quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Lula perdoa “desvios fiscais” da Ulbra

Nos últimos dias, o editor desta página tem insistido na informação de que o ministro Tarso Genro restabeleceu a certificação que concede o título de utilidade pública da Ulbra, o que abre caminho para que a universidade obtenha de volta os outros títulos, inclusive de entidade filantrópica, com o que botaria por terra todos os processos movidos pelo fisco federal contra ela, razão dos seus azares atuais.

. O mais surpreendente é que mais do que fez Tarso, faz agora o presidente Lula, porque sem alarde nenhum, nesta segunda-feira, o Diário Oficial publicou uma Medida Provisória que concede à Ulbra (a todas as entidades filantrópicas) ampla, geral e irrestrita anistia. A MP garante que ninguém pague contribuição previdenciária e tributos.

Sem alarde, o Palácio do Planalto fez publicar no "Diário Oficial" desta segunda (10) uma medida provisória que premia a falsa filantropia.As investigações fo fisco, do INSS, da Polícia Federal e do Ministério Público, que pilharam a Ulbra em franco delito, foram mandadas para o lixo. A medida provisória de Lula leva o número 446.

. Com bens e dinheiro nos bancos bloqueados no banco, o que serve de garantia para um confronto judicial de quase R$ 2 bilhões, a Ulbra está a um passo de resolver todos os seus problemas.

. Tarso e Lula esperaram passar as eleições para beneficiar a Ulbra.
. Em Canoas, sede da Ulbra, o ex-vice reitor Jairo Jorge, do PT, foi eleito prefeito no dia 26 de novembro.

- A greve dos professores da Ulbra é parcial. Acovardados, professores e funcionários preferem ficar sem receber salário do que obrigar a universidade a arranjar dinheiro para pagar o que deve. Os professores e funcionários não acham que estejam sendo usados para que a universidade obtenha o que deseja.

9 comentários:

PEDRO OSÓRIO ROSA LIMA disse...

Sou professor da ULBRA/São Jerônimo e não sou covarde, tanto que estou lhe respondendo. Esse adjetivo é injurioso e a ofensa é feita publicamente. Às vezes a irresponsabilidade das palavras fáceis não refletem a desconhecida realidade dos fatos.

O meu compromisso, como professor, são com os meus alunos. A questão financeira e trabalhista não deve interferir no processo ensino-aprendizagem, principalmente com prejuízo de quem não deve ser prejudicado.

Questões administrativas e pedagógicas não devem ser misturadas e confundidas. Um professor não é apenas um trabalhador.

Se um trabalhador fizer greve, assegurado o mínimo legal, a atividade laboral continuará. Se um professor fizer greve, como no meu caso, não haverá aula. E os alunos que vêm de outros municípios, em transporte comunitário, farão o quê? Somente poderão retornar com os demais ao final do turno de aula.

Isso seria extremamente perverso.

Acho que os colegas decidiram pelo melhor e também não são covardes e merecem respeito. A instituição saberá resolver a questão administrativa.

Anônimo disse...

Sou funcionária e aluna da ULBRA Santa Maria e faço das palavras do Professor- ULBRA São Jeronimo as minhas, não somos covardes, somos pessoas honestas e que em todos os momentos o foco era preservamos os alunos de qualquer prejuizo o que efetivamente aonteceu até o presente momento.
Parabéns a todos os professores brilhantes,funcionários em geral que com muita inteligência fizeram a união.

Palavra de professor comprometido com a Ulbra: o txt é logo, mas vale! disse...

