Acordo de leniência feito pela Braskem nos EUA expõe corrupção nos governos Lula e Dilma

CLIQUE AQUI para ler, ver e ouvir a reportagem completa, que é extraordinariamente didática e consistente. O título da reportagem é o seguinte: "Acordo de leniência expõe corrupção nos altos escalões dos governos Lula e Dilma".

O Jornal Nacional de ontem a noite voltou a apresentar Lula, Dilma Roussef e seus aliados como membros de uma quadrilha de gatunos insaciáveis, tudo segundo delações feitas nos Estados Unidos pela Braskem (no RS, a Braskem é dona do Polo de Triunfo). Foi uma devastadora reportagem de 11 minutos sobre o acordo da Braskem com os procuradores dos Estados Unidos. Ela deixou claro que a empresa do grupo Odebrecht pagou 50 milhões de reais em propinas para a campanha de Dilma Rousseff, negociados por Guido Mantega.

Leia um trecho:

"Numa das reuniões, a 'autoridade quatro' passou um bilhete, pedindo ao 'executivo um' da Braskem uma contribuição para a campanha de 2010 da autoridade 'número dois' - no valor de R$ 50 milhões.
Segundo o documento, o executivo da Braskem concordou - mesmo sabendo que o dinheiro não iria para a campanha - e seria usado em benefício próprio dos políticos.
Em uma das planilhas do 'setor de propinas' do grupo Odebrecht, encontrada pelos investigadores da Lava Jato no Paraná, consta um valor de R$ 50 milhões.
O valor aparece como 'saldo' em 2012 e 2013, e está relacionado ao codinome 'pós-itália' que, segundo as investigações, há indícios de que seja o ex-ministro Guido Mantega.

A planilha tem ainda outros dois codinomes: 'Itália' e 'amigo'. A Polícia Federal afirma que 'amigo' é uma referência ao ex-presidente Lula e 'Itália', ao ex-ministro Antonio Palocci que, de acordo com os delegados, também era chamado de 'italiano'. Palocci seria o responsável por gerenciar esses pagamentos".

Os americanos não citam nomes, mas é possível identificar cada nome escondido sob a denominação geral de Autoridade número 1 ou 2. A numeração vai até o número 9.