O conceito de meia-idade mudou e deixou de ser definido apenas por um número fixo de aniversários. Hoje, especialistas como o gerontologista Alexandre Kalache na VEJA apontam que essa fase se desprendeu da idade cronológica, sendo moldada principalmente pelas condições de vida, pelo bem-estar e pela vitalidade individual. Antes associada rigidamente aos 50 anos, a percepção atual estende ou desloca a faixa devido ao aumento da expectativa de vida. O desgaste físico e mental depende mais de moradia, trabalho, alimentação e acesso à saúde do que dos anos vividos. Pessoas em situação de vulnerabilidade podem apresentar desgaste precoce aos 40 anos, enquanto indivíduos com acesso a oportunidades continuam em plena atividade aos 70.
Conceitos modernos de maturidade ativa destacam pessoas que permanecem curiosas, conectadas e produtivas independentemente da geração
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