Olá

Não creio que "acovardados" seja o termo mais preciso. Na realidade, entre 10 a 20% dos professores estão parados, digo, mobilizados em prol de reivindicações. Ontem, quinta, fizemos mais uma assembleia pelo sindicato, Sinpro, e definimos continuar o movimento. no primeiro 1/3 da assembleia o tema predominante foi a questão salarial. Temos a noção de que a ulbra hoje é como uma vovózinha, que não mais se alimenta sozinha nem se limpa, cuja pensão é administrada pelo netinho... no caso a justiça. A ulbra não é mais gestora de suas contas. Não é mais capaz de definir nada com seu dinheiro. Se sair algum dinheiro nos próximos dias, nada tem a ver com empenho da ulbra, mas sim da justiça, provavelmente muito motivada pela paralisação e manifestação de funcionários e alunos. Nos 2/3 finais da assembleia se discutiu como reavivar a ulbra. Uma lição para a atual reitoria de zelo e comprometimento com a instituição. A meu ver a única forma de manter-mos os alunos, cientes de problemas históricos na instituição e quem sabe atrair novos alunos, que não incautos deslumbrados com adesivos e moletons promocionais, seja mostrar um choque de gestão com substituição da reitoria, seja por parte da Igreja Luterana, seja por intervenção federal. Só assim salva-se o nome e se reconquista crédito moral. A questão escapa ao círculo de funcionários e clientes, a manobra de anistiar as filantrópicas farsantes, onde, no caso, a ulbra é o maior expoente (em termo de recursos e pessoas indiciadas (?... pelo menos foram flagradas em grampos propondo suborno... procurem na net..) procura repassar a todo o cidadão brasileiro a conta dessa dívida, alimentada com corrupção, incapacidade administrativa, falta de honestidade, moral, má fé (desculpem a redundância!) e toda a sorte de conchavos. O fio da meada, se alguém quiser entender, passa pela eleição de Jairo Jorge, agora, em Canoas, até atão pro reitor da ulbra, com programa na suas TV, um pouco antes secretário de Tarso Genro, quando ministro da educação... uma breve pesquisa na net lhes mostrará toda a cronologia dessa ligação. Hoje, Tarso anistia aquela que "apoiou" seu braço direito.
Quanto aos professores grevistas, a única forma de não serem punidos, será a substituição completa da reitoria. Quanto a todos os funcionários e todos os alunos, a única forma de termo qualidade de trabalho e ensino, e orgulho da camiseta e do diploma, é a substituição completa da reitoria.
Peço aos alunos que nos dêem essa chance de honrar nosso compromisso com a educação. E que todo o brasileiro se posicione: é o dinheiro de todos que esta sendo do de presente para este reitor megalomaníaco! Bom, acho que era isso. Brinquem de detetives! Achem o resto da história na net....

MMakron disse...

A questão da Ulbra é fundamentada na Reitoria e na forma administrativa adotada pela Cúpula ao redor do seu Lider( Führer ). Nada surpreende a situação atual, pois com o tipo de personalidade operacional do reitor(criando um "império " em poucos anos - mas todo imperio teu seu prazo de durabilidade, depende da forma de administrar e do modo como se estabelecem as relações humanas e de mercado de negócios). A Celsp é a fachada para os negócios internos e externos do grupo do Reitor( seus testas-d-ferro) , aqui inclui-se desde plano de saúde, hospitais e negócios extra-universitários. Não pagar é um lema ! Importar equipamentos sem pagar impostos(pois é decisão do reitor),tudo um jogo encenado pela equipe que cerca o "líder maior"!Criar mecanismos de horas de trabalho diferenciado que fogem do padrão de outras Instituições...e assim vai! Temos poucas soluções:1)Intervenção: Um grupo assumindo e desalojando o Reitor e seus assessores - implantando novo modelo de gestão, mais profissional, menos familiar!( vair ferir os interesses dos familiares e pastores luteranicos que se alimentam das notas fiscas e beneces da ULbra.
2)Intervenção parcial: onde um Grupo assuma parte dos ativos, cabendo a CElsp( 20, 30 ou 49% da parceria).Com um conselho administrativo também profissional, mas sem gerência do atual grupo.
3)Intervenção da Celsp, criando mecanismos juridicos para desalojar o grupo e seu líder( o reitor). Acho que esta hipótese mais remota. Pois duvido que os pastores luteranos que vivem dos favores da Ulbra e seus familiares teriam coragem de assumir isto!
A questão também importante envolve os interesses político-partidário da eleição 2010( A intenção do TGenro de ser candidato real e não virtual a governador do RS). Por outro lado, com a filantropia, a Ulbra tem ativos monetários para financiar campanha e patrocinar aqueles que propiciaram perdão fiscal(EM NOME DO TRABALHISMO E DA CLASSE TRABALHADORA!!) - Que ironia!
Esperamos que o Congresso e algumas lideranças investiguem o coloquem o Min. da Justiça no rol dos mais novos fritados - alguma coisa deve acontecer!
Lembrem, 2010 tem eleição! E o pt não ganhará para presidente do modo simples que pressupoe!!!
Aguardem e vamos rogar que o Líder e seus assessores sejam de algum modo desajolados da Instituição Luterana! Soluções existem, mas sem eles, caso seja adotado uma nova forma administrativa e com novos parceiros!

