Delator da Odebrecht cita Temer 43 vezes

 As delações da Operação Lava Jato, que apura irregularidades na Petrobras, já tinham atingido em
cheio o grupo político do Partido dos Trabalhadores (PT), e que ainda podem atingir mais nas próximas revelações, voltam-se agora para o núcleo do PMDB e políticos do PSDB.

Leia reportagem do G1 de hoje:

No acordo de delação premiada, o ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrechet, Cláudio Melo Filho, disse que o propósito da empresa era manter uma relação frequente de concessões financeiras e pedidos de apoio com políticos, em típica situação de privatização indevida de agentes políticos em favor de interesses empresariais nem sempre republicanos.

Os pagamentos a políticos eram indicados por ele e aprovados por Marcelo Odebrecht, pelos presidentes da empresa ou pelos diretores dos negócios, e os pagamentos eram realizados pela área de operações estruturadas da Odebrechet.

A chamada "área de operações estruturadas", depois de uma devassa, neste ano, em uma das fases da Operação Lava Jato, a Polícia Federal descobriu ser um departamento de propina.

No acordo de delação premiada, Cláudio Melo Filho dedica um capítulo ao relacionamento que tinha com o presidente Michel Temer. O nome do presidente é citado 43 vezes no seu depoimento.
O ex-diretor afirma que Michel Temer atuava de forma muito mais indireta, não sendo seu papel, em regra, pedir contribuições financeiras para o partido, embora isso tenha ocorrido "de maneira relevante" no ano de 2014.

Mas segundo Cláudio Melo Filho, ao menos uma vez Michel Temer pediu doações pessoalmente. Foi durante um jantar no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente da República, que ocorreu possivelmente no dia 28 de maio de 2014.

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