Bolsonaro explicação demissão de Paulo Fona e expulsão de Alexandre Frota

22 comentários:

Anônimo disse...

https://www.amazon.com.br/Bolsonaro-Merece-Respeito-Confian%C3%A7a-Dignidade/dp/0578477548

Editor, já compraste? Recomendadíssimo!!!

Anônimo disse...



Jair Bolsonaro é uma fonte inesgotável de problemas. É caso único na história republicana brasileira. Suas declarações desastradas e inconsequentes geraram crises de todos os tipos. Nos últimos dias tem se esmerado em criar situações constrangedoras não só para seu governo, mas, principalmente, para o Brasil. A sucessão de ataques violentos aos seus adversários internos e externos acabaram produzindo reações que poderão levar a médio prazo ao isolamento político. E sempre foi ele o agente agressor.

É provável que aja desta forma como um plano estratégico. Seria uma forma de esconder o fracasso econômico da sua gestão – já estamos tecnicamente em recessão – e falar para sua base de apoio, para os mais radicais, os neofascistas. Mantendo o ânimo dos seus “camisas negras” tenta potencializar o apoio que ainda possui em setores extremistas. Acredita que assim mantem-se no primeiro plano da cena política. Já pensa, inclusive, em ser candidato à sua própria sucessão. Construí um mundo à parte. Delira. E ao se descolar do real, acaba sinalizando aos setores responsáveis da política e da economia de que ele é o principal elemento de perturbação da ordem.

As recentes declarações dos senadores Tasso Jereissati e Simone Tebet pedindo para que ele se cale, evitando assim prejudicar a tramitação da PEC da Previdência no Senado, são evidências de que a paciência para com as ações do Presidente da República está próxima do fim.

Hoje ele é identificado também como um perigoso elemento perturbador do equilíbrio entre os poderes, basta recordar a manifestação do decano da Suprema Corte, o ministro Celso de Mello. O desafio será suportar Jair Bolsonaro por mais 3 anos e 4 meses à frente da Presidência da República. E pelos acontecimentos da última quinzena a probabilidade de que termine o governo no prazo constitucional é remota.


Anônimo disse...



O aprofundamento da crise política é produto também do fracasso econômico. Deve ser recordado que em 2017 e 2018, apesar da herança maldita petista, o país cresceu, em cada ano, 1,1%, um bom resultado especialmente se recordarmos os péssimos indicadores dos anos 2014-2016, o pior triênio econômico da história republicana. Sendo assim, o desastre deste primeiro semestre – não custa repetir, estamos tecnicamente em recessão – é produto desta gestão, é produto do ministro Paulo Guedes. É mais um caso curioso, tipicamente brasileiro. O economista foi apresentado ao Brasil, em 2018, como um gênio da economia. Não tinha escrito nenhum livro, nenhum ensaio. Não participou do debate econômico dos últimos trinta anos no Brasil. Mas era chamado de gênio. Gênio de que? Sem produção acadêmica, desconhecido do público que acompanha as polêmicas econômicas, era um pária entre os seus pares.

Mas foi alçado a categoria de salvador do Brasil. Ficou conhecido por ter assessorado um animador de auditório que pretendia ser candidato à Presidência da República. Algo típico de um país que vive uma grave crise de liderança. Subitamente embarcou na canoa de Jair Bolsonaro e foi transformado por este em elemento de respeitabilidade junto ao “mercado.” Quando foi efetivamente testado na gestão da economia, a verdade veio à tona. E sem saber o que fazer, resolveu identificar no passado a razão do malogro. Disse, nesta semana, que a crise é produto de trinta anos de social democracia! Qual social democracia? Do que está falando o Pacheco do ministério da Economia?

A irresponsabilidade presidencial atingiu todas as esferas de governo. Todas, sem exceção. Como numa razia, atacou sem piedade as bases da estrutura estatal. Desmoralizou políticas públicas exitosas. Está isolando o Brasil frente à comunidade científica internacional. Não satisfeito, atrelou a nossa política externa aos interesses dos Estados Unidos. O Palácio do Planalto se transformou em puxadinho da Casa Branca. O Itamaraty perdeu autonomia. Hoje é uma simples repartição do Departamento de Estado norteamericano. Vociferou nestes dias contra a Alemanha, a França e a Noruega. Não satisfeito, resolveu atacar a Argentina, nossa mais importante parceira comercial.

