nos anos 90 vieram a abertura econômica, privatizações, agências reguladoras, equilíbrio fiscal e política monetária equilibrada. Este é um ponto importante. O Brasil viveu - com idas e voltas, avanços e retrocessos - uma trajetória de continuidade desde 1990. Infelizmente, veio a crise em 2008 e qual foi a resposta? Repetimos a mesma de 74 que tinha dado errado. 

O sr. está querendo dizer que vamos viver outra década perdida?

Eu acho que o Brasil corre o risco de, escapando da crise aguda, viver muitos anos de baixo crescimento. O estrago que foi feito na produtividade é imenso. As pessoas estão muito preocupadas com a corrupção. A corrupção é a franja do problema. O estrago que a política nacional-desenvolvimentista fez na Petrobrás é incomparavelmente mais grave do que os números apresentados até agora pela corrupção. Não estamos falando de alguns bilhões de reais, mas talvez de centenas de bilhões de reais.

O que o sr. está vendo é uma situação como a dos anos 80?

Salvo o descontrole fiscal e monetário, sim. A desorganização é menos grave, mas a direção é a mesma.

Como se desmonta isso?

Esse tipo de política cria grupos de interesse. Estamos vendo o drama da indústria naval. Pela terceira vez, o Brasil tenta fazer uma indústria naval. A gente protege, dá um incentivo, dá um subsídio e cria regra de conteúdo nacional. Ainda assim, a indústria não se desenvolve. Mas condenamos o resto da economia a pagar mais caro pelo transporte naval. É o Custo Brasil. A política de proteção é benéfica apenas para quem recebe. Para o resto do País, é maléfica. Por que escolher empresas e setores para ter benefício? O ministro Levy, que é mais elegante do que eu, falou em patrimonialismo. Eu falo da meia-entrada. Todo mundo quer algum tipo de benefício e este governo apoiou essa proposta. Em parte, a culpa do que está aí é do governo, mas também da sociedade. O governo respondeu aos pedidos de grupos empresariais, de sindicatos, de entidades como a Fiesp. Eles foram a Brasília e falaram: "Baixa os juros, sobe o câmbio, concede proteção e estímulo que o País voltar a crescer". Pois é. Deu errado.

Há sinais de desmonte dessa visão econômica?


É difícil desmontar incentivos. Cada vez que você tentar, vai mexer com um grupo e provocar algum tipo de manifestação. Olha a discussão que se gerou por causa da mudança na desoneração da folha de pagamento. Existem propostas boas para desonerar a folha, mas conseguiram escolher a pior. Fizeram uma desoneração tecnicamente incompetente. Agora, para desmontar, vão ter de enfrentar os grupos de interesse. 

Depois de delatar PT, dono da Camargo Correia é libertado em Curitiba

Empreiteiro Dalton Avancini teve seu acordo de delação premiada homologado pela Justiça e deixou a prisão nesta segunda-feira 30. Ele ficará sob prisão domiciliar em São Paulo e terá de usar tornozeleira eletrônica.

Avancini  foi solto após dizer que doações eleitorais da empresa ao PT são "propina", confirmando a tese defendida pelo Ministério Público e pela Polícia Federal.

A delação do empresário segue a mesma rota de outras delações que também já comprometeram fundo o PT e seus Partidos aliados, PP e PMDB. 




Russos recrutam brasileiros para brigada internacionalista do expansionismo russo sobre a Ucrãnia

O governo russo está por trás do recrutamento de brasileiros para formar bigadas internacionalistas para seu exército de dominação da Ucrânia, segundo é possível verificar no endereço mantido no Facebook por uma auto-intitulada Unidade Internacionalista Guevara.
CLIQUE AQUI para examinar a página.

Brigadistas de várias partes do mundo são recrutados entre organizações e grupos de esquerda que querem confrontar os Estados Unidos e seus aliados. 

Isto vale para o caso da Ucrânia e também para o chamado Exército Islâmico. 

O vídeo a seguir mostra as instruções que os membros da Internacionalista tem de passar antes de ir ao front. Logo no início da apresentação, em português, o instrutor demonstra como montar e desmontar uma metralhadora.
CLIQUE AQUI para ver.

O editor chegou ao endereço através de denúncias de leitores.

Muitos brasileiros já estão na frente de guerra, segundo a descrição e o vídeo a seguir (veja foto ao lado, à esquerda):
Cavar trincheiras, tirar longas guardas em posições distante de toda civilização, frio (em breve muito calor) e fome também fazem parte da nossa rotina.
Digging trenches, take long guards in positions distant from civilization, cold (soon too hot) and hunger are also part of our routine.
Rodolfo e outros brs em treinamento de infantaria anti-tanque em Donetsk
CLIQUE AQUI para ver o vídeo.

