Análise, William Waac, Brazil Journal - Como enfrentar a narrativa populista atual no Brasil

Ainda veremos chegar este dia ?

As pessoas hoje me conhecem mais como apresentador de telejornal e de um programa semanal de debates, mas minha carreira como jornalista foi sobretudo a de repórter. Meu coração bate repórter; apenas estou apresentador. Isto é para dizer que não consigo, ao analisar a realidade em que vivemos, fugir à grande lição que aprendi como repórter: fatos não são fatos. Fatos são o que as pessoas fazem do que julgam enxergar e viver.

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O fenômeno do discurso populista atual obedece às mesmas linhas gerais de sempre: contar mentiras que possuem alguma verossimilhança com a “verdade”, repeti-las à exaustão, apelar ao medo e prometer soluções rápidas e fáceis.

Quem acabou descrevendo de forma muito contundente o que acontece na era da revolução da informação (nas “redes sociais”) foi Umberto Eco, ao dizer que se tratava em boa medida do “empoderamento de imbecis”. 

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Aquilo que nós, jornalistas profissionais com opiniões – mas desvinculados de orientações partidárias e afiliações a grupos de interesse – consideramos “fatos essenciais” que deveriam em mínima medida ser levados em consideração por agentes políticos, econômicos e eleitores, não são levados em conta sequer por boa parte do público.

Ao contrário: frequentemente, a tentativa de contra-atacar uma óbvia mentira (a de que Lula e Dilma não foram em larga escala responsáveis diretos pelo descalabro econômico, político e moral no qual nos encontramos, por exemplo) através de um bombardeio de fatos provoca em muitos casos a reação contrária. Em outras palavras, contrapor um mito à realidade dos fatos reforça o mito.

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Mas como, então, enfrentar a narrativa populista na era da pós-verdade?

Tentando vencer a guerra cultural na qual estamos. Usando os fatos para descrever o mundo.

O antídoto contra esse tempo perigoso e imprevisível é agir com a própria consciência.

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4 comentários:

Anônimo disse...

DESCORDO PARA ENFRENTAR CRIMINOSOS E
BANDIDOS NADA MELHOR DO QUE UMA JUSTIÇA RÁPIDA E EFICIENTE. LULA NÃO É MITO APENAS UM VAGABUNDO E CRIMINOSO FAMOSO COMO FOI LAMPIÃO E TERMINOU COM A CABEÇA NUM MUSEU.

Anônimo disse...

"Fatos não são fatos" - o Rei do Subjetivismo. E pra completar a pérola de que "Lula e Dilma não foram (...) responsáveis diretos pelo descalabro (...)" (petismo hard detectado).
A imprensa tradicional tá morrendo de medo da internet e vai apoiar algum tipo de censura contra a grande rede. Aí vai ser cômico mesmo: jornalistas defendendo censura de notícias incômodas.

Anônimo disse...


"...JORNALISTAS DESVINCULADOS DE ORIENTAÇÕES PARTIDÁRIAS E AFILIAÇÕES A GRUPOS DE INTERESSE..."??????????

"Aquilo que nós, jornalistas profissionais com opiniões – mas desvinculados de orientações partidárias e afiliações a grupos de interesse –" - quer dizer que temos uma mídia imparcial e com jornalistas imparciais? De que país o Wiliam Waack está falando? Aliás ele trabalha em que grupo jornalístico mesmo?

Anônimo disse...

Sr. William Waac - estamos agindo com a nossa própria consciência, e queremos ser respeitados pelo sr. e por todos os outros jornalistas que nem sempre admitem que seus leitores têm tanta consciência e conhecimento quanto os jornalistas e supostos intelectuais.

Tenha mais respeito com a chamada "opinião pública". O tempo dos sabichões da imprensa acabou...