Comparou Alberto Fernandez, virtual Presidente da República, a Chavez, Maduro e Fidel Castro! Disse que milhões de argentinos vão abandonar o país após a posse do peronista. E que o Rio Grande do Sul vai se transformar em Roraima, tendo de receber milhares de refugiados.

Jair Bolsonaro também abusou na utilização de expressões vulgares, como nos casos do meio ambiente e da liberação de licenças em áreas indígenas. Não cabe aqui repetí-las em respeito aos leitores. Levou ao máximo a desmoralização do cargo de Presidente da República. Nunca assistimos a um espetáculo tão baixo. E para piorar, fez uma defesa entusiástica da tortura. Sim, da tortura. Disse que o torturador Carlos Brilhante Ustra é um herói. O que nessa hora diriam Osório, Caxias e os pracinhas da FEB?


Anônimo disse...

Vulgaridades de Bolsonaro sobre o meio ambiente, ultrapassam todos os limites: Deu na Folha : “Cocozinho petrificado de índio barra licenciamento de obras, diz Bolsonaro. Presidente voltou a falar em cocô em evento oficial e repetiu recomendação para cagar menos”.
Deu na Folha :”Quanto mais calado Bolsonaro ficar, mais fácil se aprova a Previdência’, diz Tasso Jereissati. Relator da reforma no Senado vê tendência autoritária no presidente e diz que indicação de Eduardo para os EUA pode contaminar o cenário.”
https://www.youtube.com/watch?v=O6GE_wRFaRw

Anônimo disse...


A vulgaridade continua...
Prévias na Argentina: derrota de Macri é reflexo do fracasso de seu plano liberal na economia. Vitória de Fernández pode ser explicada pelo alto crescimento econômico no governo Kirchner, muito superior inclusive que a do governo do PT no Brasil.
Qual será o programa econômico de Fernández?
Um Brasil tão desigual precisa de mais Estado.
Qual a posição do governo Bolsonaro frente às prévias na Argentina? Deslocada da realidade, pois não se pode comparar a Argentina com a Venezuela: as prévias foram feitas dentro da ordem, das leis, com ampla fiscalização, sem denúncias de fraude e com liberdade democrática. Sucessos econômicos da Argentina nada tem a ver com a tragédia economica chavista venezuelana. Comentários irresponsáveis de Bolsonaro colocam em risco parceria comercial do Brasil com a Argentina.
Bolsonaro além de virar as costas para o Mercosul também ataca a Alemanha e a China. O que nos resta? Estados Unidos. Existe uma racionalidade no entreguismo antipatriótico de Bolsonaro.
Quando Bolsonaro elogia a tortura e a ditadura , o povo argentino lembra da Escola Superior da Armada e Vidella. Hoje Jair Bolsonaro é o maior cabo eleitoral de Fernández.
Paraguai e a renovação do acordo de Itaipu.
Guedes não disse que depois da reforma da Previdência, capital estrangeiro viria ao Brasil? E agora Guedes?
Vulgaridade de Bolsonaro sobre o meio ambiente, ultrapassam todos os limites: Deu na Folha : “Cocozinho petrificado de índio barra licenciamento de obras, diz Bolsonaro. Presidente voltou a falar em cocô em evento oficial e repetiu recomendação para cagar menos”.
Deu na Folha :”Quanto mais calado Bolsonaro ficar, mais fácil se aprova a Previdência’, diz Tasso Jereissati. Relator da reforma no Senado vê tendência autoritária no presidente e diz que indicação de Eduardo para os EUA pode contaminar o cenário.”
https://www.youtube.com/watch?v=wKw-v5u9Rq0

Anônimo disse...




Um fantasma ronda o Brasil, o fantasma do autoritarismo. A tradição republicana não tem sido pródiga com os valores democráticos. Ao longo dos 130 anos de República, somente nos últimos 31 anos vivemos sob plenas liberdades democráticas. E graças à Constituição de 5 de outubro de 1988. Isto não significa que ficamos imunes aos equívocos, já que o texto é excessivamente detalhista e prolixo. Contudo, desde 1891, para ficarmos somente na República, é a nossa carta magna que pela primeira vez garantiu valores democráticos fundamentais. Justamente por isso, encontra nos tempos atuais uma forte oposição daqueles identificados com uma visão de mundo neofascista.