Eleitores de Manuela protestam contra a presença da comunista em Nova Iorque

N o seu Facebook de domingo, mesmo sem dizer aos seus eleitores onde está, a deputada comunista Manuela D'Ávila foi alvejada por uma saraivada de críticas em função de sua estada de final de semana em Nova Iorque. Seus leitores acham que ela deveria ter viajado para Cuba ou Coréia do Norte. A deputada viajou na semana passada, conforme postou em primeira mão o editor. Ela não viajou com passagens ou diárias pagas pela Assembléia, mas não abriu mão dos salários de deputada. Manuela está com o Duca Leindecker, que foi masterizar seus mais recentes sucessos musicais, segundo contou no seu Face. A viagem da comunista espantou todo mundo, porque o Partido de Manuela, o PCdoB, justificou as ações que resultaram nos ataques dos terroristas às Tores Gêmeas de Nova Iorque, sob o argumento de que foi uma resposta às agressões do "imperialismo ianque". 

Nesta segunda, a comunista esteve ausente do debate sobre Reforma Política na Assembléia, tudo porque resolveu passear em Nova Iorque. 

Veja alguns posts do Facebook de Manuela, todos de ontem, domingo:

 Manuela D'Ávila

Ontem às 04:42 · .
Um ótimo domingo a todos!
Graça Pardelhas, Nivaldo Moreira da Rosa, Victória Vieira e outras 810 pessoas curtiram isso...

Antonio Henrique Cardenaz Cardenaz O povo fala demais!
2 · Ontem às 06:16
Rafael Alcalde A cota é U$ 500.00, ok? Boa viagem enjoy NYC
61 · Ontem às 06:26
Sandra Leal da Veiga Bom domingo para você aí nos EUA!! Aproveite para acompanhar as "lindas" notícias do Brasil nos EUA. Não vai gastar muito, o dólar está caro, se és que tu sabes!! Enjoy!!
36 · Ontem às 07:11
Dari Angelino Jr Aproveite bem sua viagem ao paraíso do consumo, "nobre" deputada. Aliás, sendo política profissional filiada ao Partido Comunista, sua "excelência" tem mais é que se divertir com compras no paraíso capitalista do Tio Sam. Né não?
32 · 20 h

CLIQUE AQUI para examinar tudo. 

Lya Luft também chama para as manifestações de 12 de abril

Aviso que manda a escritora gaúcha Lya Luft na sua coluna de hoje ("Fundo do mar") da revista Veja de hoje:

- Se sair a manifestação de 12 de abril, lá estarei, de bengalinha, orgulhosa de poder fazer alogo mais concreto pelo bem deste País, do qual minha família fez a sua pátria há 200 anos. 

As manifestações previstas para o dia 12 pretendem reunir 4 milhões de pessoas, quase o dobro do que foi registrado no dia 14 de março.

Caso este número se concretize, estará aberto o caminho para o impeachment de Dilma.

Para que isto ocorra, bastará manter a mobilização e emocionar mídia e Congresso.


85% do esforço fiscal anunciado até agora saem do bolso dos brasileiros

Nesta reportagem do Estadão de ontem, Alexa Salomão avisa que as medidas anunciadas pela equipe econômica para melhorar as contas públicas reuniram até agora R$ 45 bilhões dos R$ 66 bilhões fixados como meta para 2015. A maioria das pessoas não sabe para que serve o superávit primário – economia de recursos feita pelo governo para manter as contas no azul e garantir um extra que cobre o pagamento da dívida pública. Neste ano, porém, todos os brasileiros vão tirar dinheiro do bolso para ajudar nessa economia. Do bolo de recursos que o governo já garantiu para o superávit, 85% são bancados pela população.

Leia toda a reportagem. A ilustração e resumo ao lado são também do Estadão. 

Segundo cálculo do economista Mansueto Almeida, feito a pedido do Estado, as medidas anunciadas pela nova equipe conseguiram reunir até agora R$ 45 bilhões dos cerca de R$ 66 bilhões que fixou como meta para 2015 (o compromisso é fazer o equivalente a 1,2% do Produto Interno Bruto do ano). Ocorre que apenas R$ 7 bilhões são cortes na máquina pública, basicamente de despesas de custeio, como cafezinho e xérox.
O grosso dos recursos, R$ 38 bilhões, vai sair do orçamento das famílias (veja quadro abaixo). Uma parte virá da cobrança de tributos, como a volta da Cide nos combustíveis e a mudança no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), com o fim da desoneração de veículos e a alta na taxa para cosméticos. Um estudo da LCA Consultores, encomendado pelas indústrias do setor, concluiu que um simples batom – que pelas estimativas vai subir mais de 12% – dará um quinhão ao ajuste fiscal. “Não tinha como ser diferente porque esforço fiscal se faz com corte de gasto ou alta de tributo”, diz Mansueto. “Ainda assim, o governo terá dificuldades para cumprir a meta.”
Para o economista, nem tudo que é esperado virá. Os R$ 18 bilhões estimados com as mudanças em benefícios sociais, como pensão das viúvas jovens e seguro-desemprego, devem cair a R$ 3 bilhões. Outras despesas, como o Bolsa Família, vão crescer e reduzir os ganhos da medida. O fim da desoneração da folha de pagamento, por sua vez, gerou tanta polêmica que, para Mansueto, é uma incógnita. Ele nem a considerou na estimativa. “Para fechar a meta, o governo terá de fazer um corte brutal de investimentos ou elevar carga tributária, punindo o já comprometido crescimento.”
Contas engessadas. Matematicamente, o superávit primário se dá quando a receita é maior que a despesa (excluindo-se gastos com juros). Assim, ele sinaliza que não vai deixar a dívida pública fugir do controle, o que fortalece a confiança dos investidores e gera um ciclo virtuoso na economia.
O Estado brasileiro sempre gastou demais. Em parte, com a proliferação de órgãos e funcionários. Pesam também as obrigações com a população, principalmente após a Constituição de 1988. O governo deve garantir previdência, saúde e educação universais sem ter mecanismos financeiros adequados. “Os benefícios criados na Constituição atentam contra a aritmética”, diz William Eid Junior, coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getúlio Vargas.
Para os economistas, após a crise de 2008, a política adotada pelo governo aprofundou as distorções: houve excesso de desonerações e benefícios setoriais, além de outros mecanismos de intervenção na economia que levaram à queda da arrecadação, do investimento e do crescimento. “O descontrole dos últimos anos foi grave”, diz o economista Marcos Lisboa (leia a entrevista na página 3).

