Este artigo é do Observatório Brasil Soberano
A carta assinada por banqueiros centrais em defesa de Jerome Powell não gira em torno de um indivíduo nem de um episódio isolado. Powell funciona como ponto de convergência.
A reação coletiva expõe a preocupação com a preservação de um mo delo de poder que sempre operou melhor longe do conflito político aberto, protegido por linguagem técnica e baixa responsabilização democrática. Powell é circunstancial.
A carta responde a qualquer tentativa de romper o pacto silencioso que sustenta a política monetária global. Um arranjo no qual bancos centrais proclamam independência em relação à política eleitoral, mas atuam de forma coordenada entre si, compartilhando diagnósticos, narrativas e, quando necessário, proteção pública.
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