Tanto que está sendo testada todo santo dia. Seu principal desafiador é o Presidente da República. É no Palácio do Planalto que está o seu maior adversário. Jair Bolsonaro tem a plena convicção que não poderá governar como deseja tendo a companhia da Constituição. Seu projeto autoritário e sua concepção política neofascista provocaram vários embates nesses primeiros sete meses de governo. E nada indica que o conflito esteja próximo do fim. Muito pelo contrário. Basta recordar o episódio envolvendo a questão referente à demarcação das reservas indígenas e o papel da Funai. A Constituição é claríssima. No artigo 62, parágrafo 10, reza: “É vedada a reedição, na mesma sessão legislativa, de medida provisória que tenha sido rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo.” Apesar da nitidez do texto constitucional, de forma provocativa Bolsonaro reeditou uma medida provisória. E, claro, foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal por unanimidade. Demonstrando profunda ignorância, atribuiu o “erro” à sua assessoria. Pior ainda, rejeitou as considerações do decano da Suprema Corte, ministro Celso de Mello, que alertou para um possível conflito entre os Poderes e seus efeitos danosos ao Estado democrático de Direito. Assumiu, pateticamente, o ar de vítima, comportamento típico de autocratas quando pegos em ilegalidades. Fulanizou a questão. Considerou um ataque pessoal, quando estava sendo apresentado aos limites legais das relações entre os poderes, no caso, entre o Executivo e o Legislativo.

Bolsonaro vai continuar testando os limites das instituições. Pretende desmoralizá-las. Faz parte do seu projeto, ainda que rudimentar, destruir o Estado democrático de Direito. Sob essas ruínas, ele pretende erguer seu autoritarismo neofascista. Próximo de um delírio, essa iniciativa dificilmente irá obter êxito, ainda que no caminho leve o País à mais grave crise da história republicana.

O seu projeto é destruir a democracia. Pego em ilegalidades, assume ares de vítima.



Anônimo disse...




Um fantasma ronda o Brasil, o fantasma do autoritarismo. A tradição republicana não tem sido pródiga com os valores democráticos. Ao longo dos 130 anos de República, somente nos últimos 31 anos vivemos sob plenas liberdades democráticas. E graças à Constituição de 5 de outubro de 1988. Isto não significa que ficamos imunes aos equívocos, já que o texto é excessivamente detalhista e prolixo. Contudo, desde 1891, para ficarmos somente na República, é a nossa carta magna que pela primeira vez garantiu valores democráticos fundamentais. Justamente por isso, encontra nos tempos atuais uma forte oposição daqueles identificados com uma visão de mundo neofascista.

Tanto que está sendo testada todo santo dia. Seu principal desafiador é o Presidente da República. É no Palácio do Planalto que está o seu maior adversário. Jair Bolsonaro tem a plena convicção que não poderá governar como deseja tendo a companhia da Constituição. Seu projeto autoritário e sua concepção política neofascista provocaram vários embates nesses primeiros sete meses de governo. E nada indica que o conflito esteja próximo do fim. Muito pelo contrário. Basta recordar o episódio envolvendo a questão referente à demarcação das reservas indígenas e o papel da Funai. A Constituição é claríssima. No artigo 62, parágrafo 10, reza: “É vedada a reedição, na mesma sessão legislativa, de medida provisória que tenha sido rejeitada ou que tenha perdido sua eficácia por decurso de prazo.” Apesar da nitidez do texto constitucional, de forma provocativa Bolsonaro reeditou uma medida provisória. E, claro, foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal por unanimidade. Demonstrando profunda ignorância, atribuiu o “erro” à sua assessoria. Pior ainda, rejeitou as considerações do decano da Suprema Corte, ministro Celso de Mello, que alertou para um possível conflito entre os Poderes e seus efeitos danosos ao Estado democrático de Direito. Assumiu, pateticamente, o ar de vítima, comportamento típico de autocratas quando pegos em ilegalidades. Fulanizou a questão. Considerou um ataque pessoal, quando estava sendo apresentado aos limites legais das relações entre os poderes, no caso, entre o Executivo e o Legislativo.

Bolsonaro vai continuar testando os limites das instituições. Pretende desmoralizá-las. Faz parte do seu projeto, ainda que rudimentar, destruir o Estado democrático de Direito. Sob essas ruínas, ele pretende erguer seu autoritarismo neofascista. Próximo de um delírio, essa iniciativa dificilmente irá obter êxito, ainda que no caminho leve o País à mais grave crise da história republicana.

O seu projeto é destruir a democracia. Pego em ilegalidades, assume ares de vítima.



Anônimo disse...