O governo sinaliza que pode cortar ministérios para dar a sua contribuição. A medida, porém, diz o economista Fábio Klein, da Tendências Consultoria, é “simbólica”. Os ministérios virariam secretarias. Não haveria demissões. A conta em pouco cairia. Só uma reforma no Estado mudaria o cenário.

Bovespa chega a subir 1,8%; dólar opera em alta de 0,53%

O dólar comercial e a Bolsa de Valores operavam em alta nesta segunda-feira. A moeda norte-americana acumulou valorização de 0,32% na semana passada, e a Bovespa teve perdas de 3,6%.

Por volta das 12h30, o dólar subia 0,53%, a R$ 3,258 na venda, e o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, avançava 1,78%, a 50.985,24 pontos.

Minoria agressiva de ativistas homossexuais e assemelhados vaiaram Cunha na Assembléia

Minoria agressiva de ativistas e dissidentes sexuais trentaram impor-se pela força à aceitação do público que compareceu esta manhã ao Fórum sobre Reforma Política.

Os incidentes foram produzidos contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), que  foi recebido com vaias, protesto e beijo de homossexuais na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, na manhã desta segunda-feira. Cunha e o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), participaram da abertura do fórum Reforma Política: Visões para construir a mudança.

O deputado avisou que na presidência da Cãmara impedirá casamentos de homossexuais e assemelhados e materá a proibição para adoções de casais dissidentes. 

Marcado para as 9h no auditório Dante Barone, o evento foi atrasado devido à presença de homossexuais e assemelhados que gritavam "fora Cunha" e entoavam cantos contra a homofobia. Edson Brum (PMDB), presidente do Legislativo no Estado, tentou dar início ao fórum, "pedindo o silêncio dos presentes. Após a improdutiva tentativa de conversar com o grupo homossexual que fazia o protesto, Brum ordenou que evacuassem o auditório e transferiu o debate para o plenário da Assembleia — onde manifestantes foram impedidos de entrar.

O Fórum prossegue durante toda a tarde. 

Mercado projeta grossa recessão para 2015

O relatório semanal Focus, elaborado pelo Banco Central a partir de dezenas de projeções de analistas, apontou piora na expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) e para a inflação. Os economistas já esperam queda de 1% no PIB em 2015 e de alta de 8,13% da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Na semana anterior, a mediana das estimativas mostrava recuo de 0,83% da economia e alta de 8,12% do IPCA. Para 2016, enquanto a perspectiva média para a alta de preços caiu de 5,61% para 5,60%, a do crescimento econômico recuou de 1,20% para 1,05%, mas ainda está positiva.

Além disso, os economistas ouvidos pelo BC também elevaram a expectativa para a taxa Selic ao fim do ano, passando-a de 13% para 13,25%. Atualmente ela está em 12,75% e a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) será apenas em 28 e 29 de abril. Para 2016 a expectativa continua em 11,50%.


No caso do câmbio, o mercado aumentou a projeção para o dólar de 3,15 reais para 3,20 reais no fim do ano. Para 2016, a estimativa passou de 3,20 reais para 3,23 reais.

Dilma irrita-se com nova fala de Levy. Ela mandou Mercadante puxar a orelha do ministro da Fazenda.

O site da revista Veja desta manhã, www.vejaq.com.br, refvela que Dilma Rousseff irritou-se ao saber que Joaquim Levy dissera que ela nem sempre age da forma mais simples e eficaz. Abespinhou-se tanto que determinou ao ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que transmitisse sua contrariedade ao colega. O recado da presidente foi repassado por Mercadnate a Levy por telefone, no sábado —dia em que a notícia sobre o sincericídio de Levy veio à luz.

Leia tudo:

Deve-se aos repórteres Ricardo Della Coletta e Fábio Brandt a informação sobre a reação de Dilma. O comentário que desagradou a presidente escorregou dos lábios de Levy na terça-feira da semana passada. Deu-se a portas fechadas, numa conversa com ex-alunos da Universidade de Chicago.

