sábado, 17 de dezembro de 2016

Artigo, Sérgio Vale, Estadão - Um ótimo pacote

A má vontade de muios economistas, mas sobretudo de jornalistas desavisados ou mal intencionados (os antigos chapas brancas, rancorosos, renegados sociais ou vendidos, não estão incluídos neste rol), encararam com má vontade o pacote anunciado por Temer, desconsiderando até a circunstância de que ele possui lógica interna poderosa com as medidas estruturais já aprovadas (PEC do Teto) ou em exame pelo Congresso (reforma da previdência).  Leia este artigo de Sérgio Vale, economista-chefe da MBA Associado, que faz justiça ao que o governo anunciou:

O pacote divulgado esta semana é mais uma etapa na tentativa do governo de desmitificar a sociedade sobre o papel desse tipo de medida. A cada dado ruim de atividade o governo anterior sacava algo igualmente ruim para piorar ainda mais o cenário e afundar especialmente o resultado fiscal. Mas depois de tantos anos com inúmeros pacotes irrelevantes para supostamente estimular o crescimento, voltamos ao que se tinha até o início do governo Lula: pacotes são essencialmente para reformas microeconômicas e políticas macro se sustentam em manter o tripé azeitado em 1999: meta de inflação, busca de equilíbrio fiscal e câmbio flexível. É uma feliz volta ao passado.


Na seara do tripé, o governo remontou o que se tinha perdido nos últimos anos e o foco, aprovada a PEC do Teto , deverá ser a continuidade de medidas micro na linha iniciada em consonância com a reforma da previdência.

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3 comentários:

Mauro Di Palma disse...

Esse pacote é que nem dar aspirina para um doente terminal.
Em nada ajuda o cidadão.
Porque não reduzem os impostos para deixar a economia respirar?
Imposto é roubo!

Anônimo disse...

Nada mudou. E nem vai mudar.

Brasil segue sendo um país cheio de entraves burocráticos, sua economia está toda encepada o que impede de crescer. Comunistas na ânsia de travar as empresas e roubar quem trabalha, encheu de mecanismos para atrapalhar e burocratizar ainda mais o cenário econômico do Brasil.

O que foi feito, foi facilitar o pagamento de tributos. Não houve redução alguma de nada. Só recebemos um prazo para pagar um estelionato (carga tributária).... Continuaremos com leis stalinistas ambientais, não foi eliminado alvará ambiental, PPCI, sanitário..... Seguimos sendo controlados por bolcheviques.

Estão tentando curar um câncer com aspirinas.

Anônimo disse...

TEMER COGITA TIRAR PADILHA DA CASA CIVIL. O MOTIVO: LAVA JATO:

As delações de ex-executivos da Odebrecht têm preocupado Michel Temer; para dar um novo perfil ao governo após a eleição para o comando da Câmara e do Senado, em fevereiro de 2017, o peemedebista estuda mexer na equipe alvejada por denúncias de corrupção na Operação Lava Jato; é tida como incerta permanência do chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e do secretário do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco, ambos citados na delação do ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho; envolvimento em corrupção, recessão econômica, mal desempenho em pesquisas e até estremecimento na base aliada com o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) pedindo renúncia de Temer demonstram a fragilidade do governo em superar as crises política e econômica.

17 DE DEZEMBRO DE 2016

247- As delações de ex-executivos da Odebrecht têm preocupado o presidente Michel Temer. Para um nov perfil ao governo após a eleição para o comando da Câmara e do Senado, em fevereiro de 2017, o peemedebista estuda mexer na equipe alvejada por denúncias de corrupção.

A permanência do chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e do secretário do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco, é considerada incerta, apesar dos desmentidos oficiais. Além de Temer, Padilha e Moreira foram citados na delação do ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho.

O presidente pretende nomear um perfil mais técnico e mais "interno" para a Casa Civil, que coordena as ações da equipe. Com relação à secretaria de PPI, a ideia é criar uma secretaria especial no Ministério da Fazenda, comandado por Henrique Meirelles, com objetivo de abrigar discussões voltadas a novas iniciativas voltadas para o crescimento econômico.

O ex-dirigente da Odebrecht afirmou que os principais interlocutores eram Eliseu Padilha, Moreira Franco em menor escala e, as fezes, o próprio Michel Temer, então presidente do PMDB e vice-presidente nos governos de Dilma Roussef (entre 2011 e 2016). "Para fazer chegar a Michel Temer os meus pleitos, eu me valia de Eliseu Padilha ou Moreira Franco, que o representavam. Essa era uma via de mão dupla, pois o atual presidente da República também utilizava seus prepostos para atingir interesses pessoais, como no caso dos pagamentos que participei, operacionalizado via Eliseu Padilha", afirmou o delator.

De acordo com o ex-dirigente, Temer solicitou financiamento direto a Marcelo Odebrecht em um jantar, que ele acredita ter ocorrido em maio de 2014. O peemedebista pediu o pagamento de US$ 10 milhões. Deste montante, 60% (R$ 6 milhões) teriam sido destinados a Paulo Skaf, então candidato ao governo de São Paulo, e 40% (R$ 4 milhões) para Eliseu Padilha. Parte do dinheiro teria sido entregue no escritório de José Yunes, atual assessor especial da Presidência da República....