OAB pediu para STF não investigar advogado Eduardo Ferrão no âmbito da Lava Jato

O relator da Lava Jato no STF, Luiz Edson Fachin resolveu adiar a decisão de medida que Teori Zavascki havia autorizado em fevereiro, a pedido da PGR: que fosse apurado no STF todos os registros de acesso do advogado Eduardo Antônio Lucho Ferrão às dependências da Corte, em Brasília. Eduardo Ferrão, gaúcho de nascimento e formação,  é advogado da OAS e tem banca com a qual colabora há muito tempo o ex-ministro Nelson Jobim

Segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Ferrão foi o interlocutor incumbido por Sarney e Renan de tentar influenciar o ministro Teori Zavascki, então relator da Lava Jato no STF, a limitar o alcance da operação.

Em uma das conversas gravadas por Sérgio Machado, o assunto é como ter acesso a Teori Zavascki. José Sarney e Renan Calheiros lembram do advogado Eduardo Ferrão. "O Ferrão é muito amigo do Teori", diz Sarney. Ferrão defendeu Renan no caso Mônica Veloso.

A indefinição ocorre devido a um pedido feito pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que Fachin reconsidere a providência. A entidade argumentou que a diligência solicitada pela PGR viola as prerrogativas constitucionais da advocacia. Para a OAB, é irrelevante para a investigação quantas visitas ou audiências foram feitas pelo advogado no STF. “Se o fez, e quantas vezes o fez, estava no desempenho de seu exercício profissional, cuja lei de regência assegura seu livre ingresso e permanência em qualquer órgão publico”, diz o texto da entidade. Sobre esse ponto, Fachin escreveu em seu despacho que ainda irá se manifestar.