sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

PSOL e PT representam contra Temer na PGR, por conta da indicação de Moraes ao STF

A bancada do PSOL na Câmara e dois deputados do PT protocolaram nesta quinta-feira uma representação na PGR contra o presidente Michel Temer por ter indicado o nome de Alexandre de Moraes para ministro do STF.

Os deputados pedem que a Procuradoria "apure eventuais irregularidades cometidas" pelo presidente ao realizar a indicação. A alegação é de que houve "desvio de finalidade" na indicação, já que Moraes é um homem de "absoluta confiança" de Temer, que foi seu ministro da Justiça e era até esta semana filiado ao PSDB.

O editor estranha não ter havido representação idêntica quando Lula indicou o advogado do PT, Dias Toffoli, para o mesmo STF.

13 comentários:

Anônimo disse...

Concordo com o Editor. O objetivo do PT e do PSOL é emparedar o Governo Temer. No passado recente, o PT indicou para o STF advogado sem especialização, sem experiência , e ninguém protestou .!!!

Nelson disse...

Cada vez mais resta mais claro que este é o melhor homem par o STF no momento.

Tucano do Sul disse...

Temer tem problemas com as indicações de Moraes e Moreira.

Anônimo disse...

Psol é apenas um guri de recado dos petralhas.

Anônimo disse...

Qdo o corruPTo do 9dedos e a Janette, indicaram gente deles, não houve gritaria de nenhum petralha. O tal do toffoli, nem juiz é, um simples advogado. Mas, que praga essa gente do PT. Esse Moraes é um cara preparado, inclusive é professor de direito constitucional da USP.

Anônimo disse...

Com Temer no poder, o "Estadão" se volta contra a Lava Jato, por José Antonio Lima:

10/02/2017 - Jornal GGN

Os editoriais do jornal abandonam a campanha "anticorrupção" e voltam sua mira aos investigadores

Não é segredo que os integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato, assim como o juiz Sergio Moro, responsável por julgar as ações em primeira instância, contam com o apoio da imprensa para avançarem o combate a corrupção. (...)

Neste contexto, editoriais recentes do jornal O Estado de S.Paulo, aqueles que exprimem as opiniões dos donos do jornal, devem causar certa estranheza aos procuradores e ao magistrado. Após apoiar com afinco as investigações que ajudaram a viabilizar a derrubada de Dilma Rousseff, o Estadão se voltou contra a Lava Jato.

Ataques a Dallagnol
Na segunda-feira 7, o jornal escolheu como alvo Deltan Dallagnol, o coordenador da força-tarefa. "Tem gente com poder sobre a operação que, sob o argumento de punir todo e qualquer ato de corrupção, deseja inverter a mais elementar lógica jurídica, pondo em risco o trabalho de toda a operação e, assim fazendo, consagrar no Brasil o direito autoritário, próprio das tiranias", afirma o Estadão.

Na sequência, o jornal diz que Dallagnol procura uma "relativização do direito de defesa" e o critica por defender que "a existência de processo penal contra uma pessoa seria elemento suficiente para alterar o juízo sobre sua inocência" e que a "existência de prova 'para além de uma dúvida razoável' seria suficiente para condenar o réu".

Nesta quarta-feira 9, o Estadão voltou à carga contra Dallagnol. Em novo editorial, denunciou "manifestações a favor de um Direito autoritário, próprio das tiranias", bancadas pelos procuradores e atacou a OAB e o próprio MPF por não censurarem o procurador, defensor de "abusos", segundo o jornal. (...)

As "Dez Medidas" são boas ou ruins?
No editorial desta quarta-feira 9, o segundo contra Deltan Dallagnol em três dias, o Estadão aproveitou para criticar as "Dez Medidas Contra a Corrupção", idealizadas pela força-tarefa da Lava Jato, bancadas pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e defendidas por Dallagnol em uma grande campanha pelo País.

Para o Estadão, as medidas contêm em seu bojo "explícitos abusos", "como a aceitação de provas obtidas ilicitamente, restrições ao habeas corpus e o fim, na prática, do prazo de prescrição".

Em julho passado, o jornal pensava diferente. No dia 21 daquele mês, o Estadão publicou o editorial Antes tarde do que nunca para celebrar o avanço das Dez Medidas na Câmara. (...)

O que motivou a mudança?
A chave para entender a mudança de posição do Estadão não está na atuação de Moro e da força-tarefa, que persistem iguais desde o início da Lava Jato, ou em uma repentina conscientização dos donos do jornal a respeito de como a sociedade brasileira deve avançar. Está no funcionamento de uma redação no Brasil.

Assim como todas as redações nacionais, o Estadão tem em seus quadros uma série de jornalistas competentes e gabaritados. A liberdade de atuação de editores e repórteres varia, no entanto, conforme a "maré". O ímpeto jornalístico da redação é libertado quando os alvos das reportagens são de interesse dos donos da publicação, mas contido quando não interessa a eles. (...)

Confirmado o impeachment, a maré virou. A ênfase sai do combate à corrupção e passa para uma alegada proteção de direitos fundamentais. O objetivo único da mudança do Estadão parece ser, entretanto, proteger seus interesses, contemplados por Michel Temer (PMDB), e, por consequência, o próprio governo. Nos últimos dias, o Planalto tem armado uma arapuca para a Lava Jato. Será que os donos jornal embarcaram na expedição?

Anônimo disse...

