Crônica de sexta, Vitor Bertini - Chapéus da vida

E-mail do autor - bertini.vitor@gmail.com

Dois dias depois do enterro de minha mãe, comprei um chapéu Panamá.

Mamãe tocava piano, lia clássicos, em sua casa o serviço era à francesa, tinha dedos longos e nutria silenciosas expectativas com relação à vida dos filhos.

Minha primeira viagem à Florença foi obra de seu testamento: estação do ano sugerida, roteiros definidos, explicações histórico-culturais anotadas e o respectivo valor consignado. Tudo em palavras educadas.

— Acho que você deve ir. Vai fazer bem pra você — afirmou papai, com voz baixa e jeitão de quem já sabia, antes da leitura pelo Oficial do Cartório, das vontades de mamãe.

Três anos mais tarde, …

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