Artigo, Percival Puggina - STF, como em Cuba ou na Venezuela

 Há anos venho me manifestando - e sei que, nisso, falo por muitos - contra uma das piores consequências do instituto da reeleição presidencial, agravada pelas sucessivas eleições petistas para a presidência da República: refiro-me ao atual perfil do STF. Com oito anos de fabianismo no governo FHC, mais 13 anos de petismo, vale dizer, com quase um quarto de século de indicações pela centro-esquerda e esquerda, o STF assumiu um perfil político-filosófico desviado para o lado canhoto do arco ideológico. E divergente, portanto, da posição inversa, majoritária, no Congresso Nacional e na sociedade brasileira.

Reitero, aqui, opinião expressa em textos anteriores: o STF não precisa ser um espelho perfeito do perfil político-filosófico do Congresso, mas não pode - definitivamente não pode - viver em conflito com as posições da maioria da população.

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5 comentários:

Unknown disse...

Chega de populismo... pragmatismo já!!!
STF não pode ser prostíbulo!!! Nem Guardião da Impunidade!!!

Anônimo disse...

Na realidade isso se chama aparelhamento. Espero que com a saída dos protagonistas deste aparelhamento do poder, o STF cumpre o seu papel de ser guardião da Constituição, pois é isso que a sociedade brasileira espera.

Anônimo disse...

É exatamente isso.Perfeito, não representam a vontade da maioria.

Anônimo disse...

Nada mais equivocado. A sociedade como um todo já é (mal) representada no Congresso Nacional. O Poder Judiciário que é por sua natureza, o mais aristocrático mas também o menos corrupto dos três, não deve almejar em satisfazer o pensamento e desejo daquela, até porque estes são muitas vezes efêmeros, sujeitos a oscilações e não raro influenciadas por interesses obscuros. A Corte Suprema deve refletir a evolução do pensamento jurídico, que bebe das mais variadas fontes, inclusive, o anseio popular. Sendo assim, as pessoas conscientes deveriam buscar a despolitização do STF, fazendo com que ele realmente fosse independente e não sujeito às indicações do Poder Executivo e ao crivo do Senado Federal. A escolha deveria primar pela meritocracia, sendo este ônus ofertado a magistratura, membros do MP, OAB e aqueles que possuem conhecimento jurídico para tal, não excluindo a representação popular e do Congresso Nacional. Fora isso, teremos um Poder Judiciário eternamente subjugado ao Executivo e Legislativo.
Paradoxalmente, entendo que os membros atuais do STF são de qualificação e probidade muito superiores aos senhores Deputados, Senadores e ao Ministério do Presidente Temmer. A exceção de Dias Tófolli, que no meu entendimento não possui condições de estar ali, os demais possuem histórico e qualificação necessária, apesar de indicados politicamente.
Sobre o pensamento conservador da sociedade brasileira o jornalista soube bem captar o reflexo do momento atual. O próprio Congresso Nacional é o maior expoente disto. Não esqueça porém, que esta mesma sociedade conservadora está inclinada a eleger o ex-presidente Lula em 2018 se o mesmo ainda gozar de seus direitos políticos até lá. Então....

Anônimo disse...

Mais uma lição da Democracia Militar, um Presidente ficava 6 anos e era substituido.Na década de 50 um Presidente ficava 5 anos e pronto.Juscelino em 5 anos fez mais que FHC, lula e dilma em 18 anos.