Moro quebra o sigilo de Palocci pelo prazo de 13 anos

A libertação de quatro réus da Lava Jato pelo STF animou Palocci.

Em evidente ataque ao recuo do ex-ministro Antonio Palocci, que congelou sua decisão de fazer delação premiada, o juiz federal Sérgio Moro determinou ampliação da quebra do sigilo telefônico do ex-ministro Antonio Palocci por um período de quase 13 anos. Inicialmente, Moro havia autorizado a quebra do sigilo no período entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2010. Com a mudança, porém, o período em análise engloba a data de 1º de janeiro de 2005 até o dia 5 de abril deste ano.

Com a decisão, Moro ampliou a investigação para o período em que Palocci ocupou os cargos de ministro da Fazenda no primeiro governo Lula e da Casa Civil, no governo da presidente expurgada Dilma Rousseff.

Os advogados de Palocci protocolaram pedido no STF para que o habeas do ministro, negado ontem por Fachin, seja julgado em definitivo pela 2a, Turma, que vem libertando todos os presos da Lava Jato, mas o caso irá mesmo para o plenário.