Anônimo disse...

Lamentável é que a imprensa gaúcha esta calada.Como o Grupo RBS entre outros.
Só tenho pena são dos novos alunos que vão entrar na ULBRA neste próximo vestibular em meio á orrupção entre PT/ULBRA.

Já os Dr.professores da ULBRA que não entraram em greve. Me poupem em dizer que estão dando aula pelo alunos!
Todos nós que trabalhamos na Ulbra sabemos que os professores em sua grande maioria pertencem a uma grande teia de interesses. Pois a ULBRA é uma empresa familiar. Portanto aqueles professores que não entraram em greve deve-se ao fato de possuir outros atributos

"Mais uma vez não se quer afirmar mais do que a existência de elementos que podem, no decorrer da demanda, mostrar a presença de desvio de finalidade, especialmente se considerarmos as características que envolvem a entidade CELSP e a Universidade Luterana do Brasil, bem como seu Reitor Ruben Eugen Becker que é o responsável por todo este sistema que envolve dezenas de CNPJs, como é de conhecimento público. No entanto, não se pode deixar de registrar apenas um dos fundamentos que compõem o voto do relator do processo administrativo, réu nesta demanda, segundo o qual "não se pode confundir a CELSP com a ULBRA, pois aquela é mantenedora desta e de outras tantas entidades, com direções independentes". Isso quando é de conhecimento geral - e sequer o Reitor Ruben Becker quando assinou nesta Vara termo de depositário sobre o faturamento de todas as empresas relacionadas a CELSP, nega o fato-, que todas as entidades estão sob a mesma direção de fato, e são absolutamente relacionadas, como as Universidades da Ulbra, os Colégios da Ulbra, o Sport Clube Ulbra, os Hospitais da Ulbra, a rádio e televisão da Ulbra e etc."

Invoca a parte autora na inicial, fatos de conhecimento público, que redundaram, em março de 2008, na prisão de 6 pessoas, entre elas o procurador da CELSP na reunião que permitiu a concessão do CEBAS, advogado Luiz Vicente Dutra. Nesta peça a requerente relata diálogo, que foi amplamente noticiado na imprensa nacional, entre este advogado e Pedro Menegat, pró-reitor de Graduação da Ulbra em Canoas. Divulgou o jornal O GLOBO (http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/03/14/titulos_de_filantropia_silvio_iung_pede_afastamento_da_presidencia_do_conselho_nacional_de_assistencia_social-426240600.asp:



"Entre as conversas estão alguns diálogos entre o pró-reitor da Ulbra (Universidade Luterana do Brasil), Pedro Menegat, e o advogado Luiz Vicente Dutra. Num deles, de 31 de outubro de 2006, Menegat e Dutra acertam pagar entre R$5 mil e R$8 mil ao conselheiro Misael Barreto por um parecer.



