sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Artigo, Fernando Gabeira, Estadão - No fio da navalha

O Espírito Santo já teve mais presença na mídia nacional. No passado havia correspondentes como Rogério Medeiros, do Jornal do Brasil, que fez inúmeras reportagens sobre a histórica devastação da Mata Atlântica no Espírito Santo.

No fim de semana as notícias sobre a greve da Polícia Militar (PM) me inquietaram. 

Mas a onda de violência tornou-se algo mais assustador do que a febre amarela. Assassinatos, saques, assaltos, tiroteio, tudo isso nos relembra de como é tênue o limite para a barbárie, como é delicado o equilíbrio em que nos movemos no Brasil, inclusive com nosso mundo político vivendo em outro planeta.

A greve da Polícia Militar (PM) capixaba não foi a primeira. Uso a palavra greve porque a encenação das famílias na porta dos quartéis era apenas para construir uma realidade alternativa, como está em moda atualmente. 

Todo policial militar, mesmo que não conheça a Constituição no seu todo, é ensinado, ao ser admitido, sobre o que ela proíbe que ele faça. O caos que o movimento dos policiais provocou no Espírito Santo é tão grave que, em circunstâncias menos dramáticas que aquelas em que vivemos, valeria considerá-los desertores e construir uma nova Polícia Militar.
Um dos efeitos negativos é a propagação. 

Num cenário tão confuso, em todas as áreas, em que as PMs estão prestes a cruzar os braços, uma saída para a sociedade é a autodefesa. 

CLIQUE AQUI para ler todo o artigo. O editor copidescou o texto acima, para abreviar a leitura.

8 comentários:

Anônimo disse...

LIBERAR O PORTE E A POSSE DE ARMAS CURTAS E LONGAS E NAS PROPRIEDADES RURAIS PERMISSÃO DE USO DE FUZIL.
AI É SÓ OS COMUNAS MST TENTAR A SORTE.

Unknown disse...

Cara... tá todo mundo cansado de saber que o povo brasileiro já decidiu isto em plebiscito!!!
Somos contra o desarmamento e favoráveis a que cada um tenha o direito a se defender, principalmente quando o Estado se omite(nas três esferas de governo)!!!

Anônimo disse...

Fernando Gabeira defendendo a autodefesa da sociedade. Muito correto.O porte de arma para autodefesa é um direito do cidadão , tirar esse direito do cidadão é um crime.!!!

Anônimo disse...

Com Temer no poder, o "Estadão" se volta contra a Lava Jato, por José Antonio Lima:

10/02/2017 - Jornal GGN

Os editoriais do jornal abandonam a campanha "anticorrupção" e voltam sua mira aos investigadores

Não é segredo que os integrantes da força-tarefa da Operação Lava Jato, assim como o juiz Sergio Moro, responsável por julgar as ações em primeira instância, contam com o apoio da imprensa para avançarem o combate a corrupção. (...)

Neste contexto, editoriais recentes do jornal O Estado de S.Paulo, aqueles que exprimem as opiniões dos donos do jornal, devem causar certa estranheza aos procuradores e ao magistrado. Após apoiar com afinco as investigações que ajudaram a viabilizar a derrubada de Dilma Rousseff, o Estadão se voltou contra a Lava Jato.

Ataques a Dallagnol
Na segunda-feira 7, o jornal escolheu como alvo Deltan Dallagnol, o coordenador da força-tarefa. "Tem gente com poder sobre a operação que, sob o argumento de punir todo e qualquer ato de corrupção, deseja inverter a mais elementar lógica jurídica, pondo em risco o trabalho de toda a operação e, assim fazendo, consagrar no Brasil o direito autoritário, próprio das tiranias", afirma o Estadão.

Na sequência, o jornal diz que Dallagnol procura uma "relativização do direito de defesa" e o critica por defender que "a existência de processo penal contra uma pessoa seria elemento suficiente para alterar o juízo sobre sua inocência" e que a "existência de prova 'para além de uma dúvida razoável' seria suficiente para condenar o réu".

