por Rodrigo Alves, jornalista
A política tem dessas reviravoltas que merecem atenção. Depois de uma campanha eleitoral em que Luciano Zucco foi alvo de críticas contundentes de Eduardo Leite e de seu vice, Gabriel Souza, a cordialidade demonstrada nas reuniões da semana passada abre espaço para uma pergunta incômoda: até onde vai a transição institucional e onde começa a negociação pela preservação de espaços de poder? O diálogo entre governos é necessário, mas não deveria apagar o histórico recente de confrontos nem dispensar explicações sobre os compromissos assumidos nos bastidores.
O governador não demonstrou, até aqui, o mesmo empenho público de outros aliados da direita na defesa de uma candidatura de oposição a Lula. Seria essa postura a mesma caso o resultado do primeiro turno tivesse sido diferente?
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