Este comentário é do Observatório Brasil Soberano.
O maior banco privado da América Latina é também o maior devedor da cidade de São Paulo Em fevereiro de 2019, vereadores da CPI da Sonegação Tributária da Câmara Municipal de São Paulo viajaram até Poá, na Grande São Paulo, para conhecer a sede do Itaucard, braço de cartões do Itaú. O endereço registrado era uma sala de 14 metros quadrados na sobreloja de um supermercado. Em outro imóvel, onde deveriam funcionar cerca de vinte empresas do grupo, encontraram meia dúzia de funcionários cercados por fileiras de mesas vazias. O relatório da CPI concluiu que o ambiente parecia preparado para aparentar uma operação que, na prática, não existia.
O motivo da mudança era tributário. Enquanto São Paulo cobrava 2% de ISS, Poá cobrava apenas 0,25%. A lei permite que uma empresa transfira sua sede para outro município. O que não é permitido é transferir apenas o endereço. Na CPI, os diretores do banco foram perguntados, sob compromisso legal, quan tos já haviam estado em Poá. Nenhum levantou a mão.
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