Nesta quarta-feira 9, o Estadão voltou à carga contra Dallagnol. Em novo editorial, denunciou "manifestações a favor de um Direito autoritário, próprio das tiranias", bancadas pelos procuradores e atacou a OAB e o próprio MPF por não censurarem o procurador, defensor de "abusos", segundo o jornal. (...)

As "Dez Medidas" são boas ou ruins?
No editorial desta quarta-feira 9, o segundo contra Deltan Dallagnol em três dias, o Estadão aproveitou para criticar as "Dez Medidas Contra a Corrupção", idealizadas pela força-tarefa da Lava Jato, bancadas pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e defendidas por Dallagnol em uma grande campanha pelo País.

Para o Estadão, as medidas contêm em seu bojo "explícitos abusos", "como a aceitação de provas obtidas ilicitamente, restrições ao habeas corpus e o fim, na prática, do prazo de prescrição".

Em julho passado, o jornal pensava diferente. No dia 21 daquele mês, o Estadão publicou o editorial Antes tarde do que nunca para celebrar o avanço das Dez Medidas na Câmara. (...)

O que motivou a mudança?
A chave para entender a mudança de posição do Estadão não está na atuação de Moro e da força-tarefa, que persistem iguais desde o início da Lava Jato, ou em uma repentina conscientização dos donos do jornal a respeito de como a sociedade brasileira deve avançar. Está no funcionamento de uma redação no Brasil.

Assim como todas as redações nacionais, o Estadão tem em seus quadros uma série de jornalistas competentes e gabaritados. A liberdade de atuação de editores e repórteres varia, no entanto, conforme a "maré". O ímpeto jornalístico da redação é libertado quando os alvos das reportagens são de interesse dos donos da publicação, mas contido quando não interessa a eles. (...)

Confirmado o impeachment, a maré virou. A ênfase sai do combate à corrupção e passa para uma alegada proteção de direitos fundamentais. O objetivo único da mudança do Estadão parece ser, entretanto, proteger seus interesses, contemplados por Michel Temer (PMDB), e, por consequência, o próprio governo. Nos últimos dias, o Planalto tem armado uma arapuca para a Lava Jato. Será que os donos jornal embarcaram na expedição?

Anônimo disse...

Novo normal: enquanto o ES afundava no caos, Moraes caitituava votos para o STF em “love boat”. Por Kiko Nogueira:

10 Feb 2017 - DCM

O novo normal do Brasil pós-golpe é de encher os olhos.

No mesmo dia em que o Espírito Santo chegava à marca de 100 mortos no caos instalado, o ministro da Justiça licenciado Alexandre de Moraes recebia uma “sabatina informal” de senadores num barco peculiar em Brasília.

Foi na noite de terça, dia 7. De acordo com o Estadão, oito parlamentares participaram do encontro.

Moraes foi questionado, entre outras coisas, sobre seu envolvimento com o PCC, legalização das drogas e prisão em segunda instância.

Estavam no jantar os senadores Benedito de Lira (PP-AL), Cidinho Santos (PR-MT), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Ivo Cassol (PP-RO), José Medeiros (PSD-MT), Sérgio Petecão (PSD-AC) e Zezé Perrella (PMDB-MG).

A chalana Champagne é a casa flutuante de Wilder Morais, do PP de Goiás. Ele e Lira são membros titulares da Comissão de Constituição e Justiça e outros dois, Petecão e Cassol, são suplentes.

Segundo a reportagem, a conversa se estendeu madrugada adentro. A certa altura, Moraes foi perguntado sobre o time para o qual torce.

Depois de responder que era o Corinthians, lhe disseram que ele não poderia ir par ao Supremo “porque não tinha uma das características básicas par se tornar ministro, que é a de ter conduta ilibada”. Divertidíssimo.

