Fachin derruba sigilo sobre operador de propinas da Odebrecht, que confirma repasses à marqueteira de Dilma

O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, retirou a sigilo da delação do ex-executivo da Odebrecht Fernando Migliaccio. O acordo foi assinado há pouco mais de um ano, quando Migliaccio estava na Suíça, onde foi preso. A delação de Migliaccio reafirma o que tem dito os demais executivos da Odebrecht e também o casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura sobre o fato de a ex-presidente Dilma Rousseff ter conhecimento de pagamento de propina por meio da empreiteira.

De acordo com ele, Dilma foi informada de pagamentos de propina fora do país. 

“Ao receber a informação sobre os depósitos realizados na conta de Mônica Moura no exterior, Mônica Moura afirmou: ‘Então vou avisar a presidente, pois agora tem como chegar na gente’”, disse Migliaccio, que também afirmou que, semanas depois, a publicitária o informou que “havia avisado ‘a moça’ (referindo-se à ex-residente) sobre os pagamentos realizados no exterior pela Odebrecht”.
Recomendação de Marcelo Odebrecht

O executivo era considerado o operador das empresas offshores da Odebrecht – entidades sem funcionários ou estrutura física, sediadas em paraísos fiscais, que a empresa usava para movimentar valores destinados ao pagamento de propina.