Serviço público puxa desigualdade na Previdência

 Nesta extensa reportagem de Ligia Guimarães, o jornal Valor explica que ao excluir servidores estaduais e militares da reforma da Previdência, o governo agrava um antigo problema: os privilégios da elite dos servidores públicos, que se aposentam ganhando em média cinco vezes mais que os trabalhadores do setor privado, e tornam a distribuição de renda ainda mais desigual na sociedade.

O que puxa a concentração para cima é a previdência dos militares e funcionários civis, em boa parte porque para essas pessoas não há teto previdenciário. Enquanto o limite para as aposentadorias da iniciativa privada é de R$ 5.531, os aposentados de carreiras como o Ministério Público, Judiciário e Legislativo, recebem, em média R$ 18 mil, R$ 26,3 mil e R$ 28,5 mil, respectivamente - no caso dos dois últimos, o benefício os coloca entre os 0,1% mais ricos da população.

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