Expressando-se em língua inglesa, Levy disse: “Acho que há um desejo genuíno da presidente de acertar as coisas, às vezes, não da maneira mais fácil… Não da maneira mais efetiva, mas há um desejo genuíno''. Para infortúnio do ministro, suas palavras foram gravadas. E a repórter Joana Cunha fez soar o áudio no site da Folha.

Após conversar com Mercadante, Levy tentou, sem muito sucesso, reposicionar-se em cena. Mandou divulgar uma nota. No miolo do texto, anotou:

“O ministro sublinha que os elementos dessa fala são os seguintes: aqueles que têm a honra de encontrarem-se ministros sabem que a orientação da política do governo é genuína, reconhecem que o cumprimento de seus deveres exige ações difíceis, inclusive da Exma Sra. Presidente, Dilma Rousseff, e eles têm a humildade de reconhecer que nem todas as medidas tomadas têm a efetividade esperada”.

O receio do governo é o de que a crítica mal explicada sirva de munição para opositores e governistas rebelados que conspiram no Congresso contra o ajuste fiscal do governo. Um risco que Dilma preferia não correr numa semana em que o Senado ameaça aprovar proposta que obriga o governo a tirar do papel, em 30 dias, a lei que renegocia as dívidas de Estados e municípios com índices menores de correção.


O ruído provocado pela revelação da frase de Levy ecoa às vésperas do comparecimento do ministro à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Conforme compromisso que assumira na semana passada, Levy vai expor aos senadores, nesta terça-feira, os planos econômicos do governo.

Defendido pelo PT, financiamento de campanha 100% público só existe em um país

As informações a seguir de Mariana Schreiber, repórter da BBC Brasil em Brasília, são mais do que relevantes, porque esclarece verdades sobre mitos a respeito de financiamentos de campanhas eleitorais.

Leia a reportagem completa:

O sistema só existe em um lugar do mundo, o Butão, país que apenas em 2008 deixou de ser uma monarquia absolutista e realizou suas primeiras eleições.

Mas o financiamento público de partidos e/ou candidatos, em pequena ou larga escala, é adotado em 118 países, de acordo com um monitoramento realizado pelo Instituto Internacional pela Democracia e Assistência Eleitoral (Idea, na sigla em inglês). Em alguns deles, como México, Colômbia, Itália e Espanha, chegam a representar mais de 80% dos gastos das campanhas.

No Brasil, os partidos têm acesso a doações privadas e a recursos públicos - prevendo dificuldades de obter financiamento de empresas após a Operação Lava Jato, senadores e deputados decidiram triplicar a verba do fundo partidário neste ano, para R$ 867,56 milhões, há duas semanas.

 Leia mais: Quase 40 países já proíbem doações de empresas a candidatos

Mas quais as vantagens e desvantagens de aumentar o financiamento público no Brasil? A BBC Brasil preparou um guia sobre o assunto. Confira abaixo.

Qual o princípio do financiamento público?

O objetivo do financiamento público é contrabalancear - ou mesmo anular - a influência do poder econômico nas eleições. Os defensores de um modelo majoritariamente ou totalmente público argumentam que doações privadas desvirtuam a democracia, pois as grandes corporações são muito mais ricas que os indivíduos e, assim, têm mais recursos para influenciar nas eleições.

O PT defende que o financiamento seja exclusivamente público, ou seja, que nem mesmo pessoas físicas possam doar. A proibição de doações de empresas também é defendida por centenas de movimentos sociais (como UNE, CUT e MST) que integram a  Campanha pela Constituinte - proposta de convocação de um Assembleia exclusiva para votar uma reforma política. Mas não há consenso entre eles sobre doações de pessoas físicas.

"Para nós, o financiamento privado é a base da corrupção. Empresas de diversos setores financiam os políticos e depois cobram seus interesses no Congresso. Isso é totalmente antidemocrático porque o voto da empresa passa a valer mais que o do eleitor", afirma Paola Estrada, integrante da coordenação nacional da campanha.

Quais seriam as desvantagens?

Entre os defensores do financiamento público, há também quem aponte potenciais riscos nesse modelo. Para o Instituto Internacional pela Democracia e Assistência Eleitoral (Idea, na sigla em inglês), uma dependência excessiva de recursos públicos pode levar os políticos e seus partidos a se afastarem da sociedade.

"Quando administrado e distribuído de forma adequada, o financiamento público dos partidos políticos pode ser um bom contrapeso para doações privadas e também pode aumentar o pluralismo político. No entanto, os partidos políticos não devem perder o contato com seus eleitores, ou tornar-se excessivamente dependentes de financiamento público", nota um documento de janeiro do instituto.

O diretor da área de Partidos Políticos do Idea, Sam van der Staak, defende um modelo que equilibre recursos públicos e doações de membros dos partidos, empresas e pessoas físicas - limitadas a um teto baixo, para evitar que um grupo tenha mais peso que outro.

Como distribuir os recursos?

Outro risco do modelo de financiamento essencialmente público é dar pouco espaço para o surgimento e crescimento de novos partidos, na medida em que a distribuição dos recursos tende a ser proporcional ao tamanho das bancadas no Congresso.

