Governo Sartori já demitiu diretores e pessoal envolvidos no Escândalo Badesul

Como desdobramento da sindicância, José Alberto Barrios demitiu-se da presidência do Conselho Fiscal, dia 16 de março. No dia seguinte, caiu o vice-presidente do banco, Pery Sperotto. Os demais responsabilizados (Direção e Conselho de Administração) também já estão todos fora. Os empregados celetistas são objeto de processo administrativo interno.

A sindicância concluída pela PGE responsabilizou 23 por calotes de R$ 157 milhões ao Badesul, a maioria por improbidade administrativa, pelas falhas nos contratos de financiamento com as empresas Iesa Óleo e Gás, Wind Power Energy e D'Itália Móveis. Entre os apontados, estão Marcelo Lopes, ex-presidente do banco, e Lindamir Verbiski, ex-diretora de Operações. Ambos foram indicados como responsáveis nos três financiamentos que geraram prejuízo ao Badesul, banco gaúcho de fomento controlado pelo governo estadual e irrigado por recursos públicos. Durante o governo Tarso Genro, a estratégia do banco era apostar em política agressiva de concessão de financiamentos como forma de aquecer a economia.

O que ficou evidente foi a desestruturação do setor jurídico do Badesul. Tudo ficou sob controle da área de Operações, inclusive a análise de risco. Os projetos eram pré-aprovados antes mesmo da análise de risco, que era pró-forma. No caso da Iesa, ela foi extremamente superficial — explicou Adriana.

De acordo com a sindicância, a gestão de Marcelo Lopes modificou normas internas para concentrar mais poder no setor de Operações. Uma regra do banco também foi alterada para permitir a redução das garantias bancárias.