O autor é advogado, engenheiro e escritor. Tamvém ex-presidente da Fiergs e ex-representante do Brasil na OIT, Genebra.
Há momentos em que a coragem exige permanecer; em outros, sobreviver para prosseguir na luta.
Em 622, Maomé deixou Meca sob perseguição e estabeleceu em Medina a comunidade que sustentaria a expansão do Islã. Séculos depois, refugiado no castelo de Wartburg, Lutero traduziu o Novo Testamento para o alemão, ampliando o alcance da Reforma. Bolívar encontrou no Haiti apoio para retomar suas campanhas pela independência. Em 1940, de Gaulle partiu para Londres e organizou a França Livre. Oliver Tambo conduziu do exterior parte essencial da luta contra o apartheid. O Dalai Lama preserva no exílio a voz e as tradições de seu povo.
São causas e trajetórias distintas, mas todas ajudam a compreender que uma retirada pode preservar a capacidade de resistência.
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Este tipo de artigo ofende a inteligência de uma direita democrática e responsável. Só serve para alimentar a esperança do fado de golpistas e oportunistas.
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