Mesmo com ajuda, rombo de Rio, Minas e Rio Grande do Sul será de R$ 19,5 bilhões

O principal ativo do Rio Grande do Sul seria o banco estatal, o Banrisul, mas a avaliação é que também haverá resistência política. O secretário da Fazenda, Giovani Feltes, reafirmou ontem que este é um caso fora de cogitação.

O jornal Estadão de hoje informa que mesmo que a União costure um acordo emergencial para socorrer Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul --os três Estados em situação de calamidade financeira--, o alívio de R$ 12,9 bilhões com a eventual suspensão da cobrança de dívidas federais não será, sozinho, suficiente para solucionar a crise. Ainda restaria um déficit de R$ 19,5 bilhões para este ano, segundo dados dos próprios governos estaduais.

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É por isso que o governo federal continua trabalhando nos detalhes do acordo, sobretudo nas contrapartidas que serão impostas aos Estados, uma forma para tentar garantir de fato a resolução do problema no longo prazo. O programa de privatizações é visto como uma das alternativas para reduzir o tamanho da dívida dos Estados, mas os governos demonstram resistência em entregar seus ativos.

Uma das medidas que podem ajudar os Estados é a autorização para a captação de novos empréstimos, desde que seja para renegociar dívidas ou promover medidas de ajuste. Outra iniciativa relevante - tratada como condição essencial pelo governo federal - é a privatização de ativos estatais. Mas algumas dessas operações são vistas com resistência.