Diogo Chiuso é quem assina este pequeno artigo da newsletter "Não é Imprensa", só para assinantes. O editor e assinante.
O brasileiro é acostumado a chamar o garçom de “consagrado”, o motorista de “chefe” e qualquer desconhecido que faça um favor de “meu querido”. É a extrapolação do homem cordial de Sergio Buarque de Holanda.
O mais fascinante, porém, não é o vocabulário. É a intimidade. Aquela camaradagem que vai florescendo e que, se deixar, já vai abrindo a geladeira e deitando com os pés sujos no sofá da sala.
Mas é em Brasília que se forja a verdadeira irmandade. As pessoas passam a se encontrar nas festinhas privadas no Madame Satã e, dessa cumplicidade, gera-se naturalmente um parentesco.
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