Alegando estar pobre, Costa diz não ter como prestar depoimento presencial a Moro

O juiz Sérgio Moro aceitou, nesta quinta-feira, pedido da defesa do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa para que ele preste depoimento por meio de videoconferência por não ter condições financeiras para viajar do Rio de Janeiro a Curitiba, sede da Operação Lava Jato. Ele foi arrolado pelo Ministério Público Federal como testemunha de acusação do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB).

Para que sua delação premiada fosse aceita por Moro, Paulo Roberto Costa concordou em devolver R$ 79 milhões, valor que acumulou com as tantas propinas recebidas durante sua gestão na estatal.

Ontem, também, os procuradores da Força-Tarefa da Lava-Jato entraram com um pedido para que Moro peça a prisão e a suspensão dos benefícios de delação premiada do ex-diretor. A alegação dos procuradores é de que Costa mentiu em sua delação, o que por lei quebra o acordo firmado com a Justiça. O Ministério Público Federal chegou a tal conclusão ao comparar os depoimentos do ex-diretor com o de sua filha, Arianna, encontrando contradições e omissões sobre participação no caso.