Por outro lado, dividir igualmente também não é considerada a melhor maneira de distribuição. "Essa abordagem (divisão igualitária) cria o risco de que partidos sejam criados apenas para obter financiamento do Estado. Além disso, também pode ser um desperdício significativo usar recursos públicos para apoiar partidos e candidatos que não têm nenhum apoio entre o eleitorado", nota o relatório do Idea.

A opção para contornar isso, aponta o instituto, é repartir parte dos recursos públicos igualmente e parte proporcionalmente. Manter a possibilidade de doações de pessoas físicas ou mesmo de empresas, sob um limite baixo, é também uma forma de permitir que o financiamento eleitoral tenha mais dinamismo.

No Brasil, a distribuição de recursos públicos via fundo partidário se dá da seguinte forma: 5% são repartidos igualmente entre os 32 partidos existentes, e 95% são distribuídos na proporção dos votos obtidos na última eleição para a Câmara dos Deputados.

 Leia mais: As medidas de Dilma serão eficientes no combate à corrupção?

Como isso tem funcionando em outros países?

Entre os 180 países monitorados pelo Idea, apenas um tem financiamento de campanha exclusivamente público: o Butão. Essa pequena nação asiática, espremida entre China e Índia, realizou suas primeiras eleições em 2008, quando o sistema político passou de monarquia absoluta para monarquia constitucional.

Outros países, embora não adotem o modelo 100% público de financiamento, tem níveis altos de participação pública nos fundos de campanha. No México, por exemplo, 95% das campanhas às eleições presidenciais de 2012 foram bancadas com recursos do Estado. Esses índices também foram altos nos últimos anos na Colômbia (89%) e no Uruguai (80%). Em países europeus como Espanha, Bélgica, Itália e Portugal, os fundos públicos também respondem por mais de 80% dos custos das campanhas.

Existem vários modelos de distribuição desses recursos. Há países, como Alemanha, em que o Estado transfere para o partido um euro para cada euro arrecadado de doadores (prática chamada de matching funds). Já na Holanda, os repasses dependem do número de pessoas filiadas ao partido.

Na França, a lei institui um teto para os gastos de campanha, que varia de acordo com o tipo de eleição. A partir desse teto é calculado o reembolso com dinheiro público das despesas eleitorais do candidato. No caso da eleição presidencial, por exemplo, em 2012 foi definido que cada candidato poderia gastar até 16,8 milhões de euros (R$ 58,8 milhões, na cotação atual) no primeiro turno e 22,5 milhões de euros (R$ 78,75 milhões) no segundo. A título de comparação, a campanha da presidente Dilma Rousseff em 2014 consumiu R$ 350 milhões.

Na França, cada candidato que conseguisse 5% dos votos, poderia receber 50% do valor gasto em reembolso. As regras determinam que o candidato que ultrapassar o teto de gastos da campanha, não pode receber o financiamento público de parte de suas despesas. Foi exatamente o que ocorreu com o ex-presidente Nicolas Sarkozy, que teve suas contas da campanha presidencial de 2012 rejeitadas pelo Conselho Constitucional.

Quanto dinheiro público os partidos já recebem no Brasil?

Partidos políticos já recebem hoje dinheiro público no país, mas a maioria dos recursos que bancam as campanhas eleitorais vem de doações de empresas.

Nas últimas eleições, partidos e candidatos arrecadaram cerca de R$ 5 bilhões de doações privadas, quase na sua totalidade feitas por empresas. Além disso, receberam no ano passado R$ 308 milhões de recursos públicos por meio do Fundo Partidário, enquanto o tempo "gratuito" de televisão custou R$ 840 milhões aos cofres da União por meio de isenção fiscal para os canais de TV.

Em 2015, porém, haverá um salto expressivo na verba do Fundo Partidário. O Congresso aprovou neste mês que o orçamento previsto inicialmente pela União fosse triplicado, passando de R$ 289,56 milhões para R$ 867,56 milhões.

O aumento teria sido motivado pela dificuldade que os partidos estão enfrentando para se financiar após a operação Lava Jato - que investiga desvio de recursos na Petrobras - ter colocado no banco dos réus executivos de grandes empresas doadoras.

O relator do Orçamento, senador Romero Jucá (PMDB-RR), disse que o aumento refletiu uma demanda de diversos partidos e que representa um teste para a tese do financiamento público de campanha.

Quanto custaria um modelo com mais financiamento público?

O PT não tem hoje uma estimativa de quanto seria o custo de um financiamento exclusivo de campanha, de acordo com a vice-presidente nacional do PT, Gleide Andrade, responsável por coordenar as discussões sobre reforma política dentro do partido. Segundo ela, isso dependerá de outras alterações que podem ser feitas no sistema eleitoral, como por exemplo modificar a forma de eleger os deputados.

"Mas uma coisa é certa: será um campanha bem mais barata do que a que temos hoje", afirmou.

Outro projeto de lei que já tramita no Parlamento - o PL 268, apresentado em 2011 como conclusão dos trabalhos de uma comissão de reforma política no Senado - sugere que o financiamento de campanha será exclusivamente público e que o valor total a ser distribuído seguirá o seguinte cálculo: total de eleitores inscritos até 31 de dezembro do ano anterior vezes R$ 7,00 a valores de janeiro de 2011.