O barco de Wilder ((foto Andreza Mais / Estadão)
O barco de Wilder (foto Andreza Mais / Estadão)


Moraes avisou à imprensa que visitará todos os 81 senadores. Anda com o aparato do estado para fazer isso. Um assessor especial de Michel Temer, o ex-deputado Sandro Mabel, o acompanha.

No ano passado, Mabel articulou votos para tentar salvar Cunha da cassação, trabalhou pela candidatura de Rodrigo Maia para a Câmara e compareceu às votações decisivas do impeachment de Dilma.

Aparece numa delação premiada como responsável por inserir uma medida provisória para atender um empresário ligado à indústria farmacêutica.

“No mundinho do diz-que-diz de Brasília a fama das viagens vespertinas da chalana, quando singra as águas do Lago Paranoá com passageiros severamente selecionados e recomendados, dispensa o afrancesado ‘Champagne’ e abraça o pragmático anglicismo do apelido ‘Love Boat’. Sim: ali o amor está sempre a bordo”, escreve Luís Costa Pinto no Poder 360.

Wilder é ex-marido de Andressa Mendonça, que o trocou pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira. Foi Cachoeira quem o indicou para a vaga aberta com a cassação de Demóstenes Torres. A folha corrida dele é vasta.

Na pasta que ocupou, Moraes tem como pináculo de sua gestão a prisão de dez pobres coitados acusados de planejar ato terrorista na Olimpíada. Um deles morreu na cadeia.

No auge da crise dos presídios, cravou que a situação estava sob controle. Detentos ainda se degolaram por vários dias.

O Espírito Santo tem toque de recolher por WhatsApp e cadáveres apodrecendo nas ruas. As negociações com PMs emperraram. O Rio de Janeiro está em pânico porque a situação pode se repetir por lá. A greve dos policiais fluminenses bate à porta.

O Brasil não tem ministro da Justiça. Aquele que está sob licença não vê qualquer problema, moral ou ético, em navegar num lago brasiliense com as melhores companhias, ao mesmo tempo em que capixabas não saem de casa. Ninguém lhe pergunta nada.

É o novo normal. A má notícia — e a boa — é que não tem como acabar bem.

Anônimo disse...

O pessoal rouba e é culpa da PM? O povo ladão é o culpado. Quem é honesto não sai na rua para saquear as lojas. A culpa é da educação e do exemplo que vem de cima, onde os últimos presidentes da repúlbica estão envolvidos em esquemas do Petrolão.

Ariel Peres disse...

ESTOU QUASE DO LADO DAS PMS; EXPLICO: QUE MORAL TEM O "ESTADO BRASILEIRO" COBRAR TAMNHO SACRIFÍCIO DE SEUS POLICIARES CORRENDO ATRÁS DE BANDIDOS, DELIQUENTES E, ACASO MATEM ALGUM, LOGO APARECE OS TAIS DIREITOS HUMANOS!...isso é o cáus....o nosso estado brasileiros está falido! Quem poderia falar desses homens e logo ali, você mesmo cometer delitos, roubos etc........tá tudo na M

Anônimo disse...

Só revisando a constituição e tirando certas cláusulas pétreas, que são tão pútreas quanto seus autores e mentores. Pena de morte já, sem mimimi, prisão perpétua já, com direito a solitária indeterminada para os piores bandidos(assim os chefões não terão nunca nenhum celular e é fácil fiscalizar isto). Movimentos de direitos humanos que só defendem bandidos devem ser proscritos, assim também como os tais movimentos sociais que somente são braços de partidos-quadrilha esquerdistas. Rearmamento já dos cidadãos e nas propriedades rurais podem ter armas de longo alcance inclusive com miras laser e visores infravermelhos. Bandido nenhum ficará tranquilo e não haverá marias nem henriques que protejam legalmente estes trastes humanos. Isto é tão difícil? Qual o problema de ter um país minimamente decente???