domingo, 1 de novembro de 2009
Ex-prefeito de Sapucaia pode ser excluído da ação da Operação Solidária
Eduardo Matos, repórter - O processo que apura suposta fraude no fornecimento de merenda escolar em Sapucaia do Sul, na Região Metropolitana, está parado há 10 meses e 28 dias. O motivo: recursos movidos por dois dos 22 réus que tramitam no TRF da 4ª Região. O ex-prefeito do município Marcelo Machado e o ex-vice-prefeito Gilberto Alves ingressaram com agravos de instrumento, questionando a competência da Justiça Federal para julgar a ação de improbidade administrativa movida pelo MPF. No dia 02/12/2008, o Desembargador relator, LUIZ CARLOS DE CASTRO LUGON, decidiu pela suspensão da ação na primeira instância até o julgamento do mérito dos recursos no Tribunal. O problema é que de lá para cá eles ainda não foram julgados. Um dos motivos é a troca de relatores no processo. Outro fator que também deixou de lado os recursos é a chamada Meta 2 do CNJ, que passa na frente ações mais antigas. No entendimento do Juiz GUILHERME PINHO MACHADO, o processo deveria ficar onde está, ou seja, na Justiça Federal de Canoas. O magistrado ressalta, no entanto, que cumprirá o que for determinado pela corte superior.
Guilherme Pinho Machado, juiz federal de Canoas – Já na época em que ele era prefeito eu entendia que a competência era da Justiça de primeiro grau, em se tratando de uma ação cível de improbidade. Nós temos agora um fato novo, que é o fato de que o réu sequer hoje é prefeito, mas tudo é uma questão que tem que ser analisada, como eu disse, agora pelo Tribunal, não está nas minhas mãos, e a nossa atitude aqui vai ser cumprir rapidamente aquilo que for determinado. (Sonora)
Eduardo Matos– Se os agravos forem julgados procedentes, a ação de improbidade administrativa terá de ser extinta para o ex-prefeito e vice de Sapucaia do Sul. A discussão jurídica é semelhante à que ocorreu no processo que tramita na Justiça Federal de Santa Maria, em que a Governadora YEDA CRUSIUS foi retirada da ação. Segundo o TRF da 4ª Região, os agravos não têm prazo para serem julgados. Enquanto a ação sobre Sapucaia do Sul está parada, a que apura as mesmas irregularidades em Canoas já está na fase de instrução. O MPF apura superfaturamento na merenda escolar e desvio de verba dos cofres públicos nos dois municípios.
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1 comentários:
Sobre a CPI do PT, alguém tem que dizer que os assuntos tratados envolvem recursos públicos federais e prefeituras da região metropolitana.
Portanto, que se façam CPIs nas câmaras de vereadores e na Câmara Federal.
Isso é que dá aprovar CPI sem fato determinado e dados objetivos.
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