Atualizando esse valor pela inflação até 2014 (R$ 8,40) e considerando o número de eleitores que puderam votar no ano passado (141,8 milhões), as últimas eleições teriam consumido R$ 1,2 bilhão, segundo a regra do PL 268/2011.

Aumentar o peso do financiamento público exigiria outras mudanças?

Mudar o sistema de financiamento não é algo trivial. Especialistas no assunto dizem que extinguir as doações por empresas e aumentar o peso do dinheiro público obrigaria necessariamente a alterar as regras das eleições para o Legislativo.

Claudio Abramo, ex-diretor da Transparência Brasil, diz que teria que ser adotado a eleição em lista - método em que o voto vai para o Partido, que decide qual será a ordem dos deputados e vereadores eleitos pela legenda. Tal mudança seria necessária por causa da dificuldade de distribuir e fiscalizar os recursos para todos os candidatos. Dessa forma, os partidos que centralizariam a gestão dos recursos públicos.


O filósofo e cientista político Marcos Nobre discorda da tese de que o financiamento exigiria lista fechada. "É perfeitamente possível fiscalizar (a distribuição de recursos) desde que você torne os partidos responsáveis pela atuação de cada um de seus candidatos", argumenta

Jornalista provoca colegas da RBS: "E então, como é ser vidraça ?"

A RBS é amada e odiada no RS, onde quase tudo é amado e odiado. Ao lado, montagem dos que odeiam o grupo dos Sirotsky, que aproveitam o caso para tripudiar. A RBS é vítima de vazamento seletivo, sem prova, sem evidência, descontextualizado, sem defesa, de autores escondidos no anonimato, do mesmo gênero daqueles que tomou como verdades absolutas em casos sobre os quais ajudou a assassinar reputações.


No artigo a seguir, uma carta aberta aos jornalistas da RBS, Marcelo Duarte ataca duramente o grupo de comunicação gaúcho por seu envolvimento na Operação Zelotes, cobrando uma posição dos colegas que trabalham sob as ordens da família Sirotsky.

A carta aberta foi publicada no site RS Urgente.

Leia tudo:

Nada como um dia depois do outro.

Principalmente para um moralista de plantão.

Como é representar uma empresa suspeita de corrupção, que supostamente paga propina para se livrar de débitos tributários? Qual é a sensação de saber que parte do salário que vocês recebem no final do mês é pago, supostamente, graças à corrupção – essa mesma que, insistentemente, tem assolado nossa política? Como é saber que a expansão empresarial do Grupo RBS supostamente é patrocinada pela corrupção, pela sonegação de tributos que fazem falta para a educação, para a saúde, para as estradas? Como será, a partir de agora, produzir uma matéria, ou escrever um artigo, sobre o “caos na saúde”, se supostamente vocês contribuíram para ele?

A empresa que vocês representam ainda não foi condenada? Bem, mas o que isso importa? Quando vocês, jornalistas do Grupo RBS, se preocuparam com a verdade e com apurações quando escândalos desse tipo envolveram políticos, não é mesmo?


Como é ser vidraça?

CLIQUE AQUI para ler mais. O link vai para o blog do Miro. 

Delator, mula do doleiro Youssef, reconheceu Alexandrino Alencar por foto

Rafael Ângulo Lopez, o mula do doleiro Alberto Youssef, encarregado por parte das operações de money delivery do dinheiro sujo do Petrolão, contou em detalhes para a Polícia Federal como, quando e onde levou as propinas para a sede do PT em São Paulo.

Ele forneceu mapas detalhados das entregas.

Ângulo Lopez também buscava dinheiro de propina.

No caso da Odebrecht, ele contou de que modo levava números de contas e entregava em mãos para o diretor do grupo, Alexandrino Alencar.

Ao lado, foto publicada por Veja de hoje. A rvista disse que o dewlator entrregou o número do telefone celular do homem que seria seu contato na Odegrecht. O aparelho era usado por Alexandrino Alen car, diretor institucional da empreiteira, reconhecido por meio de uma foto.

Alexandrino Alencar é muito conhecido no RS, onde mantém relações institucionais em favor da Braskem, dona do Pólo de Triunfo, e da Odebrecht, mantendo relacionamento privilegiado com publicitários, jornalistas, políticos e empresários.

Alexandrino Alencar, Braskem, era o elo entre Odebrechet e o esquema de propinas do Petrolão

Alexandrino Alencar, de pé, na Guiné Equatorial com Lula, 2011. A Odebrecht tem negócios com a ditadura local. O diretor da Odegrecht, que controla a Braskem, dona do Pólo de Triunfo, tem sido o homem mais visível do grupo no RS. Ele faz a interface com publcitários, governantes, jornalistas e empresários.

Esta reportagem de Veja desta semana, intitulada "A Rota da Propina", assinada por Robson Bonin, revela que criada pelo doleiro Alberto Youssef para agradar aos "clientes especiais" da quadrilha que desviou bilhões da Petrobras na última década, a entrega de propina em domicílio, o já imortalizado "money delivery" do petrolão, foi, durante muito tempo, um instrumento de proteção aos corruptos. 

