Odebrecht diz que pagou mensalinho de R$ 11 mil para Zambiasi

O ex-senador gaúcho Sérgio Zambiasi (PTB) foi beneficiado por pagamentos sistemáticos para auxiliar a Odebrecht a receber por contratos de obras no Porto de Rio Grande (RS). A informação foi dada pelos diretores João Borba Filho e Valter Lana, em depoimento à Procuradoria-Geral da República (PGR). O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou investigações adicionais por parte da PGR.

Em depoimento prestado em dezembro, Valter Lana disse que Zambiasi recebeu doações mensais de R$ 11 mil no ano de 2012, referentes a ajuda para que a Odebrecht conseguisse receber pagamento pelo prolongamento dos molhes do porto de Rio Grande. Ele era então senador. A obra foi iniciada em 2001, paralisada e concluída em 2012, quando Zambiasi já tinha voltado a ser radialista, sem cargo político.

— Os pagamentos objetivavam apoio político e eram feitos a uma instituição de caridade no bairro Serraria, em Porto Alegre, indicada por Zambiasi —acrescentou o dirigente da Odebrecht.

Como prova, Lana repassou tabela do Drousys (sistema de informática montado na Suíça, que contabilizava pagamentos ocultos da Odebrecht a políticos) em que consta repasses a Zambão (esse seria o apelido de Zambiasi dentro da empreiteira).

O dirigente da Odebrecht informou que os pagamentos eram em espécie e entregues em escritório na Avenida Borges de Medeiros, em Porto Alegre, a um emissário de Zambiasi chamado Brasil. "O albergue existia, visitei e fiquei penalizado com a situação", descreveu Lana.

5 comentários:

  1. O alongamento dos molhes de Rio Grande acabou causando uma alteração na Lagoa e no Canal. Deveria haver uma avaliação ambiental dessa obra.

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  2. Obviamente está tudo corrompido, mas no contexto de muitos milhões usados para enriquecimento pessoal e de familiares, como foi o caso do ladrão Lula da Silva, uma pequena doação de 11 mil reais para uma instituição de caridade é até justificável.

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  3. Admirável Zambiasi.
    Pelo menos um político racional.
    Recebeu,mas não botou a propina no bolso.

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  4. Isso era no tempo do petê. Agora que tiraram a Dilma e vão prender o Lula, não acontece mais

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  5. Tá explicado a união promíscua com o PT para governo do estado. Não fazia sentido que o PTB, que historicamente se dizia inimigo mortal, foi dividir a mesma cama de casal com o PT.

    Pagamentos para a instituição de caridade no bairro Serraria, em Porto Alegre, ....


    kkkkkk!

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