Opinião do editor - Até quando essa gente que manda em Porto Alegre continuará abusando das nossas vidas e da nossa paciência ?

Mesmo depois de uma campanha eleitoral marcada pelo debate sobre a insegurança pública em Porto Alegre, o novo prefeito Marchezan Júnior sequer dignou-se nomear um secretário municipal da Segurança Pública. 

A melhor definição para o que acontece em Porto Alegre, acaba de ser dada por Carlos Etchichury, que na edição de final de semana do jornal Zero Hora avisou: "Porto Alegre está acossada". A explosão de violência  na cidade,  demonstra que entre janeiro e novembro foram assassinados 676 porto-alegrenses, um a cada 12 horas, 23,5% mais do que os 547 registrados no ano passado. Sobre 2011, o aumento emplacou 84,6%. Nas últimas 24 horas (neste momento, são 15h04min), foi assassinado um porto-alegrense a cada 3 horas.

A polícia sumiu completamente das ruas e só chega aos eventos depois que os assassinos fugiram. 

Ninguém sabe onde foram parar os homens da Brigada, Polícia Civil e Força Nacional de Segurança, que são pagos por nós, contribuintes, mas que não prestam serviços de segurança pública. A alegação de que não recebem em dia ou não receberam o 13o salário,. não os exime de cumprir as obrigações.

A má gestão do governo é outra questão bem diferente, pode e deve ser tratada de forma grave - mas é outro departamento. Há uma evidente sublevação da ordem pública e o governo não consegue agir.

Ainda que o governador Ivo Sartori e o velho e o novo prefeito de Porto Alegre, José Fortunati e Marchezan Júnior, assistam os porto-alegrenses irem diariamente para o abatedouro, a cidade possui lideranças políticas, empresariais e sociais capazes de reagir, mas elas também parecem imobilizadas, acovardadas, caladas e resignadas.

Até quando toda essa gente continuará abusando da paciência e da vida dos cidadãos que cumprem as leis, pagam as contas e são tratados de forma tão indigna ?

É de se perguntar onde estão os verdadeiros homens desta cidade leal e valerosa, que não reagem diante da evidência de que seus filhos sigam diretamente para o abatedouro.

O editor aceita respostas.