A seguir, dois trechos selecionados pelo editor. Ao final, toda a reportagem, em link.

Alguns dos políticos e empresários mais influentes do país recebiam o dinheiro sujo incólumes em quartos de hotéis, apartamentos e escritórios de norte a sul do país e, em certos casos, até no exterior, sem deixar rastros. Braço-direito do doleiro, Rafael Ângulo Lopez era quem comandava esse serviço. Os corruptos adoravam a sua discrição. Costumavam recepcioná-lo com festa. Até que veio a Operação Lava-Jato e mudou tudo isso. Ângulo fechou com a Justiça um acordo de delação premiada para entregar às autoridades a lista completa dos políticos que receberam as suas entregas. Agora, depois de três meses de colaboração, os depoimentos acabaram de chegar à mesa do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), para ser homologados. O "homem das boas notícias", como era conhecido, tornou-se um pesadelo para os corruptos.

Em dezembro passado, VEJA revelou parte do conteúdo que o entregador acabara de contar à Justiça em troca da redução de pena. Versão perfeita do "homem da mala", Ângulo passou a última década cruzando o país com fortunas em cédulas escondidas sob as roupas. O ex-presidente e senador Fernando Collor, o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, governadores (Roseana Sarney), ministros do governo Dilma Rousseff (Mário Negromonte) e deputados federais (Nelson Meurer, Luiz Argôlo e André Vargas) estavam na sua lista. Ângulo também cumpria missões para as empreiteiras do clube que saqueava os cofres da Petrobras. Os procuradores que interrogaram o entregador nas últimas semanas em São Paulo colheram farto material probatório para levar ao cadafalso alguns desses figurões da República. O entregador confirmou o nome dos corruptos que usavam os seus serviços. Relacionou datas, endereços e valores das entregas. Mas foi além. Valendo-se de sua memória fotográfica, reconstituiu cenas e apontou detalhes da intimidade dos poderosos que são considerados preciosos pelos procuradores para provar a etapa final do esquema de corrupção: quando o dinheiro vivo chegou ao bolso de parlamentares, ministros, empresários...

Para descrever as revelações mais importantes do entregador e não deixar nenhuma dúvida sobre o destino das malas de dinheiro, os procuradores reconstituíram detalhadamente alguns dos trajetos.

(...) 

Rafael Ângulo falou das ligações do doleiro com a Odebrecht, investigada por suspeita de usar contas no exterior para pagar propina aos corruptos do petrolão. A mando de Youssef, Ângulo contou que manteve, entre 2008 e 2012, dezenas de encontros com Alexandrino Alencar, um dos diretores da empreiteira. Registrados por Ângulo em uma planilha de computador, os contatos aconteceram na sede do grupo Odebrecht em São Paulo. Ângulo subia ao 322 piso do edifício e encontrava o diretor na sala de número 25. As conversas eram rápidas. O entregador fornecia a Alexandrino os números de contas bancárias no exterior que deveriam ser usadas para depósitos e também era chamado por ele para buscar comprovantes de depósitos já realizados em contas internacionais. Para que não restasse dúvida de que se tratava mesmo do diretor, os investigadores apresentaram a Ângulo uma fotografia de Alexandrino. Além de fazer o reconhecimento visual, o entregador apontou no seu arquivo um número de celular. Era o contato pessoal de Alexandrino, cujo perfil num aplicativo de conversas mostrava uma foto do diretor na intimidade, usando bermuda xadrez e camiseta branca. Era a partir desse número que os encontros eram marcados.

CLIQUE AQUI para ler toda a reportagem de Veja.

Emater continua sob ameaça de cassação do seu registro de filantrópica

O governo gaúcho pedirá esta semana a ampliação por um ano do Cadastro Ambiental Rural. Se nada mudar, o CAR termina dia 8 de maio.

Diante da nova investida do ministério do Desenvolvimento Social, o presidente da Emater, Clair Kuhn, conclui recurso para tentar recuperar definitivamente sua condição de entidade filantrópica, cassada pelo governo federal em março de 2014.

Sem o certificado, a Emater terá que pagar mais de R$ 60 milhões de impostos por ano, retroativos a 2009, o que a inviabilizará.

Acordo sobre dívidas com a União poderá ser anunciado hoje. Conheça, aqui, seus termos.

Poderá ser anunciado hoje o acordo sobre a regulamentação da lei que mudou o indexador da dívida dos municípios e Estados com a União.

O governo avisou que não fará nada até que o ajuste fiscal comece a produzir efeitos, mas a Câmara já aprovou projeto de lei complementar que determina a imediata vigência do que foi aprovado pelo Congressoi, faltando apenas a posição do Senado.

Câmara e Senado agem em grande velocidade.

Na semana passada, quando o Senado preparava-se para aprovar o projeto, o governo pediu prazo curto para propor uma solução para o impasse.

O acordo poderá ser anunciado ainda hoje. Por ele, o governo regulamentará a lei, dirá que o novo indexador entrará em vigor efetivo dentro de um ano, mas que desde já os governos poderão fazer depósitos em juízo com o valor atual, retirando a diferença mais adiante, quando tudo começar a valer.