Bete Mendes foi presa sem inquérito e ordem de prisão e, após, torturada por Ustra.
Sarney em visita ao Uruguai tinha em sua delegação oficial a então deputada federal Bete Mendes, que na ocasião reconheceu seu torturador, adido militar na embaixada brasileira no Uruguai.
A carta de Bete Mendes ao então presidente:
Bete Mendes engoliu a seco e, remoendo o sofrimento causado pelas lembranças, decidiu manter as aparências e a tranquilidade exigida pelo cerimonial. Mas tão logo retornou ao Brasil escreveu uma carta ao presidente Sarney denunciando o ex-torturador:
“Não posso calar-me ante a constatação de uma realidade que reabriu em mim profunda e dolorosa ferida… Digo-o, presidente, com conhecimento de causa: fui torturada por ele. Imagine, pois, vossa excelência o quanto foi difícil para manter a aparência tranquila e cordial exigida pelo cerimonial: Pior que o fato de reconhecer meu antigo torturador, foi ter de suportá-lo seguidamente a justificar a violência cometida contra pessoas indefesas e de forma desumana e ilegal como sendo para cumprir ordens e levado pelas circunstâncias de um momento”.
Antecipando-se ao contra-argumento da Lei da Anistia, a carta continuava:
“Sei que muitas vozes se levantarão na lembrança da anistia. Lembro, porém, que a anistia não tornou desnecessária a saneadora conjunção de esforços de toda a Nação com o objetivo de instalar uma nova ordem política no País. O arbítrio cedeu lugar ao diálogo democrático. A Nova República, sonho de ontem, é a realidade palpável de hoje. Mas ela não se consolidará se no atual governo, aqui ou alhures, elementos como o coronel Brilhante Ustra estiverem infiltrados em quaisquer cargos ou funções.
Por isso, denuncio-o aqui. E peço, como vítima, como cidadã e como deputada federal, providências imediatas que culminem com o afastamento desse militar das funções que desempenha no vizinho país. Tenho certeza que uma determinação sua nesse sentido significará, antes de tudo, uma demonstração de respeito ao sofrimento de milhares de brasileiros e uruguaios que acabam de despertar de uma longa noite de arbítrio, na qual a tortura e os torturadores fizeram parte de uma grotesca, triste e dolorosa realidade.”
“Fui sequestrada. presa e torturada nas dependências do DOI-Codi do II Exército, onde o major Brilhante Ustra (dr. Tibiriçá) comandava sessões de choque elétrico, pau-de-arara, ‘afogamento’, além do tradicional “amaciamento” na base dos ‘simples’ tapas, alternado com tortura psicológica. Tive sorte, reconheço, senhor ministro: depois de tudo, fui julgada e considerada inocente em todas as instâncias da Justiça Militar, que, por isso, me absolveu; e aqueles inocentes, como eu, cujos corpos eu vi, e que estão nas listas de desaparecidos?”
Não é possível que um presidente da República transforme um assassino em herói.
A sociedade brasileira está se acostumando e aceitando?

Anônimo disse...

Bete Mendes foi presa sem inquérito e ordem de prisão e, após, torturada por Ustra.
Sarney em visita ao Uruguai tinha em sua delegação oficial a então deputada federal Bete Mendes, que na ocasião reconheceu seu torturador, adido militar na embaixada brasileira no Uruguai.
A carta de Bete Mendes ao então presidente:
Bete Mendes engoliu a seco e, remoendo o sofrimento causado pelas lembranças, decidiu manter as aparências e a tranquilidade exigida pelo cerimonial. Mas tão logo retornou ao Brasil escreveu uma carta ao presidente Sarney denunciando o ex-torturador:
“Não posso calar-me ante a constatação de uma realidade que reabriu em mim profunda e dolorosa ferida… Digo-o, presidente, com conhecimento de causa: fui torturada por ele. Imagine, pois, vossa excelência o quanto foi difícil para manter a aparência tranquila e cordial exigida pelo cerimonial: Pior que o fato de reconhecer meu antigo torturador, foi ter de suportá-lo seguidamente a justificar a violência cometida contra pessoas indefesas e de forma desumana e ilegal como sendo para cumprir ordens e levado pelas circunstâncias de um momento”.
Antecipando-se ao contra-argumento da Lei da Anistia, a carta continuava:
“Sei que muitas vozes se levantarão na lembrança da anistia. Lembro, porém, que a anistia não tornou desnecessária a saneadora conjunção de esforços de toda a Nação com o objetivo de instalar uma nova ordem política no País. O arbítrio cedeu lugar ao diálogo democrático. A Nova República, sonho de ontem, é a realidade palpável de hoje. Mas ela não se consolidará se no atual governo, aqui ou alhures, elementos como o coronel Brilhante Ustra estiverem infiltrados em quaisquer cargos ou funções.
Por isso, denuncio-o aqui. E peço, como vítima, como cidadã e como deputada federal, providências imediatas que culminem com o afastamento desse militar das funções que desempenha no vizinho país. Tenho certeza que uma determinação sua nesse sentido significará, antes de tudo, uma demonstração de respeito ao sofrimento de milhares de brasileiros e uruguaios que acabam de despertar de uma longa noite de arbítrio, na qual a tortura e os torturadores fizeram parte de uma grotesca, triste e dolorosa realidade.”
“Fui sequestrada. presa e torturada nas dependências do DOI-Codi do II Exército, onde o major Brilhante Ustra (dr. Tibiriçá) comandava sessões de choque elétrico, pau-de-arara, ‘afogamento’, além do tradicional “amaciamento” na base dos ‘simples’ tapas, alternado com tortura psicológica. Tive sorte, reconheço, senhor ministro: depois de tudo, fui julgada e considerada inocente em todas as instâncias da Justiça Militar, que, por isso, me absolveu; e aqueles inocentes, como eu, cujos corpos eu vi, e que estão nas listas de desaparecidos?”
Não é possível que um presidente da República transforme um assassino em herói.
A sociedade brasileira está se acostumando e aceitando?

