sábado, 1 de janeiro de 2011
Clipping, reportagem de Veja: "Saiba, aqui, quem é Dilma Roussef"
- Dilma será capaz de construir uma moldura ética que dê sentido ao seu governo ?
. O editor, que conheceu e trabalhou com Dilma dentro do PDT, da prefeitura de Porto Alegre e do governo do Estado, recomenda que os leitores procurem ler a peça teatral "A Engrenhagem", de Sartre, porque depois de lê-la, talvez entendam melhor o que vai acontecer. O personagem principal até tem valor adicionado por si mesmo, coisa que Dilma Roussef está longe de possuir.
CLIQUE AQUI para ler a reportagem na íntegra
Aod Cunha ainda decide se integrará ou não o governo de Dilma Roussef
. Jorge Gerdau esteve com a governadora Yeda Crusius e disse que convidou Aod. Yeda não fez restrições.
. O ex-secretário da Fazenda de Yeda implementou com sucesso o programa Déficit Zero no governo do RS.
- Gerdau, também presidente do Conselho do INDG, já tinha levado para fora do RS outro membro do governo Yeda, no caso o ex-secretário do Planejamento, Mateus Bandeira, que se mudará para Minas, onde assumirá o cargo de presidente do INDG.
Homem do Pronasci gaúcho renuncia antes de assumir e vai para Brasília
. O atual secretário de Segurança de Canoas, Alberto Kopittke, que havia sido escolhido por Tarso para coordenar o principal programa de segurança pública do futuro governo (Programa Estadual de Segurança com Cidadania — Proesci —, versão gaúcha do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania - Pronasci). Kopittke irá para Brasília como secretário nacional adjunto de segurança pública ao lado da titular, Regina Miki.
. Kopittke se muda na segunda-feira para Brasília.
Lula (Putin) tutelará ou não o governo de Dilma Roussef (Mevdevd) ?
. Muita gente compara o que Lula fez com Dilma e o que fez Getúlio com Dutra (1946). São situações diferentes, porque Getúlio Vargas apenas apoiou o general que ajudou a depô-lo um ano antes, mas não o retirou da obscuridade, não lhe deu sopro de vida política, não o tornou candidato e também não o elegeu.
. O caso de Lula não tem precedentes na história política e eleitoral brasileira.
. A situação é exatamente igual a que protagonizaram na Rússia o ex-presidente e atual premier, Vladimir Putin, e Dmitri Mevdved, o atual presidente.
. Como Putin, Lula é o suserano político de Dilma, que deve a ele tudo que é; e como Putin, Lula repartirá o governo com Dilma, o que fará através de um gênero de parlamentarismo sequer existente na legislação brasileira, mas que é resultado da enorme influência do ex-presidente no seu Partido, nos Partidos da base aliada, nas instituições republicanas e no miolo da própria sociedade brasileira.
. Se isto vai dar certo ou não num País tropical como o Brasil, será outra história, como também será outra história compreender a reação de Dilma Roussef, cuja trajetória política nunca foi a de uma marionete na mão de ninguém.
CLIQUE AQUI para ler "Presidencialismo mitigado ?Sem chance", artigo de Gaudêncio Torquato para O Estado de S. Paulo, 21 de novembro.
Conheça a herança bendita que Yeda deixou para Tarso Genro.
O governo gaúcho achou que foi de bom tamanho o crescimento extraordinário do PIB de 2010, que emplacou 7,8%, o maior da década, maior do que o avanço do próprio PIB do Brasil.
. A governadora Yeda Crusius deixou não apenas uma economia em franco progresso, como também uma herança bendita para o governador Tarso Genro, que recebeu um setor público com as finanças em ordem (déficit zero) e recuperação da perdida capacidade de investir, além das contas pagas, o que inclui salário e 13o em dia, condições que Olívio Dutra e Rigotto não conseguiram completar com êxito.
. Durante seus quatro anos de mandato, Yeda emplacou taxas gordas de crescimento do PIB (2007, 6,1% ; 2008, 3,9%; 2010, 8,9%) e apenas uma negativa (2009, menos 0,8%). Tudo muito próximo do que Lula emplacou no mesmo período: 6,1%, 5,1%, menos 0,2% e mais 7,6%.
. Um das razões principais do crescimento consistente da economia gaúcha foi a sucessão inédita de quatro supersafras seguidas, mas a doma das finanças estaduais e a recuperação da capacidade de investimento do Estado (só este ano, Yeda investiu R$ 1 bilhão em estradas novas e recuperadas, tudo de dinheiro próprio e tudo pago).
- O novo governo poderá pensar seriamente em trabalhar na mudança da matriz econômica do RS, mas as primeiras entrevistas do governador Tarso Genro lembram os discursos do século passado, que era a chorumela de dar ênfase ao agronegócio e à produção industrial tradicional, alicerçados em atenção extremada aos problemas da chamada Metade Sul. O agronegócio, a indústria tradicional e a Metade Sul não são mais o que eram, já que no mundo plano quem puxa a economia são a indústria dinâmica, os serviços da alta tecnologia e os centros urbanos mais avançados e em conexão global.
Tarso Genro assume com discurso de raposa felpuda
. Foi um discurso de raposa felpuda da política brasileira, pouco comum nos eventos da sua história de militante do Partido Comunsita Revolucionário Brasileiro e do PT.
. Além de Olívio Dutra, Tarso Genro também citou Erico Veríssimo, Raimundo Faoro e Nelson Mandela.
. O novo governador terminou sua fala às 10h20min. Em seguida, acompanhou Yeda Crusius até a porta do Palácio, ato simbólico da transmissão do cargo. Antes do discurso do novo governador, Yeda fez um discurso burocrático, falou por 20 minutos e destacou programas de combate à violência feitos em sua gestão.
. Tarso viajou depois para Brasília, para a posse de Dilma Roussef, enquanto Yeda foi arrumar as malas para viajar para Miami.
- Sobre a fala do novo governador: 1) A vitória de Tarso Genro no primeiro turno foi resultado de uma desconstrução dos adversários, que promoveram durante quatro anos o PT e o governo federal do qual fez parte como chefe da Polícia Federal. Ele nem enfrentou oposição na campanha. 2) O papel fiscalizador que espera da imprensa poderá ser exercido, mas Tarso Genro terá que renunciar ao controle direto do conteúdo da mídia, via Conselho de Comunicação, órgão fascista e autoritário que sempre defendeu.
CLIQUE AQUI para ler a análise "Curvas nos caminhos da liberdade". O autor é Gaudêncio Torquato. O artigo foi publicado pelo Estadão no dia 14 de novembro e tem a ver com as tentativas petistas, inclusive de Tarso, de criar um marco regulatório para controlar o conteúdo de matérias jornalísticas.
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