Artigo, Eduardo Gabardo, Zero Hora - Filas e prateleiras vazias: um mergulho na crise da Venezuela

Em três supermercados tentei comprar itens básicos, como água, e em nenhum deles consegui.

A foto é do próprio Gabardo.

A grave crise que a Venezuela ganhou o mundo com as reportagens que temos a oportunidade de acompanhar. Mas ver de perto o que está acontecendo é algo marcante. Durante esta segunda-feira tive a oportunidade de circular pela região central de Maturín, cidade de 400 mil habitantes e capital do estado de Monagas. A situação é dramática e pode ser resumida em algumas palavras: filas, falta de alimentos, prateleiras vazias e insatisfação das pessoas. Ao lado de Fernando, que trabalha pintando quadros e que pediu para não ter o seu nome completo divulgado, passei por diversos locais, como supermercados, farmácias e bancos. Em todos a situação é parecida. Filas grandes e falta de produtos.

Em três supermercados tentei comprar itens básicos, como água, e em nenhum deles consegui. Esse é apenas um detalhe para ilustrar a situação, porque o que os venezuelanos vivem aqui é um drama. Todas as pessoas consultadas nos supermercados se recusaram a dar entrevistas por medo de represálias. 

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