A República Democrática do Congo (RDC) enfrenta uma grave epidemia de ebola causada pela cepa Bundibugyo, segundo informa, hoje, a OMS. Declarado em maio de 2026, o surto já ultrapassou 4.300 casos e provocou mais de 2.010 mortes, tornando-se o maior da história do país e o segundo maior do mundo. A propagação afeta principalmente províncias do leste e nordeste como Ituri, Kivu do Norte, Kivu do Sul, Haut-Uele e Tshopo, uma zona marcada por conflitos armados e crises humanitárias. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que 60% a 70% das mortes ocorrem em domicílios e que o número real de infectados pode ser de duas a quatro vezes maior que o oficial, devido a diagnósticos iniciais trocados por malária ou febre tifoide. A OMS e a aliança Gavi preparam o uso prioritário de ensaios clínicos com a vacina Ervebo para avaliar proteção cruzada, já que não há imunizante específico aprovado diretamente para a variante Bundibugyo.
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