Anônimo disse...

A República nasceu de um golpe militar. A participação popular nos acontecimentos de 15 de novembro de 1889 foi nula. O novo regime nasceu velho. Os republicanos da propaganda — aqueles que entre 1870, data do Manifesto, e 1889, divulgaram a ideia republicana em atos públicos, jornais, panfletos e livros — acabaram excluídos do novo regime. Júlio Ribeiro, Silva Jardim e Lopes Trovão, só para recordar alguns nomes, foram relegados a plano secundário, considerados meros agitadores. O vazio no poder foi imediatamente preenchido por uma elite política que durante decênios excluiu a participação popular. As sucessões regulares dos presidentes durante a Primeira República (1889-1930) foram marcadas por eleições fraudulentas e pela violência contra aqueles que denunciavam a manipulação do voto.

Os opositores passaram a questionar o regime. Se apontavam corretamente as falácias do sistema eleitoral, indicavam como meio de superação, como disse um deles, desses “governichos criminosos”, a violência, a tomada pelas armas do Estado. E mais: que qualquer reforma só poderia ter êxito através de um governo ultracentralizador, instrumento indispensável para combater os poderosos, os senhores do baraço e do cutelo, como escreveu Euclides da Cunha. Assim, o ideal mudancista tinha no seu interior um desprezo pela democracia. Acentuava a defesa de um novo regime para atender as demandas da maioria, mas com características autoritárias. Alguns até imaginavam que o autoritarismo seria um estágio indispensável para chegar à democracia.

A Revolução de 30 construiu o moderno Estado brasileiro. Enfrentou vários desafios e deu um passo adiante no reformismo nacional. Porém, aprofundou as contradições. Se, de um lado, foram adotados o voto secreto, a Justiça Eleitoral, o voto feminino, conquistas importantes, manteve uma visão de mundo autoritária, como ficou patente desde 1935, com a repressão à rebelião comunista de novembro, e mais ainda após a implantação da ditadura do Estado Novo, dois anos depois.

A vitória dos aliados na Segunda Guerra Mundial deu alguma esperança de, pela primeira vez, caminharmos para o nascimento de uma ordem democrática. A Constituição de 1946 sinalizou este momento. O crescimento econômico, a urbanização, o fabuloso deslocamento populacional do Nordeste para o Sul-Sudeste, a explosão cultural-artística — que vinha desde os anos 1930 — foram fatores importantes para o aprofundamento das ideias liberal-democráticas, mesmo com a permanência do autoritarismo sob novas vestes, como no ideário comunista, tão influente naquele período. O ano de 1964 foi o ponto culminante deste processo. A democracia foi golpeada à direita e à esquerda. Para uns era o instrumento da subversão, para outros um biombo utilizado pela burguesia para manter sua dominação de classe.

Paradoxalmente foi durante o regime militar — especialmente no período ditatorial, entre os anos 1968-1978 — que os valores democráticos ganharam enorme importância. A resistência ao arbítrio foi edificando um conjunto de valores essenciais para termos uma cultura política democrática. E foram estes que conduziram ao fim do regime e à eleição de Tancredo Neves, em janeiro de 1985.

Anônimo disse...