Novo normal: enquanto o ES afundava no caos, Moraes caitituava votos para o STF em “love boat”. Por Kiko Nogueira:

10 Feb 2017 - DCM

O novo normal do Brasil pós-golpe é de encher os olhos.

No mesmo dia em que o Espírito Santo chegava à marca de 100 mortos no caos instalado, o ministro da Justiça licenciado Alexandre de Moraes recebia uma “sabatina informal” de senadores num barco peculiar em Brasília.

Foi na noite de terça, dia 7. De acordo com o Estadão, oito parlamentares participaram do encontro.

Moraes foi questionado, entre outras coisas, sobre seu envolvimento com o PCC, legalização das drogas e prisão em segunda instância.

Estavam no jantar os senadores Benedito de Lira (PP-AL), Cidinho Santos (PR-MT), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Ivo Cassol (PP-RO), José Medeiros (PSD-MT), Sérgio Petecão (PSD-AC) e Zezé Perrella (PMDB-MG).

A chalana Champagne é a casa flutuante de Wilder Morais, do PP de Goiás. Ele e Lira são membros titulares da Comissão de Constituição e Justiça e outros dois, Petecão e Cassol, são suplentes.

Segundo a reportagem, a conversa se estendeu madrugada adentro. A certa altura, Moraes foi perguntado sobre o time para o qual torce.

Depois de responder que era o Corinthians, lhe disseram que ele não poderia ir par ao Supremo “porque não tinha uma das características básicas par se tornar ministro, que é a de ter conduta ilibada”. Divertidíssimo.

O barco de Wilder ((foto Andreza Mais / Estadão)
O barco de Wilder (foto Andreza Mais / Estadão)


Moraes avisou à imprensa que visitará todos os 81 senadores. Anda com o aparato do estado para fazer isso. Um assessor especial de Michel Temer, o ex-deputado Sandro Mabel, o acompanha.

No ano passado, Mabel articulou votos para tentar salvar Cunha da cassação, trabalhou pela candidatura de Rodrigo Maia para a Câmara e compareceu às votações decisivas do impeachment de Dilma.

Aparece numa delação premiada como responsável por inserir uma medida provisória para atender um empresário ligado à indústria farmacêutica.

“No mundinho do diz-que-diz de Brasília a fama das viagens vespertinas da chalana, quando singra as águas do Lago Paranoá com passageiros severamente selecionados e recomendados, dispensa o afrancesado ‘Champagne’ e abraça o pragmático anglicismo do apelido ‘Love Boat’. Sim: ali o amor está sempre a bordo”, escreve Luís Costa Pinto no Poder 360.

Wilder é ex-marido de Andressa Mendonça, que o trocou pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira. Foi Cachoeira quem o indicou para a vaga aberta com a cassação de Demóstenes Torres. A folha corrida dele é vasta.

Na pasta que ocupou, Moraes tem como pináculo de sua gestão a prisão de dez pobres coitados acusados de planejar ato terrorista na Olimpíada. Um deles morreu na cadeia.

No auge da crise dos presídios, cravou que a situação estava sob controle. Detentos ainda se degolaram por vários dias.

O Espírito Santo tem toque de recolher por WhatsApp e cadáveres apodrecendo nas ruas. As negociações com PMs emperraram. O Rio de Janeiro está em pânico porque a situação pode se repetir por lá. A greve dos policiais fluminenses bate à porta.

O Brasil não tem ministro da Justiça. Aquele que está sob licença não vê qualquer problema, moral ou ético, em navegar num lago brasiliense com as melhores companhias, ao mesmo tempo em que capixabas não saem de casa. Ninguém lhe pergunta nada.

É o novo normal. A má notícia — e a boa — é que não tem como acabar bem.

Anônimo disse...

Ruim para o PT bom para o Brasil.

Anônimo disse...

As opiniões acima só confirmam que a maioria dos leitores deste blog não possui censo algum de ética ou justiça. Claro que Dias Tófolli não deveria ter sido indicado para o STF. Não possui gabarito algum para isto. Alexandre de Moraes além de não ser egresso da magistratura, era filiado a um partido político e intrinsecamente ligado ao executivo. Sera totalmente dependente deste último como nunca se viu anteriormente. O seu histórico de advogado do PCC, secretario de governo de SP, professor da USP, etc podem ser condão em outras áreas do direito, jamais para Ministro do Supremo. Este cargo, alem de conhecimento jurídico exige independência e vivência na magistratura. Mas como a maioria dos leitores do blog não almejam um Poder Judiciário mais sério e sim tão somente combater o PT, não se preocuparão com isto.

Anônimo disse...

PSOL E PT, OU SEJA MERDA E ESTERCO JUNTOS FAZENDO FEDOR... MORTE AOS PORCOS COMUNISTAS

Mr. Lincoln disse...

LULA é o grande nome para 2018, o capeta está afiando os cascos e fazendo a ponta dos chifres. O Bolsonaro maluquinho e o boboca do Caiado não são páreo; aliás, ninguém é. Tecnicamente é isso aí. Lula, como Fidel Castro, é um grande ator/orador. Como Benito Mussolini, Hitler etc. Acho que estamos ferrados!

Anônimo disse...

Se o PT, PSOL, PCdoB estão reclamando é porque o Moraes é bom para o Brasil e para o STF. Força Moraes!

Mordaz disse...

Já se vai o tempo que até Dona Marisa indicava para o STF um amigo da família.