- Vê aquele assunto que eu tinha lhe proposto do conselheiro Misael fazer o parecer do desmembramento, aquilo eu acho importante porque ele é a figura lá que trata da parte jurídica, é o único conselheiro que lida com essas questões - diz Dutra.

Menegat concorda:

- Me dá uma sugestão. Dentro do critério ali, de sempre.

- Eu vou ver cinco mil, cinco ou oito mil - diz o advogado.

Num diálogo de 18 de outubro de 2006, Menegat e Dutra já tinham conversado sobre a compra do parecer de Barreto.

- Evidentemente que, depois, temos que acertar uma remuneração, que pode até ser pago por meu intermédio afirma Dutra".




Guilherme Pinto Machado
Juiz Federal

MMakron disse...

Ao reler algumas coisas, observo que anonimo em 17/11/08 lamenta que a imprensa não faça uma análise e divulgação melhor da situação falimentar da "familhentar" ulbra, citando entre outros rbs. Ora, basta lembrar a história e observar qdo o líder germânico ascendeu ao poder - fürher - foi a a conivência da imprensa e de círculos do poder que levaram na gandaia suas afirmações e ameaçãs! Veja bem, na epóca o capital e parte da siderurgia alemã e comunicação da mão de judeus! Não me surpreende mesmo um grupo de imprensa de origem judaica silenciar frente crise da Instituição Luterana - isto se deve como sempre, a interesses financeiros da propaganda que suplantam a base fundamental da linha jornalística impressa e documental. Como disse - aqui parodiando BBrecth ao final: " ..nada era comigo pouco me importa...depois vi que me atingiram e já era tarde...
Dá para entender então como no decorrer da história podemos ter novamente "fürher" que possam construir impérios mesmo passageiros, mas causar um estrago humano e social profundo por sua total falta de senso de responsabilidade e saúde mental frente ao contexto social inserido, não medindo esforços para atingir seus objetivos ( custe o que custar). Espero que com essas linhas possam ao menos entender,nem que sejam parcialmente o silêncio jornalístico documental sobre a crise da "pilantrópica ulbra" e seus pastores-familiares diametralmente opostos ao germânicos empreendores e profissionais éticos "gerdaulianos" que tem servido de exemplo de gestão e crescimento e notoriedade empresarial!

Anônimo disse...

Penso que uma organização como a ULBRA mantida por uma instituição religiosa a CELSP, que tem como um dos lemas a VERDADE, não pode ficar impune manipulando a fé e `boa fé`de seus funcionários e principalmente professores que sem saber a verdade até ´estourar´o problema assistiam e participavam de comemorações que engrandeceram a atual administração pelo feito de crescimento e prosperidade da que é vista como a maior instituição de ensino no Brasil, que se diz RICA.
Sendo assim de onde vem toda essa riqueza? Acho que a mídia tem que ir a fundo e esclarecer tudo que se refere às questões de recebimentos e aplicações de verbas, recursos financeiros e patrimoniais que estão direta ou indiretamente ligados a administração da mantenedora CELSP e da ULBRA.

Anônimo disse...

Essa situação se assemelha com algo que já vimos na história, quem convive na CELSP sabe do orgulho dos pastores luteranos por serem descendentes europeus, se dizem privilegiados por ter uma doutrina ecumênica e declaram serem abençoados por fazerem parte dessa parcela privilegiada por sua riqueza de conteudo espiritual e democracia na instituição. Quando o seu lema de defender a VERDADE provavelmente é aplicado somente entre eles pastores luteranos pois entre os membros nada é dito ou informado. Pois como dizem somente os mais próximos tem que ser informados, aí é isso que chamam de democracia? Se nem mesmo entre os membros de sua comunidade luterana a verdade e dita!

Anônimo disse...

com o fim do semestre, o reitor agradece: "menos 40 mil processos de clientes na minha cola..." "agora só uns funcionariozinhos vagando por uma ulbra entregue as moscas, choramingando o leite derramado."