Opinião - O que a União deixou de pedir no acordo com a Raízen

A Raízen é a maior empresa de etanol e açúcar do país e está por trás dos postos Shell no Brasil. Se afundou em dívidas, montou um plano para renegociar com bancos e fundos, e esse plano só andava se antes a empresa acertasse o que devia de impostos ao governo.

Foi o que aconteceu no dia 28. A União fechou com a Raízen o maior acordo de dívida de impostos que já assinou, encerrando R$ 22,4 bilhões devidos pela empresa e pelos donos, Cosan e Shell. A Raízen ganhou R$ 8,5 bilhões de desconto em multas e juros e abateu outra fatia com créditos de anos em que fechou no vermelho. Em dinheiro, vai pagar só R$ 2,5 bilhões. 

O governo, do seu lado, ficou com o pagamento e, pelo que foi divulgado, com as condições de praxe desse tipo de acordo.

Dois dias depois, a assembleia aprovou as medidas que colocam o plano em prática. 

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