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Num pedaço de floresta à beira de um rio, os bichos viviam que nem num condomínio, cada um no seu canto. No dia de eleger um novo síndico, dois candidatos se apresentaram: a onça e o jacaré. Quem perdesse a eleição iria embora dali. O bicho-preguiça não quis votar, porque os dois eram predadores e uma preguiça era presa para aqueles carnívoros: não votaria em quem queria devorá-la. A coruja tentou demovê-la. Explicou que a onça sobe em árvore, onde preguiças moram, o jacaré não sobe. Mas a preguiça, teimosa, não votou. A onça ganhou e a preguiça virou jantar da síndica.
Essa fábula, sem a graça de Esopo, criei-a para Sofia, de seis anos, que tem muita vivacidade e muitas ganas de aprender e descortinar a vida.
A mãe da Sofia acha que políticos são todos iguais. E como nenhum é como ela, isto é, pessoa ...
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