As informações desta nota foram objeto de notícia concedida ontem, final da noite, pelo jornalista Merval Pereira, na Globonews, conforme anotação do editor.

Até vender a marca, Via Uno manterá nome próprio nas lojas

O editor foi buscar informações a respeito de nova onda de falências no setor calçadista gaúcho, mas só confirmou a quebra da Via Uno.

Ainda assim, as lojas Via Uno em mãos de franqueados serão mantidas, porque a massa falida deseja garantir valores para futuros pagamentos de credores.

A marca será leiloada.

Defender o governo sob o guarda-chuva da defesa da pátria é o último refúgio dos canalhas

Ao invocar a defesa da pátria para justificar apoio aos malfeitos do governo, o PT e seus aliados dentro e fora da imprensa desembarca no último refúgio dos canalhas.

Polícia Federal ouvirá políticos do Petrolão ao longo desta semana

Os políticos envolvidos no Petrolão começarão a ser ouvidos esta semana pela Polícia Federal.

Agdi continua sem comando no RS

A Agdi, Agência de Desenvolvimento Industrial do Estado do RS, continua sem diretores.

BRDE fecha balanço com receiitas superiores a R$ 1 bilhão

Saiu  hoje o balanço do BRDE, cuja diretoria estará reunida hoje em Curitiba para a posse dos dois novos diretores do Paraná. RS e SC ainda não mudaram seus representantes. Cada um dos três Estados controladores têm direito a dois diretores. O RS indicou um dels, Odacir Kline, que será sabatinado esta semana pela Assembléia.

O banco ultrapassou pela primeira vez a casa do R$ 1 bilhão de receitas , avanço de pouco mais de 10% sobre o exercício anterior, segundo leitura que o editor fez do balanço na manhã de hoje.
O lucro líquido foi a R$ 211,9 milhões., 35% maior do que o total obtido em 2014.

Morreu o fundador das Tintas Killing, Leopoldo Killing

Morreu o fundador da Killing Tintas, São Leopoldo, Leopoldo Killing. Ele tinha 93 anos.

Otávio Germano será sepultado as 11h em Porto Alegre

O ex-vice-governador Otávio Germano, PP, que morreu ontem, será sepultado as 11h na Capela B do Cemitério São Miguel e Almas, Porto Alegre.






PMDB do RS reafirma posição de oposição ao PT e ao governo Dilma

A convenção deste domingo do PMDB demonstrou que o Partido no RS manterá forte conteúdo e discurso de oposição ao PT e ao governo Dilma.

DEM terá reunião dia 8 para virar governista através de união com o PTB

Foi agendada para o dia 8 de abril a reunião da Executiva do DEM, destinada a votar proposta de fusão do Partido com o PTB.

DEM é oposição e PTB é governista.

A manobra do Palácio do Planalto é idêntica à articulação comandada pelo ministro Gilberto Kassab, que usa o PSD e o PROS para criar o PL e com ele minar a base parlamentar do PMDB.

O Kassab no caso do DEM é o prefeito de Salvador, ACM Neto, que tem maioria na Executiva.
O editor soube que em troca do apoio, ACM Neto recebeu promessa de apoio na sua administração e numa futura candidatura ao governo da Bahia.

A manobra será atacada pelo deputado gaúcho Onyx Lorenzoni e pelo senador Ronaldo Caiado, que não querem ver o DEM na bancada governista do Congresso.

As 9h, Temer, Cunha e Rosseto no Fórum sobre Reforma Política na Assembléia do RS

Começará as 9h com palestra do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o Fórum sobre Reforma Política, hoje, na Assembléia do RS.

O evento durará todo o dia.

Também falarão o ministro da secretaria Geral da Presidência, Miguel Rosseto, e o vice-presidente Michel Temer. Temer encerraria o evento, mas só estará na abertura, porque foi chamado para reunião do Conselho de Articulação Política, agendado para esta tarde em Brasília.

Governo inicia caravanas por 14 cidades para explicar herança maldita de Tarso. PT irá atrás.

Passo Fundo será a primeira escala das caravanas que o governo Sartori organizou para explicar em 14 municípios de nove regiões a situação financeira do Estado.
Ao final das viagens, o governo chamará um seminário do qual participarão todos os secretários e só depois disto começarão a ser desovados o pacote de medidas destinadas a melhorar a arrecadação e conter gastos. Isto poderá ocorrer dia 14, com balanço dos 100 dias do governo, segundo soube o editor.

O PT já anunciou que irá no encalço da Caravana da Transparência, percorrendo cada cidade visitada por Sartori com seus Diálogos para o Desenvolvimento do estado, visando contrapor os números apresentados pelo Piratini.

Sem uma limpeza em regra da Pètrobrás, o que significa privatizar a estatal ou refunda-la, o Petrolão permanecerá na periferia.

Pelo menos dois mil funcionários são investigados por auditores contratados pela própria empresa ou pela Polícia Federal, sendo que boa parte da cúpula da estatal está na cadeia.
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