Campanha de Dilma usou motorista como "laranja" de gráfica "fria"

Em seu segundo depoimento na Ação de Investigação Judicial Eleitoral que o Tribunal Superior Eleitoral apura se a chapa Dilma/Temer cometeu abuso de poder econômico para se reeleger, Jonathan Gomes Bastos, o motorista da Focal – gráfica que prestou serviço à campanha -, reiterou ontem que teve seu nome usado como ‘laranja’ por três empresas. “Usaram meu nome em três empresas citadas na Lava Jato, a Focal Point, CRLS e Notícia Comunicação. Fui laranja, né?”, disse ele ao sair do prédio do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, onde prestou depoimento por videoconferência.

Jonathan Bastos disse que emprestou seus documentos para Carlos Cortegoso, apontado como proprietário da Focal, mas não sabia para qual finalidade eles iriam ser usados. Segundo ele, outras pessoas foram usadas como ‘laranja’ na Focal.

Segundo ele, o ministro Herman Benjamim, relator do processo no Tribunal Superior Eleitoral, quis saber se a Focal, que recebeu R$24 milhões da campanha, efetivamente prestou serviços. 

O último a depor foi Carlos Cortegoso, apontado como proprietário do grupo Focal.