Dica do editor - Compare a herança bendida de Bolsonaro com a herança maldita de Lula

Este artigo foi publicado, ontem, no UOL.

Desde o fim do governo Bolsonaro, o ex-ministro da Economia Paulo Guedes tem se mantido na sombra. Convencido de que não tem nada a ganhar ao responder às acusações feitas à sua gestão pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ele não deu até hoje uma única entrevista nos mais de três anos desde que deixou o cargo, apesar dos pedidos constantes da imprensa.

Seus ex-colaboradores têm seguido a mesma estratégia

1. Gastos públicos

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6 comentários:

  1. Lula até deve sair, mas o problema aqui é sistêmico. Um ciclo deletério bem conhecido. A esquerda destrói, a direita vem e reconstrói. Depois o povo cai em falsas promessas e bota a esquerda de novo no poder para destruir de novo.

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  2. Só se for a herança bandida do Bozo. Aliás, como o gagá do editor quase escreveu. Ato falho?

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  3. Uma das heranças do Bolsonaro são os 700 mil mortos do Covid

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    1. Ele matou todos? Explique como ele fez isso.

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    2. Verdade, o Bozo espirrou na caa de todos estes. Me admira que entre estes 700 mil houvessem pessoas de esquerda, que deixaram o Bozo espirrar na cara deles.
      PS: Nestes 700 mil tem gente que morreu de acidente de trânsito. E as mortes por gripe, dengue e outras enfermidades praticamente zeraram no período da covid. Parece que o vírus chinês combatia estas doenças. Como disse o Inácio: "ainda bem que a natureza criou o vírus da covid..."

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  4. Em 2022, o governo Bolsonaro registrou superávit primário de cerca de R$ 55 bilhões. É esse número que muita gente usa para dizer que ele deixou as contas organizadas.
    Superávit primário significa que, naquele ano, o governo arrecadou mais do que gastou sem contar os juros da dívida. Isso não quer dizer que todas as contas estavam pagas ou que não havia despesas escondidas fora do resultado.
    No último ano do governo Bolsonaro, uma despesa grande foi retirada do orçamento: os precatórios, que são dívidas judiciais obrigatórias. Por mudança na regra, cerca de R$ 90 bilhões deixaram de ser pagos em 2022. Essa dívida não foi cancelada. Ela ficou para os anos seguintes.
    Além disso, houve aumento de gastos temporários em ano eleitoral. O Auxílio Brasil foi elevado para R$ 600, com benefícios extras pagos por exceções fiscais. Esses gastos foram feitos fora das regras normais do orçamento e ajudaram a melhorar o resultado de 2022, mas não tinham fonte permanente de financiamento.
    Também houve uso de receitas que não se repetem. Em 2022, o governo recebeu dividendos elevados de estatais, especialmente da Petrobras, que somaram dezenas de bilhões de reais e inflaram o caixa naquele ano. Esses valores não se mantêm no mesmo nível depois.

    INVESTIMENTOS PÚBLICOS
    Ao mesmo tempo, os investimentos públicos foram reduzidos a um dos níveis mais baixos da série histórica. Obras, manutenção e políticas permanentes foram seguradas, o que melhora o resultado no curto prazo, mas gera despesas represadas.

    DESONERAÇÕES
    Outro ponto importante foram as desonerações, principalmente sobre combustíveis. Elas reduziram a arrecadação federal em mais de R$ 100 bilhões por ano. Como não houve compensação estrutural, essa perda continuou afetando o orçamento depois do fim do governo Bolsonaro.

    DÍVIDA PÚBLICA
    Enquanto isso, a dívida pública não foi resolvida. Mesmo com superávit primário em 2022, a dívida bruta do Brasil permaneceu em torno de 73% a 76% do PIB, e os juros da dívida continuaram consumindo centenas de bilhões de reais por ano.
    Quando 2023 começou, despesas adiadas passaram a ser pagas, receitas extraordinárias diminuíram, investimentos precisaram ser retomados e a arrecadação seguia menor por causa das desonerações. Nesse cenário, o governo registrou déficit primário em torno de R$ 230 bilhões em 2023.

    Isso não significa que o superávit de 2022 seja falso. Ele existiu. O que ele não mostra é que parte da conta ficou fora daquele ano. Comparar apenas o superávit de 2022 com o déficit seguinte, sem considerar esses valores, não explica a real situação das contas públicas.

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