Mais uma gigante do varejo entra em recuperação com dívida de R$ 827 milhões

A crise financeira faz mais uma vítima de peso no varejo brasileiro. A Ri Happy, maior rede de lojas de brinquedos do país, entrou com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 827,4 milhões em dívidas. A solicitação foi apresentada à Justiça em São Paulo e abrange seis empresas do grupo, incluindo a PBKids, em uma tentativa de reorganizar as contas e aliviar a pressão sobre o caixa. 

Entre os fatores apontados pela companhia para explicar as dificuldades estão os juros elevados, as mudanças no comportamento dos consumidores, a concorrência crescente e os efeitos prolongados da pandemia. Apesar do cenário financeiro delicado, a Ri Happy afirma que suas lojas físicas e canais digitais continuam operando normalmente, com foco nas vendas da Black Friday e do Natal. 

Em 2026, outras companhias de grande porte também recorreram à reestruturação de dívidas: Casas Bahia, Tok&Stok e Mobly, Grupo Pão de Açúcar (GPA), Raízen, Braskem, Oncoclínicas, AgroGalaxy e o Grupo Gennius, controlador das redes Habib’s e Ragazzo, a fabricante de brinquedos Estrela e a Apex Partners.

Lula transforma WhatsApp oficial em megafone político às vésperas da eleição

A poucos dias do segundo turno, o governo Lula está enviando milhões de mensagens pelo WhatsApp para divulgar programas sociais e ações da administração federal. Segundo reportagem do Poder360, o número exato de disparos não foi informado, mas a estrutura alcança públicos de programas como Bolsa Família, Gás do Povo e Luz do Povo. A iniciativa levanta questionamentos sobre transparência, custos e os limites entre prestação de serviços públicos e promoção política em plena disputa eleitoral. 

Com milhões de brasileiros potencialmente alcançados, a comunicação oficial exige critérios claros, fiscalização e garantias de que a máquina pública não esteja sendo usada para favorecer quem ocupa o poder. 

Em semana decisiva para a eleição, a estratégia é politicamente sensível e merece escrutínio rigoroso. A legislação eleitoral restringe a publicidade institucional no período que antecede a votação, embora comunicações estritamente operacionais possam ter tratamento distinto. 

Real Time/Big Data: Flávio chega a 52% dos votos válidos e coloca pressão sobre Lula

O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente de Lula (PT) na nova pesquisa Real Time Big Data para o segundo turno presidencial. Segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (20), Flávio soma 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula, uma vantagem numérica de quatro pontos percentuais que reforça a competitividade do candidato do PL na reta final da disputa. 

Nos votos totais, incluindo brancos e nulos, Flávio registra 48% das intenções de voto, enquanto Lula alcança 45%. Outros 5% afirmam que pretendem votar em branco ou nulo, e 2% não souberam responder. O levantamento ouviu 2 mil eleitores por telefone entre 15 e 19 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. 

Os números representam um sinal positivo e de estabilidade numérica para a campanha de Flávio, que busca consolidar apoios e conquistar eleitores indecisos na reta final.

Frio fora de época surpreende o RS, mas sol aparece nesta terça-feira

O Rio Grande do Sul terá uma terça-feira (20) de sol entre nuvens e temperaturas amenas, sob influência de uma massa de ar frio que mantém os termômetros abaixo da média para outubro. A nebulosidade será maior em áreas do Sul e do Leste gaúcho, enquanto nuvens altas avançam pelo Oeste. 

O Rio Grande do Sul contabilizou 54 dias com temperaturas negativas em 2026, mesmo durante a primavera. 

Na Região Metropolitana, as mínimas variaram entre 6,7°C em Viamão e 9,9°C em Nova Santa Rita. Em Porto Alegre, os termômetros marcaram 10,5°C no Jardim Botânico e 12,1°C em Belém Novo. A tendência, segundo a MetSul Meteorologia, é de enfraquecimento gradual do frio ao longo da semana, com tardes mais agradáveis em grande parte do Estado.

Porto Alegre e Estado fecham acordo milionário para reforçar combate às enchentes

A Prefeitura de Porto Alegre e o governo do Rio Grande do Sul firmaram um acordo para regularizar débitos relacionados aos serviços de água e esgoto. A negociação foi conduzida pelo prefeito Sebastião Melo e pelo governador Eduardo Leite, com o objetivo de solucionar pendências financeiras entre o município e o Estado.

O acordo prevê a regularização de valores estimados entre R$ 200 milhões e R$ 250 milhões, com expectativa de quitação até o final de 2026. Os recursos serão destinados ao Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae), com foco em obras de reforço do sistema de proteção contra cheias da Capital.

A iniciativa busca ampliar a capacidade de Porto Alegre de enfrentar eventos climáticos extremos, após os impactos das enchentes que atingiram a cidade. A aplicação dos recursos em infraestrutura de proteção hídrica é estratégica para fortalecer a segurança da população e reduzir os riscos de novos alagamentos.

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