Nos últimos trinta anos, apesar das sucessivas eleições, a cultura democrática pouco avançou. O processo eleitoral de outubro de 2018 reforçou este quadro de hostilidade à política. A renovação nominal não melhorou a representação política. E, como em um movimento circular, as ideias autoritárias estão de volta. Vai se formando mais uma geração de desiludidos com a República.

Porém, diferentemente dos anos posteriores à Proclamação da República ou dos anos 1910-1930, o autoritarismo perdeu a aura do reformismo. Não se fala mais em Estado forte como caminho à democracia ou de enfrentamento do poder coronelístico; ou, ainda, como agente motor do crescimento econômico e da soberania nacional. Foi substituído pelo culto do mercado e do privatismo. Até o Exército se converteu ao novo credo, isto quando se notabilizou durante o século XX pela defesa enfática do nacionalismo e da expansão das atividades das empresas estatais – basta recordar o período do regime militar (1964-1985).

Este autoritarismo do século XXI se notabiliza pela negação da modernidade e pela aceitação do Brasil como um apêndice dos Estados Unidos. O nacionalismo desapareceu da pauta política. O desejo de submissão é patente. Basta recordar a patética visita de Jair Bolsonaro à Casa Branca, a subserviência frente a Donald Trump e a designação de Eduardo Bolsonaro para a embaixada de Washington com a missão de se colocar à serviço dos interesses imperialistas, especialmente da entrega do subsolo nacional às empresas americanas, como manifestado recentemente pelo ocupante do Palácio do Planalto. Nestas horas fico imaginando o que pensariam os tenentistas, Oliveira Vianna, e Alberto Torres.

Antonio Garcia disse...

Magno Malta, o Político do Rio que assessorava ele, o Frota, o loxa,
etc. Tocou bola nas costas de todos. Político inteligente aglutina aliados, negocia, e se fortalece. Bozo tagiversa e se "acadela" pro toffi e pro nhonho... Vai se isolar cada vez mais, ou toma um "impiche", a partir de janeiro de 2021, ou VAI PERDER DE BALAIO PRA CREISE.... Na urna...

Anônimo disse...

Assisti com atenção todo o vídeo. Mesmo com a aparência de estar muito cansado, nosso Presidente Bolsonaro esbanjou empatia e simpatia.
Cada vez mais me convenço do quanto foi válido o meu voto nesse PATRIOTA.

Anônimo disse...

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PARECE QUE OS MAVS ESTÃO USANDO O ESPAÇO PARA COLAREM TROLLAGENS DO PARTIDO-QUADRILHA!!



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Anônimo disse...

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PARECE QUE OS MAVS ESTÃO USANDO O ESPAÇO PARA COLAREM TROLLAGENS DO PARTIDO-QUADRILHA!!



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Anônimo disse...

E o BABACA do "Lula está preso, BABACA", segue copiando e colando o BESTEIROL.
Duvido que ele (ou seria ela?) leu mais fo que a primeira linha das asneiras que enviou. #AbusoDeAutoridadeNao

Anônimo disse...

De onde estão vindo tantas propinas para provocar esta enxurrada de comentários copia e cola??
Acho que abriram as porteiras do cavernão Lula Ali Babá e está jorrando OURO, OURO!!!
Petralhas, é OURO, OURO!!!! Te segura, Polibio, pois vais receber até proposta irrecusável de petralha para comprar teu blog de porteira fechada,ou seja, com tudo, fora o dono.
Ou então a petralhada está farejando forte cheiro de cadeia geral que vem por aí!

Anônimo disse...

O Bolso está fazendo um monte de coisa errada, e não gosta de ser criticado ou contrariado.
Ora, é como os reitores, que até agora não trocou nenhum, e o os que estão lá, estão boicotando as instituições e jogando os alunos contra o governo.
Já liberou Biliões em emendas parlamentares, e vai liberar muito mais.
Depois vem com papinho de crise, querendo tirar direitos do povo e aumentar imposto.

Anônimo disse...

Blog mais bolsonarista do que este é (quase) impossível. Editor é capacho total do Bozo e nem fica "ruborizado" por isso!!!!

Massaranduba disse...

Adorei o vídeo. Bolsonaro se mostrou bem humorado e descontraído.
Enquanto isso ... tem viúva do LuLLadrão se borrando todo.

Anônimo disse...

MARISA LETÍCIA NÃO MORREU. Ela está morando na Itália e gastando fortunas que o CACHACEIRO roubou do povo brasileiro

Anônimo disse...

Mamadeira de piroca para ambos!!! Kkkkk

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