Artigo, Humberto Trezzi, Zero Hora - Um ex-presidente acuado

A ilustração ao lado é escolha do editor e não tem nada a ver com qualquer opção do autor do artigo.


No curto espaço de um ano, Luiz Inácio Lula da Silva sofreu uma transformação. De "viva alma mais honesta deste país" - frase que pronunciou em janeiro - o ex-presidente se tornou uma figura carimbada nos tribunais. Gastou mais de 300 dias no preparo de defesa jurídica. Em 2016 se tornou réu três vezes: por obstrução da Justiça, corrupção e tráfico de influência, em três processos diferentes.

No primeiro, acusado de tentar comprar o silêncio do delator e ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. No segundo caso, por ter aceito que a empreiteira OAS pagasse armazenamento de seus bens presidenciais e também reformas num apartamento triplex que ele teria reservado para comprar, no Guarujá (SP). No terceiro episódio, o ex-presidente é acusado de pressionar o BNDES a favorecer a empreiteira Odebrecht em contratos em Angola. A empresa teria retribuído o favor com dinheiro a um sobrinho de Lula.

Outros processos vêm aí. Em duas semanas Lula foi denunciado duas vezes: por corrupção e lavagem de dinheiro na compra de um terreno por parte da Odebrecht (que seria para o Instituto Lula) e de um apartamento. E por tráfico de influência na escolha da empresa sueca Grippen como fornecedora de 36 caças para a Força Aérea Brasileira (FAB).

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