Londres, via Whats App - Moro e JEC sumiram diante de surpreendentes defesas da reforma da previdência

Enquanto a plateia de cerca de 150 pessoas aguardou ao longo do dia o "grande duelo" que não aconteceu entre o ex-ministro de Dilma e umdos seus ex-Três Porquinhos, José Eduardo Cardozo, e Sergio Moro, uma série de dados extremamente críticos em relação ao país foram apresentados em diferentes palestras do Brazil Forum, neste sábado, em Londres.

Coube ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso abrir os trabalhos.

Ele comentou que o Brasil, sozinho, é responsável por 98% dos processos trabalhistas em todo o planeta —o país tem 3% da população mundial. O magistrado citou o caso do Citibank, que desistiu de operar no Brasil quando detectou que obtinha no país 1% de suas receitas, mas sofria 93% das ações trabalhistas. Depois comentou que 4% do PIB brasileiro é gasto com o custo do funcionalismo público, com o que procurou indicar o alto custo do Estado. 

JoséRoberto Barroso defendeu as reformas da Previdência, trabalhista, política e eleitoral. Ao falar da Previdência, disse que a soma dos sistemas público e privado custa o correspondente a 54% do Orçamento brasileiro, mais do que o dobro do que é gasto com educação, saúde e benefícios sociais.

Barroso classificou a Previdência como responsável por uma perversa transferência de renda.

"Os 32 milhões de aposentados da iniciativa privada custam o mesmo que 1 milhão de aposentados do poder público."

Ao dividir dessa forma desigual, meio a meio, toda a arrecadação da Previdência, o resultado é que a maioria pobre dá dinheiro à minoria mais endinheirada.

"Quando vejo um pobre ser contra a reforma da Previdência, tenho pena. Ele está sendo enganado."

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