Marcelo Odebrecht será ouvido nesta quarta em ação do TSE contra chapa Dilma-Teme

O depoimento deve ser realizado na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde o empresário está preso em função das investigações. Ele poderá esclarecer o caso da denúncia do seu diretor, Claudio Melo Filho, que disse que a Odebrecht entregou R$ 10 milhões para o PMDB, sendo R$ 6 milhões para a campanha de Paulo Skaff e R$ 4 milhões para o Partido, via Padilha. José Yunesw (leia a seguir) disse que este dinheiro foi parar no seu escritório, como ponto de passagem pedido pelo ministro de Temer.

Em dezembro de 2014, as contas da campanha da então presidente Dilma Rousseff e de seu vice e companheiro de chapa, Michel Temer, foram aprovadas com ressalvas, por unanimidade, no TSE. No entanto, o processo foi reaberto porque o PSDB questionou a aprovação, por entender que há irregularidades nas prestações de contas apresentadas por Dilma. Segundo entendimento do TSE, a prestação contábil do presidente e do vice é julgada em conjunto.

A campanha de Dilma Rousseff nega qualquer irregularidade e sustenta que todo o processo de contratação das empresas e de distribuição dos produtos foi documentado e monitorado. No início do mês, a defesa do presidente Michel Temer sustentou no TSE que a campanha eleitoral do PMDB não tem relação com os pagamentos suspeitos.